Bom dia, {{name | Dropper}}! Hoje eu aprendi: que o founder da Epic Games e criador do Fortnite, Tim Sweeney, passou as últimas duas décadas comprando terras nos EUA pensando em preservação. Ele acumulou +50.000 acres em 15 condados e se tornou um dos maiores proprietários de terras privadas do estado da Carolina do Norte e um dos maiores conservacionistas do mundo!

No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:

• Travis Kalanick: a volta do que não foi
• Trending: o verdadeiro pai de pet
• Lavagem de IA: a onda o tsunami de demissões
• Stats: 1000 carregadores da BYD
• Terafab: a fábrica de mil gigas da Tesla
• Contra Dados Não Há Argumentos: O colapso dos softwares

Dropped pelos humanos Pedro Clivati e Renan Hamann
STARTUPS

Travis Kalanick: a volta do que não foi

o founder e ex-CEO demitido do Uber está de volta, agora com a Atoms

Quando investidores da Uber chutaram o próprio founder Travis Kanalick da função de CEO em 2017, ele saiu com uma mão na frente e outra em US$ 2,5 bilhões. Enquanto todo mundo achava que ele ia ficar aproveitando a vida de multibilionário, a real é que ele nunca parou de verdade — e agora está oficialmente de volta com a Atoms!

Contexto: de lá pra cá fundou e operou a CloudKitchens, uma startup de cozinhas-fantasma que aluga espaços para restaurantes de delivery. Sem alarde, captou rodadas com empresas como Microsoft e o Fundo Soberano da Arábia Saudita, expandiu para +2.000 locais e atingiu um valuation de +US$ 15 bilhões.

Mas o que ninguém sabia — já que ele proibia os funcionários de incluírem a empresa no LinkedIn, não deu entrevistas e não divulgou nada — é que a CloudKitchens era apenas um pedaço do masterplan. Na sexta, Travis matou a marca, renomeou para Atoms e revelou a missão: construir robôs especialistas para automatizar o mundo físico.

  • Atoms Food: cozinhas autônomas com robôs especialistas que preparam, montam e despacham refeições com precisão industrial — reduzindo até 40% do trabalho manual. A meta é processar 18% de todos os pedidos dos EUA.

  • Atoms Mining: foco nos ambientes mais duros do planeta, com robôs projetados para operar minas, pedreiras e operações de extração.

  • Atoms Transport: a infraestrutura robótica que move o mundo físico com sistemas autônomos para logística, entrega e movimentação de carga — conectando armazéns, cidades e indústrias com máquinas trabalhando 24/7.

Para dar início ao plano de automatizar o mundo físico com robôs, Travis anunciou a aquisição da Pronto — a startup de caminhões autônomos para mineração fundada por Anthony Levandowski.

Levandowski foi líder da Waymo até sair para fundar a Otto, comprada pela Uber em 2016 por US$ 680 milhões. Só que o Google processou a Uber por roubo de segredos comerciais, Leva enfrentou 33 acusações (declarou-se culpado de uma) e foi condenado a 18 meses de prisão. Trump o perdoou em seu último dia de mandato em 2021.

No maior plot twist que o Vale do Silício já viu, um dos apoiadores financeiros da nova empreitada de Travis é ninguém menos que… a Uber. Como Travis mesmo disse: "Sangrei, mas não morri. Levantei-me e lutei para voltar à arena, voltar à minha vocação. Voltar a construir.".

PS: Travis passou 8 anos sem falar nada, mas voltou dizendo muito. Agora com um manifesto de +1700 palavras que a gente traduziu e colocou em formato de áudio para você!
PS2: a Pronto já tem contrato com a Heidelberg Materials para implantar mais de 100 caminhões autônomos no Brasil.

QUICK DROPS

Mundo Afora

  • Anduril: fechou um contratinho de US$ 20 bilhões com o exército dos EUA para modernização da Defesa (principalmente de drones) com IA.

  • Irã: declarou que os escritórios da Nvidia, Microsoft, Google, IBM, Oracle e Palantir são alvos militares legítimos

  • TikTok: os investidores envolvidos na “nacionalização” do aplicativo nos EUA terão que pagar US$ 10 bilhões ao Tesouro americano.

  • Adobe: estava sendo acusada de dificultar o cancelamento das suas assinaturas. Para encerrar o processo, topou pagar US$ 75 milhões ao Departamento de Justiça e US$ 75 milhões em serviços gratuitos aos clientes.

SOCIAL

A IA que puxa a capivara do influs pra te fazer crescer mais

Dropped by Screeneo

Segundo relatório da Warc, 34% dos profissionais consideram o risco de reputação como um limitador dos seus investimentos em mídia e influenciadores. Em época de eleição, e com a IA invadindo as redes sociais, o desafio fica ainda maior. É aqui que entra a Screeneo.

Uma IA com o background check mais prático e inteligente do mercado para análise de risco de influenciadores. Chega de se perder em planilhas. Em 2 min, a ferramenta analisa dados que o feed não mostra e te dá um dash com o risco e o alinhamento de valores com a sua marca.

Por mais que internet não esqueça, alguns briefings esquecem o básico: proteger sua marca deve significar crescer mais. Clica aqui e veja Screeneo em ação!

O verdadeiro pai de pet

Um técnico de informática australiano gastou US$ 3.000 e fez em dois meses o que a indústria farmacêutica não fez em anos com bilhões.

Quando Paul Conyngham adotou Rosie, não imaginava que o seu cãozinho teria um câncer agressivo. Ele tentou de tudo (cirurgia, quimio, imunoterapia), mas o prognóstico não dava mais que seis meses de vida. Então Paul fez o que toda pessoa cronicamente online faria: abriu o ChatGPT e pediu socorro

O chatbot sugeriu usar sequenciamento genético
Paul pagou US$ 3k para sequenciar o DNA de Rosie
Pediu ajuda da UNSW (Universidade de South Wales da Austrália)
Usou o AlphaFold para modelar as estruturas proteicas a partir das mutações
Criou uma vacina de mRNA personalizada e aplicou a primeira dose

Um mês depois da aplicação e o tumor do tamanho de uma bola de tênis de Rosie já havia diminuído 75%. Um cara, sem qualquer diploma ou experiência em biologia, usando um chatbot, em dois meses… Paul ainda disse que a ciência por trás nem foi a pior parte. Difícil mesmo foi conseguir as devidas autorizações legais.

MERCADO

Lavagem de IA: a onda o tsunami de demissões

as demissões em massa culpando inteligência artificial estão chegando

Dias depois da Atlassian anunciar a demissão de 1.600 pessoas (~10% do seu quadro), chegou a vez da Meta. A sexta maior empresa do mundo estaria se preparando para cortes que podem afetar até 20% da empresa (~20.000 funcionários).

A desculpa é sempre a mesma: IA substituindo humanos. Mas será que tem mais esqueletos nesse armário?

AI Washing: é o termo usado quando a culpa é enganosa e intencionalmente colocada em inteligência artificial. A Lavagem de IA não acontece somente nas demissões onde a IA leva a culpa, mas também em currículos, produtos, serviços e outros.

Mas nem sempre o press release reflete os reports internos:

  • A narrativa: os ganhos de produtividade proporcionados pela IA na operação das empresas torna parte do trabalho humano obsoleto.

  • A realidade: quatro das maiores empresas do mundo (Google, Meta, Amazon e Microsoft) planejam investir ~US$ 650 bilhões em capex em 2026 — compra de chips, construção de data centers e energia.

  • A conclusão: é um nível de investimento sem precedentes e esse dinheiro precisa vir de algum lugar. Some ao histórico: todo grande ciclo tecnológico foi marcado por demissões e reorganizações internas. Foi assim com a internet, com mobile, com cloud… e não seria diferente com IA.

Colocar a culpa das demissões em IA é um discurso que cola: sinaliza inovação aos investidores, posiciona as demissões como inevitáveis, pinta um quadro de melhores margens e legitima decisões difíceis.

Isso não quer dizer que a IA não vá eliminar empregos… é bem provável que isso aconteça. Já as demissões de agora têm mais motivos financeiros que tecnológicos ou operacionais.

PS: por aqui, a Justiça determinou a reintegração dos demitidos pela Stone.

QUICK DROPS

Brasil Adentro

  • Adapta, a startup que concentra vários chatbots de IA no mesmo guarda-chuva, faz sua primeira aquisição e compra a Skip por R$30 mi.

  • Blank, a startup ajudando CEOs a se tornarem influencers nas redes sociais, se tornou a quinta investida da Rebel Ventures de Rony Meisler.

  • Recurring Sales CRM, a startup pernambucana com uma plataforma de gestão comercial, capta rodada de R$ 1 mi com a Triaxis e Crescera Capital.

STATS

1000

carregadores elétricos da BYD serão instalados no Brasil até o final de 2027, com a chinesa dobrando a aposta no país depois de ultrapassar a Toyota e a Jeep para se tornar a quinta montadora que mais vende por aqui.

  • Os carregadores da nova geração usam a tecnologia Flash Charging, capaz de carregar a bateria de 10 → 70% em cinco minutos e de 10 → 97% em nove minutos. É quase tão rápido quanto encher um tanque.

  • A fábrica em Camaçari na Bahia (que enfrentou processos judiciais pelas condições de trabalho) só montava as peças trazidas da China, mas nesse ano começa a fabricar carros inteiros.

  • Uma pista de testes e um laboratório de pesquisa para adaptar as tecnologias chinesas ao clima e à realidade do Brasil serão construídos no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro com um investimento de R$ 300 mi.

IA

O que mais de 3.500 entrevistados podem nos revelar sobre uso da IA nas empresas?

Dropped by Google Workspace

O estudo Work:InProgress, do Google Workspace com a IDC, mostrou que a IA já está batendo ponto nas empresas. Mas o problema é que cada um está usando a sua própria ferramenta.

  • 74% dos brasileiros entrevistados afirmam usar seus assistentes de IA pessoais para tarefas profissionais, aumentando o risco de exposição de dados confidenciais;

  • Enquanto isso, apenas 30% das empresas possuem políticas claras sobre o uso da tecnologia;

O desafio é o uso sem governança, porque existe uma oportunidade grande: mais de 1/3 dos profissionais afirmam que poderiam ampliar seus conhecimentos sobre IA por meio de treinamentos.

Quer saber como aproveitar essa janela de oportunidade? Baixe o estudo completo aqui.

CHIPS

Terafab: a fábrica de mil gigas da Tesla

o muskverso ganha seus próprios semicondutores

Elon sabe que mesmo no cenário mais otimista, nem a TSMC, nem Intel e nem Samsung têm capacidade de fabricar chips suficientes pra todo o mercado. Só no Muskverso, eles vão para carros, robôs humanoides, chatbots, implantes, etc. Então a Tesla está fazendo o que sempre faz: construiu o que não existia e criou a sua maior fábrica até agora, a TeraFab.

A indústria de IA opera com base em três insumos: Energia, Dados e Computação

Energia: já é gerada e armazenada em grande escala por meio de energia solar e as baterias megapack, além de ter projetos de geração de energia fora do planeta.

Dados: já são gerados em quantidades cavalares pelos próprios carros da Tesla, foguetes da SpaceX, rede social X… e utilizados para treinamento do Grok.

Computação: era exatamente a peça que faltava para fechar o ecossistema e controlar toda a cadeia vertical.

Como toda aventura Muskiana, a escala do projeto é sem precedentes:

  • Meta de chegar a 70% da produção global da TSMC (1 mi por mês).

  • Design proprietário focado em chips de 2nm.

  • Um décimo do custo do Nvidia Blackwell.

  • Consumindo 1/3 da energia.

  • Orçamento de investimentos de US$ 20 bilhões para 2026.

  • E o mais surpreendente: lançamento em até 7 dias.

Assim como a Tesla já fez com os carros (verticalizando toda a produção) e com os robôs humanoides, chegou a vez dos chips. Lógica, Memória, Energia, Embalagem… tudo debaixo do mesmo teto, made-in-america.

INDIQUE O DROP

O chefe liberou a verba esse mês 🙏

Então aproveita a chance…

Sabe o Macbook Neo? O laptop mais cobiçado da Apple, que todo mundo quer colocar na mochila? Então, até o dia 31 de março, um Dropper sortudo vai garantir a máquina definitiva pra trabalhar, criar e dominar (pov: pode ser você!).

Mais simples do que ganhar, é participar:

  1. Clique no botão abaixo e gere seu link de indicação.

  2. Mande para aquele grupo de amigos inteligentes, mas que ainda não conhecem o TechDrop.

  3. Cada amigo que confirmar = +1 chance de ganhar.

As indicações começam a contar a partir de hoje e vão até o dia 31/03. Resultado no dia 03/04. Então tem tempo de sobre pra indicar, torcer e já ir liberando espaço na mesa pra receber seu futuro prêmio.

CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

O colapso dos softwares

Cerca de 90% das empresas SaaS listadas na bolsa perderam entre 30% e 80% do valor em relação às suas máximas de 52 semanas

O investidor Andreessen proclamou “Software vai devorar o mundo” em 2011. A sua profecia se provou verdadeira desde então: O software devorou ​​o varejo. Devorou ​​a mídia. Devorou ​​as finanças. Devorou ​​o transporte.

Mas quando parecia que ele iria devorar o mundo, chegou a IA e devorou +US$ 1 trilhão do valor de mercado das empresas de software em dois meses.

O que achou da edição de hoje?

Lemos tudinho!

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