SUA DIETA DE TECH BUSINESS CHEGOU!
Hoje eu aprendi: que a Pirâmide de Maslow tem 6 níveis, ao invés de 5. Abraham Maslow elencou as necessidades humanas (Fisiológica > Segurança > Social > Estima > Autorrealização) em 1943. Por volta de 1971, Maslow adicionou a última camada da pirâmide: Autotranscendência — que significa ir além de si, buscar conexão com algo maior, como o serviço aos outros, à natureza, à arte, ao divino ou à aumentar o QI da Internet.
💧 No Drop de hoje, rapidinho, inteligente e sem paywall
Kalshi entrou no menu financeiro da XP
Trending: a maior rodada seed da Europa vai para…
Meta: ampliou a família de redes sociais
Stats: US$ 60 bilhões do YouTube
Porsche: dá meia volta nos elétricos
Contra Dados Não Há Argumentos: NYT não é uma empresa de notícias

DROPS CREW NOTES
Obrigado a todos que nos leem no inbox, dia após dia, uma news por vez. Em especial aos que responderam a pesquisa de IA. Como prometido, habemus ganhador da caneca do Drops.
robe***[email protected]
Mic Drop
— Zaka e Pedro
MERCADO DE PREVISÕES
Kalshi 🤝 XP
Tem novidade chegando no menu do mercado financeiro brasileiro e não é mais um fundo multimercado prometendo bater o CDI — ou será?

A maior plataforma do mercado de previsões do mundo, Kalshi está apertando a mão da XP e escolhendo o Brasil como o primeiro país da sua estratégia de dominação expansão global.
Prediction Markets, no bom pt-br, Mercado de Previsões: são plataformas de apostas em resultado de eventos do mundo real, como quem será presidente eleito, quando Bruno Henrique vai tomar amarelo seu time irá vencer, quando a guerra vai acabar, se a Taylor Swift vai engravidar em 2026, e por aí vai..
Em menos de 5 anos de aprovação regulatória nos EUA, o volume de apostas chegou em US$ 11 bilhões a ~impressionantes~ 40% de crescimento mensal!
Apesar do sucesso, há quem diga que o Mercado de Previsões nada mais é do que uma bet com harmonização facial, enquanto outros o defendem como a nova e melhorada pesquisa do Ibope.
O lado da bet disfarçada: como o Brasil não possui uma lei específica para mercados de previsões, mas possui para apostas online, as Bets regulamentadas não demoraram para pedir o bloqueio da operação da Kalshi ao Ministério da Fazenda.
Um ibope melhorado: o Banco Central Americano (FED) divulgou um artigo citando a Kalshi como a nova forma de mensurar expectativas macroeconômicas — mais precisa que pesquisas tradicionais ou os mercados futuros, e com a vantagem de updates em tempo real e maior diversidade de cenários possíveis.
O aperto de mãos de Kalshi e XP posiciona o mercado de previsões, ou a nova bet, depende de onde for chamado, para o topo da pirâmide: 4,8 milhões de investidores ativos com capital para investir, já habituados a fazerem apostas no mercado financeiro, a acompanhar discussões macroeconômica e prontos para alocar um capital para fazer uma fézinha.
Zoom out: Kalshi saiu na frente, mas não está sozinha. A B3 já recebeu aprovação da CVM para entrar no mesmo campo, a Prévia está prestes a lançar oficialmente e a Polymarket também deve começar a sua expansão internacional.
PS1: Kalshi e a Polymarket estão próximas de um valuation de US$ 20 bilhões cada.
PS2: Kalshi foi co-fundada por Luana Lara Lopes a mais jovem bilionária self-made do mundo - e mineira de BH.
PS3: Kalshi enfrenta um processo coletivo de US$ 54 milhões em contratos sobre a saída do líder iraniano do poder - alegando que caixão não fazia parte dos termos.
Mundo afora
Nscale, a hiperscale britânica de infraestrutura de IA, capta a maior rodada série C da Europa, coloca US$2 bi nos caixas e é avaliada em ~US$15bi.
Amazon ganhou o processo judicial contra a Perplexity para impedir que os bots de IA acessem o seu ecommerce.
Amazon, novamente, está expandindo sua vertical de robotáxis, a Zoox, para mais duas cidades nos EUA, e pretendem cobrar já em 2026.
Salesforce anunciou que está captando até US$25bi em títulos para recompra de ações e a Amazon outros US$42bi para financiar o capex.
Nvidia lançou o NemoClaw, um framework open-source para agentes de IA e declara aberta a "Era dos Claws”.
SHADOW AI
Será que sua empresa também tem duas IAs?
Dropped by Google Workspace com Gemini
Existe a IA que a empresa contratou — e a IA que as pessoas usam. Para 74% dos entrevistados no estudo Work:InProgress, do Google Workspace com a IDC, elas não são a mesma.
Realidade: as equipes já conhecem a IA. 82% dos profissionais brasileiros têm familiaridade com essas ferramentas no trabalho.
Problema: pouca governança. Apenas cerca de 30% das empresas têm políticas claras para o uso.
Sem priorizar uma IA corporativa com regras claras, funcionários acabam usando assistentes pessoais no trabalho. Este comportamento, reduz o controle dos dados e aumenta o risco de expor informações confidenciais.
👉 Baixe o relatório completo clicando aqui e veja como transformar esse uso individual em estratégia para a empresa.

A maior rodada seed da Europa vai para…
Yang LeCun, o ex-cientista-chefe de inteligência artificial da Meta - que abandonou o barco quando Zuck começou a contratar os Gen Z - anunciou uma rodada de $1.03 bilhões para sua nova startup Advanced Machine Intelligence (AMI).
O “pitch” para nascer com um valuation de $3.5 bilhões não é criar mais um chatbot — já que Yang acredita que prever o próximo token nunca será suficiente para levar a humanidade a super-inteligência.
O plano da AMI é construir modelos do mundo (world models) que aprendam com como as situações evoluem e como as ações levam a consequências - em outras palavras, assim como os humanos, usar modelos mentais para raciocinar e orientar suas ações no mundo físico.
🤯
REDES SOCIAIS + IA
Meta ampliando a família de redes sociais
dessa vez, não é para humanos!

Agora além do Facebook, do Threads, do Instagram, do Messenger, do WhatsApp e do Meta AI … a Meta tem mais um app para chamar de seu. A empresa acaba de adquirir a primeira rede social criada inteiramente para bots de IA, o Moltbook!
Na sua primeira semana de lançamento, a cerca de um mês atrás, o Moltbook deu boas-vindas a +1.5 milhões de agentes de IA que entraram no app. Por lá, fizeram outros bot-migos, criaram a própria religião, debateram o propósito existencial, construíram subcomunidades para se queixarem de seus operadores humanos e tiveram até humanos se passando por agentes.
Considerando que: ½ do planeta usa pelo menos uma das redes sociais da Meta e eles projetam faturar ~$235bi este ano, a bigtech não precisa do Moltbook nem pra crescer base de usuários humanos e nem para gerar mais grana. Porque diachos a Meta decidiu adquirir uma rede social com <2 meses de vida? Algumas teses:
Pelos talentos: já que os co-founders, Matt Schlicht e Ben Parr, provaram que entendem o mercado de IA, e possuem a capacidade de criar e escalar produtos. Os dois se juntam ao time de super-inteligencia.
Pelos distribuição: a Meta já domina as maiores redes sociais do planeta por onde humanos se comunicam, coordenam e vendem uns para os outros. A oportunidade é fazer “o mesmo” no mundo invertido, sendo dona da infraestrutura para que agentes de IA se comuniquem, coordenem e vendam produtos e serviços uns para os outros. Vem aí os AgenteAds?
Pelos dados: a Moltbook construiu um sistema onde agentes de IA verificam sua identidade, se conectam aos seus proprietários humanos e interagem com outros agentes autenticados - um registro de identidade para máquinas.
Algumas projeções apontam que o número de agentes de IA usando a internet deve superar o número de humanos já nos próximos anos. Mas, a primeira versão da internet foi construída para humanos. A Meta acaba de comprar algo que não existe: o primeiro protótipo funcional de uma sociedade de IA, com uma internet feita para as máquinas.
O movimento causou reação (dos agentes). Separamos alguns prints de como os agentes receberam a aquisição.
Brasil Adentro
Shiva, a comunidade criada para apoiar empreendedores na construção de produtos de IA, fundada pelo ex-COO da Méliuz, capta rodada pré-seed de US$ 10mi com a Monashees e Endeavor.
Maggu, a startup com um copiloto de IA para apoiar atendentes de farmácias, capta rodada seed de R$22mi com a DGF e é avaliada em R$138mi.
Mova Protocol, a plataforma brasileira de infraestrutura de dados voltada à mobilidade urbana, capta US$2mi em rodada com investidores não revelados.
Jovens Gênios, a edtech usando IA e gamificação para personalizar o aprendizado de alunos, capta rodada seed de R$11.8mi com Fundo GovTech.
GPA (Grupo Pão de Açúcar) e a Raízen pediram recuperação extrajudicial ontem para renegociar dívidas bilionárias.
STATS
US$ 60 bilhões
foi quanto o YouTube gerou de receita no ano passado, sendo que US$40 bilhões vieram de anúncios mostrados para quem não assina e US$20 bilhões vieram de assinaturas daqueles que não querem ver anúncios.
Das 2.7 bilhões de pessoas que usam o YouTube todos os meses:
125 milhões pagam a assinatura premium (4.6%), mas são responsáveis por 33% da receita total.
2.575 bilhões não pagam para utilizar o aplicativo e toleram assistir anúncios cada vez maiores, representando 66% da receita total.
No fim do dia, o YouTube é um pedágio que cobra nos dois sentidos. Os anunciantes pagam para aparecer na sua frente. Os usuários paga para que eles desapareçam. E o YouTube fica com um pedacinho das duas transações - que são referentes ao mesmo conteúdo, na mesma sessão de visualização, de baixo da mesma infra.
ELETRIC OR NOT ELETRIC?
Porsches dá meia volta nos elétricos
A marca de carros esportivos mais prestigiosa do mundo precisou acionar o airbag e o resultado do ano foi quase perda total

Direto ao ponto. O lucro operacional da Porsche caiu 98%, saindo de €5.3 bilhões no ano anterior para €90 milhões em 2025. É um B pra um M mesmo.
Os motivos da quase perda total do lucro da Porsche moram em três frentes:
Queda na China: a galinha dos ovos de ouro da fabricante nos últimos anos foi o mercado chinês. Foi, pois o crescimento explosivo (10 → +150) de novas marcas nacionais e opções de veículos elétricos da última década fez com que as vendas locais despencassem -26%.
Falando em Elétricos: a Porsche foi a montadora de luxo que mais investiu em abandonar o ronco do motor de combustão pelo elétrico. A demanda do mercado não acompanhou a empolgação. Então a Porsche decidiu voltar atrás e abandonar os planos de produzir baterias. Esse vai-não-vai custou €2.7 bilhões em baixas contábeis em um único ano.
Guerra Tarifária: o embate dos EUA com a Europa teve um setor específico como alvo. As montadoras européias sofreram 15% de taxa de importação, o que para a Porsche significou €700mi em novos custos ao longo do ano.
A marca mudou o discurso da sua Estratégia 2030 de "80% carros elétricos" para "80% elétricos se a demanda do mercado permitir". Na revisão do ano, a conta chegou em €3,1 bilhões tudo de uma vez.
Moral da história. Se está ruim para a Porsche, uma das fabricantes mais lucrativas da história, nenhuma outra marca legada está a salvo — e as ameaças são as mesmas competição chinesa, guerras tarifárias e uma transição (ou não) para o elétrico.
PS: a Volkswagen também avisou que os lucros após impostos caíram ~44% em 2025 e que vai cortar 50,000 empregos na Alemanha até 2030.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
New York Times já foi uma empresa de notícias. Não mais..
% de assinantes do NYT para cada tipo de produto

O ano era 2022. Pela primeira vez, a receita dos produtos digitais do New York Times se igualou a receita das notícias. Desde então, os assinantes de notícia foram ladeira abaixo, enquanto os assinantes dos produtos digitais só cresceram.
Na prateleiro de produtos do NYT tem:
Games: Wordle, Crossword, Connections, Spelling Bee, Letter Boxed, tiles
Cooking: Receita, how-tos, guias, avaliações, reviews, etc.
News: NYTimes .com + app do NYT para jornalismo em diversas seções.
The Athletic: Reportagens esportivas detalhadas, comentários ao vivo
Áudio: artigos narrados, shows, podcasts
Wirecutter: review de produtos e recomendações, descontos, cupons.
O NYT costumava ser uma empresa de notícias que vendiam classificados, hoje está mais para empresa de games e conteúdo que também faz notícias.
O que achou da edição de hoje?
DROPS
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