
Bom dia Droppers,
Hoje eu aprendi: algo que as marcas de sabão não querem que você saiba. A Levi's, a marca de roupas que se tornou sinônimo de calças jeans de qualidade, recomenda que você use suas calças 10 vezes antes de lavá-las, a não ser que estejam visivelmente sujas ou fedidas.
Dica do dia: uma extensão do Chrome que bloqueia e elimina automaticamente todo conteúdo referente ao BBB das páginas que você visita. Pode até ser a casa mais vigiada do Brasil, mas também pode ser a mais ignorada por você (e nós).
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• OpenAI: o SmartSomething-GPT
• Trending: você tá morto?
• Netflix: videocasts contra o YouTube.
• Stats: $4 trilhões
• Meta Compute: o céu está ficando nublado.
• Contra Dados Não Há Argumentos: a hiper-escala dos hyperscales.

DEVICES
O SmartSomething da OpenAI

É um pássaro? É um avião? Não, é o ultra-secreto-device-inteligente da OpenAI que caiu na net. Apesar de smart, não é um smartphone (como da Apple), nem smartglasses (como da Meta), nem um smartwatch (como da Garmin), nem mesmo um smartpin (como da Humane)…
Sam Altman e Jony Ive estariam criando um hardware físico onde a interação por voz com o ChatGPT é a interface principal – quem pensou numa Alexa portátil e turbinada não tá sozinho. O que se sabe até agora sobre “Quem é esse Pokémon AI Device?”:
Codename: Sweetpea (ervilha doce?)
Formato: um novo dispositivo vestível de áudio (um wearable)
Alvo: substituir os Airpods de forma inteligente
Aparência: um estojo em formato de ovo com duas pequenas cápsulas que ficam atrás da orelha.
Tecnologia: um chip de 2nm + possivelmente um chip personalizado para comandos de voz + sistema ultrassônico TX.
Interatividade: foi projetado para interpretar o ambiente ao seu redor e responder de forma inteligente em tempo real.
Somando a visão estratégica de Altman com a expertise de produto e design de Ive, a expectativa é alta. E se Jony Ive conseguir replicar um pouquinho do sucesso que teve na Apple, Sam terá bilhões de motivos para comemorar e justificar o que já investiu no amigo-sócio:
iPhone: +3 bilhões de unidades vendidas
Airpods: +800 milhões
iPads: +700 milhões
Watch: +230 milhões
O plano é vender 40-50 milhões de unidades já no primeiro ano – e a parceira oficial de fabricação, Foxconn, já foi avisada que no roadmap tem pelo menos 5 devices diferentes até o final de 2028, incluindo um assistente residencial (tipo Alexa) e uma caneta (tipo Apple Pencil).
QUICK DROPS
Mundo Afora
Polymarket: fechou uma parceria para integrar sua plataforma do mercado de previsões com o Globo de Ouro e acertou 26 vencedores de 28 prêmios.
Anthropic: lançou uma versão do Claude Code para usuários não técnicos, o Claude Cowork.
Google: entrou de vez no ecommerce, com um único protocolo de agentes já aderido pelo Shopify, Walmart, Target, Etsy, PayPal – mas sem Amazon.
Apple: escolheu a inteligência artificial do Google, Gemini, para se tornar o modelo oficial da Siri e da Apple Intelligence.
xAI: a criadora do Grok, foi a inteligência artificial escolhida pelo Pentágono para uso militar e civil no departamento de guerra americano.
Adobe: tem um novo concorrente na área, a Apple lançou o Creator Studio por US$13/mês com acesso ao Final Cut, Logic, Pixelmator, iWork, etc.

“Are you dead?”
Esqueça os apps de encontros e de descobertas. O app do momento na China se chama “Você tá morto?” e simplesmente quer checar se você está vivo. Para isso, o usuário precisa clicar em um botão gigante “Tô vivo” a cada dois dias. Caso contrário, ele aciona o contato de emergência designado pra informar um possível perigo.
Com ~200 milhões de casas com apenas um morador e 1/5 da população com mais de 60 anos, os Chineses fizeram download em massa e o app chegou ao Top 2 no ranking da AppStore nos EUA, em Singapura e em Hong Kong, além de um Top 4 na Austrália e na Espanha
Os três fundadores gastaram meros US$ 140 no desenvolvimento vibe-coding do aplicativo, que nasceu gratuito mas virou pago (US$ 1) e agora já busca investidores para atacar salvar outros públicos-alvos – além de agora ter um nome menos mórbido, como “Demumu”
STREAMING
Netflix: ataque contra o YouTube (e o sono)

Talvez você estivesse tão empolgado (ou enfurecido) com o discurso de comemoração de Wagner Moura no Golden Globes que nem percebeu que a Netflix inaugurou os podcasts videocasts logo depois da premiação, com um episódio ao vivo do The Bill Simmons Podcast!
A coisa está ficando tão séria que o próprio Golden Globes criou uma categoria na premiação para podcasts. Os nomeados e ganhador da noite foram:
→ Good Hang with Amy Poehler (ganhadora), Smartless (com o ex-marido da ganhadora), Call Her Daddy, Armchair Expert with Dax Shepard, The Mel Robbins Podcast, Up First (NPR).
O fundador da Netflix (Reed Hastings) já disse outras vezes que quem mais compete com a plataforma não são outros apps, mas o sono. E enquanto não tem como fazer os assinantes ficarem acordados 24/7, a estratégia de ir pra cama manter usuários engajados por mais tempo é ir para os pod/videocasts e confrontar o seu maior rival: YouTube.
Abrir mais uma prateleira na locadora digital faz muito sentido, já que:
Podcasts são significativamente mais baratos de produzir;
Possuem uma frequência de publicação e consumo maior (diário, semanal);
Tem hábitos de consumo diferenciados (ouvir pela manhã, na academia, etc);
Podem ser consumidos em segundo plano (ruído de fundo preferido);
Para dar início aos trabalhos, o app do tudum está adicionando 34 video pods este mês – a maioria licenciados de empresas como iHeart Media, Barstool Sports e até The Ringer (que pertence ao Spotify).
QUICK DROPS
Brasil Adentro
MoveEdu, grupo de educação profissional, adquiriu a rede de idiomas Yázigi do grupo britânico Pearson, que também é dono da Wizard e Skill.
Fatal Models, um dos maiores sites de acompanhantes do Brasil, acaba de lançar o FatalFans, a sua versão da plataforma de conteúdo adulto OnlyFans.
Zé Delivery, o app de entregas de bebidas da Ambev, já presente em 850 cidades, está estudando entrar em delivery de comidas e restaurantes.
Meta vai passar por uma investigação do Cade, que vê possíveis práticas anticoncorrência no bloqueio de chatbots do WhatsApp.
STATS
US$ 4 trilhões
é o novo valor de mercado da Alphabet, que acaba de entrar para o seleto grupo de empresas com market cap acima dos quatro trilhões (apenas a Nvidia, Apple e Microsoft já completaram o feito).
A disparada rumo ao topo começou no do ano passado, quando a gigante acordou, causou alerta vermelho na concorrência e se tornou uma das ações com melhor performance no S&P (com seu melhor desempenho desde o fim da crise financeira de 2008/2009), com um ganho de +65% no ano passado e outros +6% nas primeiras semanas desse ano.
A empolgação e a oportunidade em IA são tamanhas que o próprio cofundador, Sergey Brin, desceu do seu ultra-mega-iate e voltou para a mesa do escritório. Valeu a pena, já que com a valorização das ações, Brin se tornou o 3º homem mais rico do mundo, atrás apenas do seu outro cofounder Larry Page (2º) e Elon Musk (1º) na hierarquia global de riqueza.
INDIQUE O DROP
A corrida pelo Ray-Ban da Meta continua

Precisa de bons motivos para indicar o TechDrop para alguém? Aqui vão alguns:
→ Deixar os seus amigos mais inteligentes também te deixa mais inteligente.
→ Contribuir para deixar a internet brasileira melhor (uma newsletter por vez)
→ Fazer aquela moral com seu chefe
→ Estar por dentro do mundo tech sem doomscrolling nem brainrot
→ A chance de ganhar prêmios muito F…antásticos (Ray-Ban da Meta, Echo Show 5, Headset Havit H2002d).
Serão válidas todas as indicações feitas (e confirmadas) entre os dias 7 e 30 de janeiro!
Top 5 droppers com mais indicação até o momento:
apef****@g**: 21 indicações
phs***@g**: 16 indicações
ana*******ado@g**: 14 indicações
diogo.g***@i**: 9 indicações
sandroto***-free@ya**: 7 indicações
AI
Meta Compute: a nova hyperscale

Ter o poder computacional para suportar a presença nos smartphones e computadores de mais da metade dos humanos do planeta é um projeto megalomaníaco e megacaro que poucas empresas enfrentam… mas que Zuck ama e a Meta acaba de anunciar o Meta Compute para suportar o desafio!
O projeto inclui a criação de dezenas de gigawatts essa década e centenas de gigawatts a mais com o tempo. O time de craques escalado para um dos projetos mais ambiciosos de datacenters inclui:
Santosh Janardhan (the tech-guy): o co-head de infraestrutura e engenharia, que será responsável pela arquitetura técnica, softwares, programa de silício, produtividade dos desenvolvedores e construção e operação da rede
Daniel Gross (the business-guy): que deixou o cargo de CEO da SSI para se juntar à Meta, fica responsável por parcerias estratégicas de longo prazo, fornecedores, análises da indústria, planejamento e modelo de negócios.
Dina Powell McCormick (the money-girl): que deixou uma carreira de +15 anos no Goldman Sachs e também de conselheira de Trump para se tornar Presidente da Meta, ficando com parcerias com governos e soberanos para construir, implantar, investir e financiar a infraestrutura.
As únicas outras empresas que possuem tantos gigawatts de poder computacional são a Amazon (AWS), a Microsoft (Azure), o Google (Cloud) e a Oracle (OCI) – todas que, não por coincidência, usam seus datacenters para atender à própria demanda mas também geram ~US$ 300 bilhões por ano alugando para terceiros.
Além destas, só mais duas empresas estão investindo tão pesado na construção de datacenters:
OpenAI: com o projeto Stargate com Oracle e SoftBank;
xAI: com o projeto Colossus, já operacional e expandindo.
Mesmo longe da liderança da IA generativa, a Meta teve um dos maiores Capex em 2025 e já mostra que não perdeu o ritmo em 2026. Agora, quer unir uma das maiores infras com a base de dados da rede social mais engajada já criada no mundo. E se tudo der errado? Aí a Meta ganha dinheiro alugando a estrutura.
PS: Trump também mandou avisar para os americanos ficarem tranquilos porque a conta de luz não vai subir – já que as big techs vão ter que gerar a própria energia.
PS2: parte da grana para o Meta Compute vem do corte de custos nos projetos que VR que já começaram com +1000 demissões no Meta Reality Labs.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
A hiper-escala dos hyperscales

A Amazon, a Microsoft e o Google, as três maiores provedoras de serviços cloud do mundo, nesta ordem, cresceram a receita do seus negócios de seu aluguel de datacenters de US$ 3 bilhões em 2013 para US$ 256 bilhões em 2024.
Amazon: US$ 107 bilhões por ano
Microsoft: US$ 105 bilhões por ano
Google: US$ 43 bilhões por ano
Oracle: US$ 44 bilhões por ano
Meta: será?
Desde o ano passado, as gigantes da nuvem também começaram a oferecer acesso às APIs de inteligência artificial através dos seus servidores e chips. Ou seja: a demanda e o uso vão se intensificar a partir daqui.
A previsão da Moody é que o mercado global de datacenters chegue a US$ 3 trilhões até 2030 (R$ 16,1 trilhões, na cotação atual) impulsionados por IA, Cloud e a digitalização de serviços.

O que achou da edição de hoje?
DROPS
Elevando o QI da internet no Brasil, uma newsletter por vez. Nós filtramos tudo de mais importante e relevante que aconteceu no mercado para te entregar uma dieta de informação saudável, rápida e inteligente, diretamente no seu inbox. Dê tchau às assinaturas pagas, banners indesejados, pop-ups intrometidos. É free e forever will be.
