Dia, Dropper! Hoje eu aprendi: que na quarta quarta-feira do mês de março (hoje) é comemorado o Dia Internacional dos Datacenters. Se você não é uma das empresas que está tentando instalá-los no fundo do oceano e nem enviá-los para o espaço, ainda assim pode criar e gerir o seu próprio datacenter com esse jogo de simulação.

No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:

• Amazon: all-in nos robôs
• Trending: o maior IPO de todos os tempos!
• Casas Bahia se rendeu à Amazon
• Stats: a usina de US$ 33 bilhões do Softbank
• Sora: adeus ao gerador de vídeos da OAI
• Contra Dados Não Há Argumentos: Mídia tradicional x Mídia digital

Dropped pelos humanos Pedro Clivati e Renan Hamann

Amazon está dando all-in nos robôs

A gigante do e-commerce anunciou a aquisição de duas startups de robótica nas últimas semanas.

2025 foi um ano de recordes para o maior e-commerce do mundo. A Amazon bateu recorde de receita (US$ 717 bi), de lucro (US$ 77 bi), de margem (13,57%)… e de demissões (~30k funcionários). Tudo parcialmente justificado por um outro recorde: +1 milhão de robôs em operação no mundo. E esse é só o começo…

A robotização da Amazon começou em 2012 com a aquisição da Kiva Systems — atual Amazon Robotics. Depois de +10 anos, a segunda maior empregadora do mundo (atrás apenas do Walmart), está a caminho de ter quase o mesmo número de robôs e pessoas trabalhando.

A gigante de e-commerce Robótica não está pisando no freio. Somente na última semana:

  1. Adquiriu a startup Rivr: a fabricante de um robô de quatro pernas e rodas para navegar ruas e escadas para fazer entrega de encomendas. A ideia é que os motoristas entregadores levem os robôs na van e otimizem a entrega dos pacotes na porta das residências.

  2. Adquiriu a startup Fauna: a fabricante de um robô humanoide de ~1 metro de altura, com braços e pernas e capaz de interagir com pessoas, andar, carregar objetos, dançar e fazer um high five.

  3. Adquiriu a startup Zoox: (em 2020) e agora está expandindo seu serviço de robotaxis autônomos sem volante ou pedais para transporte de passageiros em Austin e Miami.

O plano é claro (e contado nos próprios documentos internos): automatizar aproximadamente 75% das suas operações, o que permitiria evitar a contratação de +600k pessoas até 2033, mesmo dobrando o seu volume de vendas.

Se tudo der certo, a Amazon projeta uma economia de 30 centavos por item processado. Pouco pra quem compra, mas pra quem vende ~15 bilhões de itens por ano a economia pode chegar a US$ 4 bi — além da “economia” de US$ 12 bi em custos de contratação.

PS: a Unitree, empresa chinesa de robótica, entrou na fila do IPO na bolsa de Xangai.

Mundo Afora

  • Oura Ring: o anel inteligente medindo a qualidade do seu sono, além de outras métricas de saúde, está se preparando para um IPO ainda neste ano.

  • Epic: a empresa por trás do Fortnite, anunciou a demissão de +1.000 funcionários seguindo a queda de usuários e engajamento do jogo.

  • Revolut: a fintech europeia ainda nem fez IPO, mas já anunciou um lucro de US$ 2,3 bi com receita de US$ 6 bi e o quinto ano consecutivo de lucros.

  • Apple: está se preparando para lançar anúncios pagos no Apple Maps.

Infraestrutura boa é a que você nem percebe

Dropped by Acer Empresas

Quando tudo funciona, ninguém fala do hardware. Mas quando dá problema, vira o centro da operação. E aí já é tarde.

Com Hardware as a Service (HaaS), sua empresa mantém equipamentos sempre atualizados e conta com troca rápida em caso de intervenção técnica, evitando paradas inesperadas.

Você reduz a carga sobre TI e garante continuidade no trabalho. Simples assim: menos interrupção, mais eficiência. Conheça o HaaS da Acer Empresas.

SpaceX: o maior IPO de todos os tempos

Tudo indica que a SpaceX está oficialmente entrando na fila do IPO nesta semana e planeja precificar a empresa espacial (SpaceX), de inteligência artificial (xAI) e rede social (X) em US$ 1,75 trilhão e levantar outros US$ 75 bilhões.

Isso faria da SpaceX a maior oferta pública inicial da história, superando todo o dinheiro arrecadado por IPOs (somados) nos EUA em 2025. Parece megalomania, mas matemática estratosférica (literalmente) pode fazer sentido:

2021: 140 mil assinantes no Starlink
2022: 1 milhão de assinantes
2023: 2,2 milhões de assinantes
2024: 4,6 milhões de assinantes
2025: 9 milhões de assinantes
2026: +10 milhões de assinantes (ainda em fevereiro)

Basicamente: crescimento de 71x no número de assinantes em 5 anos e a empresa continua adicionando 21.000 novos clientes por dia. Nesse ritmo, a SpaceX dobra de tamanho e passa dos 20 milhões de assinantes ainda em junho, antes do IPO.

Múltiplo em 2026: o valor de mercado de US$ 1,75 trilhão com uma receita de US$ 15 bilhões assusta, já que implicaria um múltiplo de 115x.
Mas…
Múltiplo em 2028: se a Starlink for capaz de continuar crescendo a uma taxa anual composta de 80%, o múltiplo chega em 30x a receita.

Isso sem falar no potencial de receita dos demais ativos no balanço espacial patrimonial: a fusão que integrou a Grok, a X e a Terafab.

Para fins de comparação: a AT&T levou 76 anos para atingir 10 mi de clientes de telefonia fixa.

Casas Bahia se rendeu à Amazon

A varejista brasileira é a última a ceder ao alcance do maior marketplace do mundo. Mas essa rosa pode ter espinhos.

Depois de resistir por um longo tempo, a Casas Bahia aceitou o “se não pode vencê-los, junte-se a eles” e é a mais nova grande varejista brazuca a ceder se juntar ao marketplace da Amazon — seguindo os passos que deu com Mercado Livre e Shopee.

Na primeira fase, a Casas Bahia irá colocar milhares de produtos (TVs, Smartphones, Móveis) na Amazon e fazer as entregas dos itens vendidos.
Na segunda fase, a integração deve expandir para logística e incluir os produtos no programa Prime da gigante americana.

A decisão divide opiniões:

  • o Bull Case: cinco meses depois de chegar no Mercado Livre, o marketplace já responde por 5% da receita digital das Casas Bahia e foi responsável por mais da metade do crescimento do online. A aposta é dar ainda mais capilaridade às vendas digitais, já que as físicas retraíram 1,2% no ano.

  • o Bear Case: a Amazon não ganha apenas um portfólio maior. Ganha acesso a dados reais do consumidor brasileiro, ticket médio, sazonalidade, inteligência comercial e comportamental. A mesma empresa que, nos EUA, começou a fabricar produtos bem sucedidos e ofertá-los a preços menores.

Para o CEO Renato Franklin, o medo do “bear” é intriga da oposição. A empresa apresentou seu plano no Investors Day com direito a quatro alavancas de crescimento: (i) melhoria na eficiência usando IA, (ii) redução de despesas financeiras (iii) melhoria na alavancagem operacional e (iv) expansão da rentabilidade via crédito.

Em outras palavras, a Casas Bahia quer seguir os passos (bem sucedidos) do MELI, que hoje já gera mais rentabilidade com seu braço financeiro do que com o e-commerce.

PS: falando em MELI, ela anunciou que está investindo R$ 57 bilhões no Brasil este ano, adicionando 14 centros de distribuição (42 no total) e criando +10k empregos (70k no total)

Brasil Adentro

  • IA não falta, o que falta é mercado:* O Sebrae Startups abriu as inscrições para o Scale IA, programa que vai selecionar 30 startups para acelerar soluções de IA focadas em pequenas empresas (99% do Brasil). Tem infra, mentoria e acesso real a clientes. Clique aqui e inscreva-se até 26/04.

  • 8D Hubify, a agência de RevOps anunciou a fusão com a Dialetto, agência de relações públicas — e juntas miram R$ 23 mi de faturamento em 2026.

  • Bliss, a startup usando IA para ajudar corretores na venda de planos de saúde para PMEs, capta R$ 57 mi em rodada liderada pela Kfund e Bradesco.

  • BackChannel, a startup conectando marcas com estoque parados a potenciais compradores, capta rodada seed de R$ 25 mi com a Sunna Ventures

  • Hubspot e Airbnb são as últimas gringas a abrirem oficialmente escritórios no Brasil e já estão com vagas em aberto.

*Conteúdo de marca parceira

STATS

US$ 33 bilhões

É quanto o Softbank vai investir na produção de uma usina de gás natural no estado de Ohio (EUA). Tudo pra gerar energia para um novo hyperscaler gigantesco de 10 GW de poder computacional — e que vai custar mais US$ 30-40 bilhões em infra (chips, racks, etc).

Quando ficar pronto, o data center vai ser um dos maiores do mundo (se ninguém fizer outros maiores antes) e vai contar com a maior quantidade de turbinas de gás já usadas até hoje. A promessa é de que a usina gere energia equivalente a 9 usinas nucleares.

Faz parte do projeto Stargate? Ninguém sabe nem se ele ainda existe nos planos do Softbank — ou da Oracle, da OpenAI, da Nvidia...

via Tom's Hardware

CMO Pulse: o marketing nunca foi tão desafiado

Dropped by Zoho + Layer Up

Aceleração da IA, mudanças de comportamento do consumidor e pressão por performance. O CMO Pulse 2026 entrevistou líderes de empresas que juntas faturam +$200bi por ano para identificar o que tem guiado suas decisões em um cenário tão desafiador.

Spoiler: não é só o mercado que está diferente, a cadeira de quem lidera marketing também. Check it out →

Adeus, Sora! O que vem agora?

A OpenAI anunciou o encerramento do app de geração de vídeos para focar em produtos com mais retorno.

O que levou a OpenAI a ter quase 1 bilhão de users e US$ 13 bi de receita anual não é o que vai levá-la a dobrar a base e nem multiplicar por dezenas de vezes o faturamento. Pra focar no que pode ajudar nisso, a empresa de Sam Altman decidiu tirar o Sora da tomada e não vai mais oferecer a geração de vídeos nem no app e nem na API.

O anúncio pegou todo mundo de surpresa, incluindo a Disney. As duas ainda não tinham assinado o papel, mas já tinham apertado as mãos pra levar +200 personagens à base do Sora e US$ 1 bilhão para os cofres da OAI.

Não é que o Sora seja ruim (apesar de ter perdido espaço pra Higgsfield, Gemini, Kling, Grok Imagine…), o problema é que gerar vídeos custa muito recurso computacional… e grana, que pode chegar aos US$ 15 milhões por dia só no app.

A parte financeira importa, mas os recursos computacionais são mais urgentes porque a OpenAI precisa deles pra algo que dá muito mais retorno: agentes de IA capazes de operar tarefas com autonomia, crescer nas ferramentas de coding, coworking e frear o crescimento da Anthropic no mercado B2B.

E tem mais por vir na OpenAI:

→ A startup renomeou o setor de produto para “AGI Deployment";
→ Está preparando um “world model” para treinamento de robôs;
→ Disse que o próximo modelo "Spud” é o melhor já visto e será capaz de “acelerar a economia”;
→ Vai focar em levantar capital para construir datacenters.

O que mais chama a atenção é o nome do AGI Deployment. Se isso quer dizer que a OpenAI já tem a inteligência artificial geral nas mãos? Não dá pra saber… mas que o timing disso logo antes de um IPO seria coisa de cinema não dá pra negar.

Todo mundo já ficou algumas horas navegando no site da Apple (não adianta mentir, a gente sabe que sim), para você sair da ‘navegação’ e ir pra prática, temos uma surpresa Dropper:

  • Um MacBook Neo novinho, direto na sua mesa

“Mas como eu faço pra garantir o meu?”

Você só precisar pegar o seu link de indicação, enviar para o máximo de pessoas até o dia 31 de março! A partir de uma indicação feita e confirmada, você já participa do sorteio. Mas é claro, quanto mais indicações você fizer, maior a sua chance também!

CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Mídia tradicional x Mídias digitais

O investimento publicitário destinado a mídias tradicionais versus mídias digitais.

via Semaphor

Em 2028, as 3 principais plataformas de anúncios digitais do mundo vão individualmente faturar mais do que toda a mídia tradicional junta.

  • Google: US$ 140 bilhões

  • Meta: US$ 115 bilhões

  • Amazon: US$ 75 bilhões

  • Toda mídia tradicional: US$ 68 bilhões (encolhendo)

    = New Media: US$ 330 bilhões x Old Media: US$ 68 bilhões

Três empresas, cada uma por si, vão gerar mais receita publicitária do que todos os canais de televisão, jornais, estações de rádio e revista no mundo… juntas!

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