💧 Hackeando o Futebol

saem os Sheiks, entram os Streamers

Bom dia Droppers,

Hoje eu aprendi: sobre o fenômeno chamado “Pausa dos Millenials”, que diz respeito a pausa que as gerações anteriores a Gen Z fazem quando uma câmera começa a gravar. Alô, Boomers!

No TechDrop de hoje:

  • Reinventando o Futebol: Kings League

  • O efeito dominó das fintechs BaaS: Synapse

  • Seu banco quer vender Ads: Paypal

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Hackeando o Futebol com a Kings League

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Não só como ex-zagueiro do Barcelona ou ex-marido da Shakira que Gerard Piqué quer ser conhecido. O jogador acaba de levantar U$65 milhões para reinventar o futebol com sua própria liga, a Kings League.

Ao invés de seguir os passos de Ronaldão ou Beckham comprando times, Gerard Piqué comprou um galpão abandonado em Barcelona, construiu um mini-campo de futebol e começou a redefinir as regras do jogo que o consagrou como campeão. Mas, dessa vez, com torcedores votando em redes sociais no lugar da FIFA. O resultado? Bem…

  • O peneirão teve 11.000 aplicantes com 180 selecionados.

  • Times jogam 7 contra 7, ao invés do tradicional 11 contra 11.

  • Jogos têm duração de 40 minutos, ao invés dos tradicionais 90.

  • Pênaltis são cobrados do meio do campo e permitem vários toques.

  • Cartão amarelo = 2 minutos de suspensão.

  • Cartão vermelho = 5 minutos de suspensão + substituição obrigatória

Mas a genialidade da invenção está mesmo em sua estratégia de distribuição: ao invés de depender dos bilhões dos sheiks árabes, a Kings League escolhe streamers a dedo para se tornarem sócios dos times.

Os jogos são transmitidos pelos streamers no canal da liga para milhões de seguidores e — com apenas dois anos de lançamento — a Kings League já afirma ser a liga de futebol mais assistida em todo o mundo, com 393 milhões de visualizações no seu primeiro evento.

Terra à vista: a liga Brasileira já tem parceria com a NWB (produtora do canal Desimpedidos), com Gaules (o streamer da Twitch mais assistido no mundo) e o time da Fúria, com apoio do Neymar e do lendário jogador de futsal Falcão.

América do Norte, Europa e Ásia também e o campeonato Mundial da Liga também já estão no radar, com participação de astros como Ibrahimovic, Totti, etc..

O que rolou mundo afora

  • xAi: a startup de IA de Musk, conclui rodada de financiamento de $6bi e se torna a segunda empresa de IA mais valiosa do mundo, $24bi. Seliga no gráfico das 15 startups de IA que mais captaram no MoneyDrop.

  • YouTube: está liberando acesso ao seu catálogo de jogos gratuitos, Playable, para todos usuários.

  • T-Mobile: está comprando a concorrente US Celullar em um deal de U$4.4bilhões.

  • Pinduoduo: a empresa mãe da Temu, passou a Alibaba valor de mercado e se torna o ecomm mais valioso da China.

O efeito dominó das fintechs BaaS

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Em uma época onde “toda startup bem sucedida vira fintech", se tornou comum startups contratarem startups para fornecer a infra financeira para oferecerem serviços bancários. Parece complicado? Pode piorar..

Já pensou o que acontece quando uma destas vai a falência? É o caso da Synapse, que causou um efeito dominó nas fintechs americanas.

O Synapse operava no modelo BaaS (banking as a service) - o que significa que através de seus produtos, outras startups podiam oferecer serviços bancários como cartões, empréstimos, etc..

A startup captou ~U$50mi com investidores de peso. Mas em 2023 começou a onda de demissões e em 2024 a abertura do pedido de recuperação judicial, que culminou na falência da empresa e na liquidação dos seus ativos.

Com o primeiro dominó da fila caindo, foi a vez dos demais:

  • Copper, um neobank para teens, teve que descontinuar abruptamente suas contas de depósito bancário e cartões de débito.

  • Juno, o app de investimento em cripto, bloqueou o acesso dos clientes aos fundos depositados no app.

  • Mainvest, líder no setor de empréstimos para restaurantes, está fechando as portas como resultado do colapso da Synapse.

  • Evolve Bank, o banco que teve os fundos de ~200k clientes congelados.

O Synapse tinha cerca de 100 clientes usando seus serviços, e mais de 10 milhões de usuários finais foram impactados com o fechamento da empresa.

O que rolou Brasil adentro

  • Duolingo: uma entrevista com a diretora de marketing, Analigia Martins, sobre tropicalização e social-first para corujinha verde no Content Minds!

  • Accountify, a startup substituindo as planilhas de excel dos CFOs, fecha parceria com a KPMG e uma captação de U$6.5mi com HDI e Redpoint.

  • Consignei, a fintech de crédito consignado para empresas, capta rodada de R$3mi com a Bertha Capital.

  • Consumidor Positivo, o marketplace de análise de crédito, resultado da joint venture da Boa vista e a Red Ventures, sai do papel depois de um investimento de R$70mi.

  • Granito, a fintech com soluções de recebimento por transações, vende os 50% restantes de participação para o banco Inter por R$110mi.

  • Yduqs, o conglomerado de educação, comprou o Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira, de BH, por R$49mi.

A velocidade da luz Inteligência Artificial

Apresentado por Blip.ai

Einstein mostrou que a velocidade IA pode deformar o tempo. Se uma startup viaja pelo universo de IA, enquanto sua concorrente opta por viajar sem IA - ela chegará primeiro, pois o tempo passa mais devagar. Quer provas?

  • OpenAI lançou o ChatGPT há meros ~18 meses;

  • As melhores IAs tinham um limite de tokens de 4k, agora já permitem até 1mi;

  • Netflix gera $1bi de receita adicional usando algoritmos de recomendação;

  • O mercado atual de IA é de $196bi e pode chegar a $1.8tri em 2030 (Statista).

Se você não comprou a passagem para viajar com IA, não se preocupe, a Blip está aí para levar seu negócio até lá. Com +365k chatbots criados, +80bi mensagens trocadas em +80 países, quem melhor do eles para pilotarem sua trip? Experimente o poder da IA →

Seu Banco quer vender Ads

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Se a sua fintech tivesse os dados sobre o comportamento de compra de +400 milhões de clientes, transacionando U$6.5bi somente no primeiro trimestre e uma pressão sem fim dos investidores para continuar crescendo, o que você faria? Para o PayPal, a resposta foi: anúncios!

A precursora das fintechs é a última gigante a entrar em Retail Media e, pelo andar da carruagem, está longe de ser a última instituição financeira a fazer o mesmo:

  • O banco JP Morgan Chase, criou o Chase Media Solutions para oferecer aos anunciantes, espaços publicitários dentro do seus apps e websites, usando toda inteligência de mercado criada a partir de dados de consumo (first-party data)

  • A fintech Klarna, também lançou sua própria rede de anúncios, permitindo que anunciantes alcancem e interajam com seus 150mi clientes diretamente no ponto de compra.

A expansão dos Retail Media não se limitam apenas às instituições financeiras - o Uber, o Mercado Livre, a Amazon, o iFood, o Walmart, a RD e até a Saks de luxo já começaram a se aproveitar da qualidade dos dados first-party coletados para oferecer anúncios aos próprios clientes como uma nova linha de receita.

Se a trend continuar, pode aguardar alguns banners no app de banco mais próximo de você.

Contra dados não há argumentos

via eMarketer

Stats do dia

Existem ~216 empresas que já se tornaram em Retail Media Networks (RMN). Com 10% de crescimento previsto para 2024,

O crescimento previsto para as RMNs em 2024 é de 10%, contra U$128,2 bilhões em 2023. Os números colocam a mídia de varejo em quarto lugar em gastos por canal, próximo da TV linear em terceiro lugar, e representando 1/5 de todo investimento em anúncios dos EUA.

via eConsultancy

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