Bom dia, Dropper!
Hoje eu aprendi: que o domínio Prompt.com está à venda. O cofundador e CTO da HubSpot, conhecido por colecionar e negociar domínios online, está colocando essa belezinha no mercado pela bagatela de US$ 1,8 milhão (R$ 9 milhões). Mas não se preocupa porque dá para parcelar em 36x.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• Google e SpaceX: rumo ao espaço
• Trending: Cristiano Ronaldo ♥ Casimiro Miguel
• Cerebras: o maior IPO tech da década
• Stats: US$30mi dos funcionários da OpenAI
• Samsung: o Melhor e Pior mês da vida
• Contra Dados Não Há Argumentos: o roxinho ficou vermelho

Google e SpaceX: rumo ao espaço
Google com os chips, SpaceX com os foguetes - juntas elas vão colocar data centers na órbita já no ano que vem.

Já que a Terra está chegando no seu limite em relação à quantidade de água e energia disponíveis para data centers, a saída é partir rumo ao espaço, onde o Sol não para de raiar (gerando energia infinita) e a radiação dissipa o calor (no lugar da água). O Google e a SpaceX estão tão certos disso que o plano é instalar data centers orbitais já no ano que vem.
Project Suncatcher é uma parceria entre o Google (que entra com seus chips TPUs) e a SpaceX (que entra com os foguetes de transporte) para colocar servidores de inteligência artificial no espaço em 2027.
Parece filme de ficção científica, mas está mais para reality show espacial. O gargalo para o avanço da tecnologia é o poder computacional e nem mesmo os trilhões de dólares das big techs estão sendo suficientes para expandir os limites atuais de:
(a) energia, (b) uso de água, (c) resfriamento, (d) permissões e licenças, (e) restrições da rede elétrica, (f) custo de terrenos, (g) oposição política, (h) oposição local, (i) tensões geopolíticas, etc.
Mas se a infraestrutura da Terra não aguenta, os limites do espaço são apenas os da física - e tem uma galera apostando nesse futuro:
Starcloud: quer servidores em órbita movidos a energia solar e ser competitiva em custo com data centers terrestres - captou US$ 170 milhões.
Axiom Space: planeja constelações de satélites para trocas de dados privados e até uma estação espacial no futuro - e captou US$ 350 milhões.
Lonestar Data Holdings: é ainda mais audaciosa e quer instalar data centers na superfície da Lua. Em rodada seed levantou US$ 6,6 milhões.
Cowboy Space Corp: vai lançar satélites de 1MW de energia com 800 GPUs a bordo com um foguete proprietário em 2028 e captou US$ 275 mi na série B.
Os datacenters orbitais não são (apenas) um projeto megalomaníaco de empresas trilionárias. São (também) uma estratégia para fugir dos gargalos terrestres - já que a demanda por IA está crescendo mais rápido que a capacidade do planeta de adaptar sua infraestrutura. Agora falta validar (1) se é tecnologicamente plausível, (2) se é estrategicamente interessante e (3) economicamente viável.
→ A SpaceX já tem um acordo similar com a Anthropic, mas o custo de lançamento ainda é bem caro: ~US$ 7.000/kg. Bem acima do ponto de equilíbrio para as empresas tech, que fica perto dos US$ 200/kg.
Mundo Afora
Anthropic: ultrapassou a OpenAI pela primeira vez e agora é a fornecedora de IA favorita das enterprises (34.4% versus 32.3%)
Anthropic (2): está reabastecendo o tanque com uma rodada de US$ 30 bi a um valuation de US$ 900 bi co-liderada pela Dragoneer, Greenoaks, Sequoia Capital e Altimeter Capital.
Nvidia: conseguiu a aprovação do governo americano para vender os chips H200 para 10 empresas na China - que já representaram 25% da sua receita.
Shopify: recebeu um investimento de US$ 100 milhões da Thrive Capital, liderada por Joshua Kushner, o mesmo fundo da OpenAI.
OpenAI: está explorando suas opções legais contra a Apple, dois anos depois que a parceria entre as duas surgiu, mas não gerou valor nenhum.
SpaceXAI: já perdeu +50 dos seus pesquisadores e engenheiros, que partiram rumo à Meta e à Thinking Machine Lab desde a fusão.
A maior concentração de tecnologia e conforto por km rodado
Dropped by Renault
Se você mora numa capital, provavelmente passa mais tempo da semana no carro do que encontrando os amigos. Faz as contas. E se o brasileiro médio passa quase 10% do dia dirigindo, tecnologia automotiva deixou de ser detalhe faz tempo.
Detalhe que bicampeão não ignora. Os SUVs que desbancaram todos os outros em 2025 e 2026 têm nome e sobrenome: Kardian e Boreal da Renault. Com foco total em ADAS (Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista), telas de alta definição e conectividade.
A régua subiu. E redefiniu como o brasileiro quer dirigir em 2026: conectado, assistido e confortável. Um verdadeiro “software sobre rodas”, direto pra sua garagem. Viva a experiência de dirigir os melhores de 2025 e 2026. Viva seu novo Renault. Conheça as condições aqui →

SIIIIIIIUUUUUI!!!
Cristiano Ronaldo ♥ Casimiro Miguel
O craque português com uma fortuna avaliada em US$ 1,4 bilhão está comprando uma participação e se tornando sócio da LiveMode, a empresa por trás da CazéTV no Brasil - e já já em Portugal.
Os valores não foram divulgados, mas a sinergia é clara:
CazéTV: 3,7 bilhões de visualizações em 2025 no YouTube.
Cristiano Ronaldo: 660 milhões de seguidores no Instagram.
A CazéTV trouxe um modelo de transmissão esportiva diferente: exibir conteúdos premium gratuitos e ao vivo diretamente no YouTube e monetizar com patrocínio e publicidade no lugar de assinaturas.
O Cristiano Ronaldo se tornou o perfil mais seguido no Instagram, já criou a própria marca CR7 e tem todos os pré-requisitos que uma nova empresa de mídia esportiva lutando contra os gigantes consolidados quer: capital, influência e alcance!
Com a Copa do Mundo à vista, a LiveMode está expandindo a atuação para Portugal - onde Cristiano nasceu e vai representar a seleção.
Cerebras: o maior IPO tech da década
Fabricante de chips arrecadou US$ 5,5 bilhões no primeiro IPO de IA

O maior IPO tech americano desde que a Uber abriu capital em 2019 aconteceu ontem e o protagonista da vez foi a Cerebras, uma concorrente direta da Nvidia no design de chips para IA - mas que vale 60x menos que a pentatrilionária maior empresa do mundo.
A Cerebras estreou ontem na Nasdaq depois de um roadshow com mais investidores interessados do que ações disponíveis (20x oversubscribed), o que a convenceu a precificar suas ações em US$ 185, mas…
No começo do dia: subiu para $350 e o valor de mercado de $100 bilhões.
Ao londo do dia: as ações chegaram a bater $385
No final do dia: as ações fecharam em $311, com marketcap de $95 bilhões
A empresa ficou perto de entrar para o seleto grupo de empresas tech que fecharam o primeiro dia de negociações acima dos US$ 100 bi - junto com Meta e Alibaba. Mesmo assim, a Cerebras tem motivos para Celebrar, já que encheu os cofrinhos com US$ 5,55 bilhões.
Quem também tem motivos de sobra para comemorar foram os founders e investidores, que multiplicaram o seu capital investido, mas que não poderão tocar na grana até finalizar o período de lock-up:
Benchmark: transformou US$ 268 milhões em US$ 3,2 bilhões (retorno 12x)
Eclipse: investiu US$ 146 mi e levou US$ 2,5 bi para casa (retorno 17x)
Foundation: investiu US$ 37 mi e levou US$ 2,8 bi (76x)
Fidelity: a maior acionista individual, com 11,3%, levou US$ 6,5 bi
Andrew Feldman, o founder-CEO: está levando US$ 3,2 bi
Sean Lie, a CTO: está levando US$ 1,7 bilhão
Apesar do valuation de quase US$ 100 bilhões, a empresa teve uma receita de apenas US$ 510 milhões em 2025, o que a coloca em um múltiplo de quase 200 - muito além da referência do mercado, Nvidia, que é negociada a 25x ou da Palantir com 45x.
O motivo de tanta fé? Um contrato de US$ 20 bilhões com a sua maior cliente e também investidora OpenAI - que ainda não entrou na conta, mas deve se materializar (se a Cerebras conseguir entregar e a OpenAI conseguir pagar) em 2027.
O primeiro IPO tech da era da inteligência artificial foi um sucesso. Agora resta saber se a Cerebras vai corresponder as expectativas - que são altas!
Brasil Adentro
Infra nacional = economia e velocidade*: clouds globais costumam apresentar mais de 100ms de latência. Com um data center no Brasil, esse tempo de resposta pode cair para menos de 10ms. O Locaweb Cloud entrega essa vantagem técnica e ainda pode custar até 70% menos que soluções internacionais. Quer mais rapidez e previsibilidade pagando em real? Conheça o Locaweb Cloud!
Banco do Brasil está tendo um dos piores inícios de ano da sua história, com lucro despencando ~50% no primeiro trimestre.
Aimirim, a deeptech mineira levando IA para o setor industrial capta R$ 10 milhões em rodada liderada pela Indicator Capital.
*Conteúdo de marca parceira
STATS
US$ 30 milhões
foi quanto a OpenAI permitiu que cada funcionário vendesse em ações na sua última rodada de financiamento - os primeiros a cruzarem a linha da liquidez do boom de IA.
A rodada rolou em outubro do ano passado e 600 funcionários (atuais e antigos) venderam suas ações para o novo investidor de uma vez só, totalizando US$ 6,6 bilhões.
Essa foi apenas uma amostra da legião de novos milionários que está prestes a chegar no Vale do Silício e outras capitais americanas conforme a OpenAI, Anthropic e SpaceX se preparam para baterem recordes de maiores IPOs da história ainda este ano.
O que rolou nos corredores do evento com mais founder tech BR do Vale
DROPS no BSV powered by Deel & Conta Simples
O DROPS desembarcou no Vale do Silício com uma missão: voltar com os melhores insights do Brazil at Silicon Valley. E a gente deu um jeito de levar você junto.
3 dias que viraram 25min de um mini doc só com o suprassumo do que rolou por lá: a visão de founders e investidores sobre a “morte” do SaaS, se a IA vai substituir pessoas, internacionalização de carreira, as ferramentas de IA favoritas de quem tava lá, além das principais ativações no evento.
🔗 Dropa o play na DropsTV para assistir em primeira mão.
Samsung: no seu Melhor e Pior mês da vida
O maior lucro e a maior greve em quase cinco décadas

Uma passeata presidencial? Uma torcida organizada? Um meet and greet com o BTS? Nada disso, apenas 50.000 funcionários da Samsung protestando e se preparando para pausar 100% as operações das fábricas da sul-coreana por 18 dias - no que pode ser o primeiro fechamento das linhas de produção de chips em 42 anos!
Você quer a boa ou a má notícia primeiro?
A boa: a maior fabricante de chips de memória do mundo vem se tornando a jóia da coroa dos datacenters, conforme a demanda das empresas de IA cresce em uma velocidade maior que a empresa consegue atender. Prova disso é que o lucro líquido da empresa cresceu 6x no primeiro trimestre do ano com receita operacional, e seu valor de mercado também bateu recordes!
A má: os funcionários e o sindicato viram o bolo crescer e agora querem o seu pedaço. O conflito gira em torno de como o lucro é dividido. O sindicato quer 15% do lucro operacional anual repassado como bônus aos funcionários. A empresa diz que isso ultrapassaria o teto de bônus, atualmente fixado em 50% do salário anual - o sindicato exige a remoção desse teto.
Traduzindo essa sopa de letrinhas em números e porcentagens:

O prejuízo diário da fábrica fechada é estimado em US$ 468 milhões, o que totalizaria US$ 8,42 bilhões ao final de 18 dias. Para evitar que a maior empresa e maior empregadora do país feche as portas, o governo sul-coreano interveio e tentou colocar panos quentes nas negociações - 17h de conversas… nada mudou.
A empresa já começou a diminuir o ritmo de produção, se preparando para o strike que pode afetar 13% do PIB do país.
→ um assessor-sênior da presidência da Coreia do Sul propõe taxar os lucros extraordinários de Samsung e SK Hynix e redistribuir como renda básica, suporte a artistas e pensões.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
Nubank: quando o roxo vira vermelho
Os resultados trimestrais do banco digital dominando a America Latina.

via Nubank IR
O Nubank reportou ontem à noite seus resultados dos primeiros três meses deste ano, celebrando que chegou muito próximo aos US$ 5 bilhões pela primeira vez na sua história:
Receita: US$ 4,97 bi vs. US$ 5,06 bi esperados (+53% YoY)
Lucro Líquido: US$ 871 milhões (+56% YoY)
Margem liquida: 21.1%
ARPAC: US$ 16
O roxinho também adicionou 4 milhões de novos clientes no trimestre, chegando a 135 milhões, sendo que 115 desses são brasileiros (+14%). O JP Morgan levou 150 anos para chegar em uma base de clientes que o Nubank fez em 12.
Mas nem todo crescimento é aplaudido e as ações do Nubank chegaram a cair ~10% no after market por um motivo principal: as provisões. Com o crescimento da carteira de crédito, cresceceram também as reservas destinadas a cobrir possiveis calotes e perdas futuras - e como o mar não tá pra peixe, com inadimplência aumentando, o mercado julgou que é arriscado.
DROP LIKE IT'S HOT
[para ganhar] um ano de Claude Pro, indique o TechDrop! O leitor com mais indicações até o dia 26 vai levar essa!
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