Bom dia, Dropper!
Hoje eu aprendi: sobre a frase em latim "solvitur ambulando", que pode ser traduzida para "isso se resolve caminhando" e sugere que a clareza não é algo que se espera sentado; é algo que se busca com os próprias mãos pés. A neurociência assina embaixo: caminhar aumenta a produção criativa e o ritmo parece liberar o pensamento associativo.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• Anthropic ultrapassou a OpenAI
• Trending: Mídia está na Mídia
• O Exposed de Sam Altman
• Stats: US$ 1.234.567
• Intel 🤝 Muskverso
• Contra Dados Não Há Argumentos: IPO das Big 3

A Anthropic ultrapassou a OpenAI
A Anthropic chegou a US$ 30 bilhões em ARR e a OpenAI ficou nos US$ 25 bi

Quando Dario Amodei pediu demissão da OpenAI para criar a própria startup de IA, nem ele imaginou que a Anthropic levaria apenas 3 anos para ultrapassar o seu ex-empregador, mas foi exatamente assim.
O crescimento da receita da Anthropic é algo sem precedentes na história tech:
Há 15 meses (janeiro-2025), registrava seu primeiro US$ 1 bi
Há 11 meses (maio-2025), chegou em US$ 3 bi
Há 10 meses (junho-2025), bateu US$ 4 bi
Há 6 meses (outubro-2025), praticamente duplicou para US$ 7 bi
Há 2 meses (fevereiro-2026), dobrou para US$ 14 bi
Há 1 mês (março-2026), chegou em US$ 19 bi
Ontem (abril- 2026), depois de ter adicionado US$ 11 bilhões em receita anualizada durante apenas 30 dias (~$366 milhões por dia), a Anthropic comemorou US$ 30 bilhões de receita anualizada.
A startup mal teve tempo de celebrar o milestone e já precisou correr atrás de mais poder computacional. Afinal, nesse ritmo de crescimento, ela acabaria o ano com ~US$ 100 bilhões e, no mundo da IA, a equação funciona assim:
usuários + consumo + receita = chips + servidores + energia
O anúncio da liderança veio junto do maior contrato de computação da história da empresa — com Google e Broadcom para mais 3,5 GW de poder. Tão interessante quanto o tamanho do acordo é a infraestrutura por baixo do treinamento e inferência do Claude:
(1) Amazon: usa os chips AWS Trainium pelo Project Rainier
(2) Google: usa as TPUs da Alphabet fabricados pela Broadcom
(3) Nvidia: usa as GPUs da gigante.
A decisão de não mandar o Claude para a guerra com o Pentágono pode ter trazido publicidade positiva para a Anthropic, mas o fato de o Claude ser o único modelo de ponta disponível simultaneamente nas três maiores plataformas de nuvem (Amazon Web Services Bedrock, Google Cloud Vertex AI e Microsoft Azure Foundry) também ajudou.
Mundo Afora
Anthropic: anunciou o projeto Glasswing, uma coalizão de cibersegurança com grandes nomes da tecnologia para evitar ataques AI-powered.
Polymarket: voltou a ser criticado por permitir a criação de
apostasprevisões relacionadas à Guerra.Data Centers: Amazon, Google e Microsoft são pressionadas por investidores para reduzir o gasto de água em hyperscalers.
Meta: funcionário do Facebook é acusado de baixar 30 mil fotos privadas sem autorização.
Quando o barato sai caro na TI
Dropped by ACER Empresas
A maioria das empresas decide hardware pelo preço. Mas o que realmente pesa no orçamento é o custo no resto do ciclo de vida:
manutenção
downtime
upgrades
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*Fonte: Gartner Group. "Total Cost of Computing: Measurement Tools and Methodologies.”

Mídia está na Mídia
O anúncio da aquisição do live tech podcast TBPN pela OpenAI por algumas centenas de milhões de dólares chacoalhou o universo das Media Techs. Não faz nem uma semana e desde então…
→ a NYSE assinou com o podcast de tecnologia Sourcery, com entrevistas com o topo da hierarquia corporativa do Vale do Silício.
→ o Google contratou o vibe-coder creator Sam Sheffer para produzir conteúdo sobre o DeepMind dentro de casa.
→ o fundo de George Soros investiu no canal de conteúdo do YouTube MeidasTouch, com 300mi views por mês.
→ a HubSpot acabou de anunciar a aquisição da Futurepedia, um dos maiores canais do YouTube, sobre notícias e educação de IA, com 650k inscritos.
→ o Banco BTG trouxe par ao time Kaio Philipe, o fundador da Bloomberg Línea e um dos responsáveis por fazê-la crescer para +500k assinantes.
Por trás de todos eles, algumas motivações externas e vários incentivos internos:
A motivação externa: a barreira da criação de novos produtos está rumando a zero, +40% dos novos código em produção são gerados por IA. Prova disso é que, no embalo do vibe-coding, a AppStore recebeu 235k apps no trimestre (~90% a mais que ano passado).
Os incentivos internos: ser dono do próprio braço de mídia reduz o custo de conteúdo para zero. Pessoas seguem histórias, não funcionalidades. A distribuição se tornou o principal gargalo e confiança e bom gosto são traços escassos.
O Exposed de Sam Altman
O CEO da OpenAI pode controlar nosso futuro, mas dá pra confiar nele?

img via The New Yorker
Os repórteres da New Yorker passaram os últimos 18 meses entrevistando +100 pessoas e analisando +200 páginas de memorandos de ex-funcionários para responder a essa pergunta. E a resposta não é o que o CEO esperava:
Ilya Sutskever, um dos seus cofundadores que já abandonou o barco, juntou +70 páginas de mensagens no Slack, documentos do RH e fotos e enviou para o conselho da OpenAI para provar um só ponto: "Sam exibe um padrão consistente de… mentiras”.
Dario Amodei, ex-funcionário da OpenAI e founder da Anthropic tinha +200 páginas com notas privadas, mas sua conclusão foi a mesma: “O problema com a OpenAI é o próprio Sam".
Funcionários da Loopt, a primeira startup criada por Sam, pediram ao menos duas vezes para o conselho demitir o fundador, preocupados com a transparência da liderança.
Paul Graham, um dos fundadores da Ycombinator, teria dito privadamente a colegas que "Sam estava mentindo para nós o tempo todo”.
Um conselheiro da OpenAI descreveu Sam como tendo "duas características quase nunca vistas na mesma pessoa: um forte desejo de agradar as pessoas em qualquer interação e uma falta de preocupação quase sociopática com as consequências de enganar alguém".
Time de segurança da OpenAI disse que Sam prometeu 20% do poder computacional para eles, mas só entregou 1-2%.
Elon Musk, co-founder, ex-colega e atual arquirrival, não estava na reportagem, mas nem por isso ficou de fora. Musk emendou seu processo pedindo indenizações de até US$ 150 bilhões para o braço sem fins lucrativos da OpenAI. Além de pedir que Sam e o presidente Greg saiam do conselho, percam o emprego e as ações.
A reportagem também conta com +12 entrevistas com o próprio Altman, que negou as alegações de ser um mentiroso e chamou as mudanças de "adaptação bem-intencionada". Já a própria OpenAI disse que são apenas "alegações anônimas e relatos seletivos provenientes de pessoas com agendas claras”.
Mentiroso ou não, fato é que Altman se provou um dos melhores fundraisers da história. Mas agora a startup está pisando no acelerador para fazer um IPO antes da concorrência — e no mercado de capitais, os investidores (e os receios) são outros.
Brasil Adentro
Se tá aqui é porque gosta de newsletter*: e a dica de hoje é conhecer o Espresso, uma newsletter diária e dinâmica com tudo que você precisa saber sobre o mundo das notícias. Inscreva-se de graça e coloque uma dose extra de informação no seu café.
CashGo, a fintech antecipando o aluguel de proprietários com crédito imobiliário, captou R$ 120 milhões através de um FIDC com XP e outros.
Desenvolve SP, agência de fomento do Estado de SP, anunciou um investimento de R$ 5 mi no fundo de venture capital Big Bets II.
Kaizen, a edtech focada em mentorias educacionais para estudantes, capta rodada de até R$ 5 mi com a Mercurial Atlantic Investments.
Nuvini, a holding brazuca compradora de SaaS, comprou uma participação majoritária (51%) da Beyondsoft Corporation por US$ 80,7 milhões.
Inner AI, a plataforma reunindo vários modelos de IA debaixo do mesmo guarda-chuva, capta rodada de R$ 30 mi com a Canary e OneVC.
*Conteúdo de marca parceira
STATS
US$ 1.234.567
É quanto o YouTuber de Minecraft de 19 anos levantou de investimento em uma rodada pré-seed para sua startup Giggles — que é uma mistura de app de aposta com memes e redes sociais.
Pode parecer zoeira, mas é uma zoeira séria. O próprio founder Justin Jin descreve o aplicativo como: Um app que mistura TikTok com Kalshi, onde os usuários podem postar vídeos "sem sentido" e apostar investir nos que acreditam que irão bombar — se ele realmente ganhar popularidade, você é recompensado.
O app ainda está em fase beta só para convidados, mas a fila de espera já tem 450.000 interessados em transformar o doomscrolling em fonte de renda.
via TechCrunch
O que esses CMOs estão vendo que você ainda não viu
CMO Pulse 2026, em collab com Zoho e LayerUp
Expectativa do Marketing: mais dados, melhores decisões.
Realidade: times gastando horas conciliando métricas que não conversam entre si e acabam operando com visões parciais que dificultam entender o impacto real no negócio.
O problema não é dado. É contexto. E o CMO Pulse, tem os dois.
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Intel 🤝 Muskverso
A fabricante se torna a fornecedora oficial dos processadores que vão alimentar a Tesla, SpaceX e xAI

Dois anos atrás a Intel quase foi pro espaço (de um jeito péssimo).
Agora ela está pronta para ir pro espaço (de um jeito ótimo).
O CEO Lip-Bu Tan apertou as mãos do homem mais rico do mundo e se tornou o fornecedor oficial da Terafab (Tesla-SpaceX), produzindo chips que vão equipar robôs e data centers por todo o planeta e até fora dele.
No muskverso, o Terafab vai produzir até 1 terawatt por ano de capacidade computacional para controlar robôs da Tesla, foguetes da SpaceX, carros autônomos e data centers da xAI.
Contexto: 1 TW é 50 vezes o que toda indústria global produz hoje.
A parceria coloca a Intel no controle do que pode ser o projeto de tecnologia mais ambicioso dos últimos anos. E com US$ 25 bilhões nos caixas para fazer tudo acontecer.
O timing não poderia ser melhor: o governo dos EUA pressiona por uma cadeia menos dependente da Ásia e a entrada da Intel é estratégica — ao contrário da Nvidia, há menos clientes relevantes na China. O movimento conversa diretamente com a tese de Musk de construir uma infraestrutura 100% americana, do design à fabricação.
O Morgan Stanley projeta que a Terafab pode precisar de 20 milhões de chips por ano apenas para os robôs humanoides — algo perto de seis vezes toda a demanda atual de chips da Tesla em sua frota de carros.
O mercado gostou da ideia: as ações da Intel subiam ~4% no pré-market, acumulando alta de 38% no ano. Ainda não é o turbo que colocaria a Intel de novo no topo do mercado, mas é um empurrão que tira a empresa de uma inércia perigosa.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
A era dos ultra mega blaster IPOs
A tamanho do IPO e do valor de mercado da SpaceX, OpenAI e Anthropic

O valor de mercado das três empresas que irão fazer IPO este ano (SpaceX, Anthropic e OpenAI) ultrapassa os US$ 3 trilhões. Mas como é difícil dimensionar quão grandes e absurdos são esses valores, vamos colocá-los em perspectiva:
US$ 3 trilhão é um valor de saída maior que todos os IPOs apoiados por venture capital nos EUA desde 2000… TODOS!
Mesmo somando Meta + Uber + Rivian + Snowflake + DoorDash + Snap + Lyft + Robinhood = ainda são menores que os US$ 3 trilhões.
Todos os IPOs apoiados por capital de risco desde 2015, incluindo SPACs, geraram um valor total de saída de US$ 1,44 trilhão, menos que só a SpaceX.
O risco: nenhuma delas é lucrativa, todas fecham no vermelho.
A oportunidade: crescem em um ritmo sem precedentes.
No ano passado, 14 dos 17 unicórnios que enfrentaram o IPO acabaram listando suas ações abaixo do valor atingido no mercado privado. Agora nos resta saber se os IPOs serão "a maré que levanta todos os barcos ou a onda que afunda o mercado".
DROP LIKE IT'S HOT
[para inspirar] a lista de startups Outliers da Endeavor - com destaque para as Brasileiras, que lideraram o ranking mundial.
[para descontrair] a quantidade absurda de produtos da Microsoft chamados Copilot
[para admirar] uma foto tirada da Artemis com a Terra se pondo no horizonte.
[para estudar] a história da estrutura organizacional e como Jack Dorsey quer reconstruí-la na Block como um mini-AGI

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