Fala tu, Dropper! Hoje eu aprendi: que a Suprema Corte da Rússia decidiu que o Google precisa pagar o valor astronômico de US$1,2 quintilhões em multas por bloquear os canais de mídia estatal russos no YouTube — o valor é aproximadamente um milhão de vezes maior que toda a produção econômica anual mundial.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• Microsoft quer processar a OpenAI e Amazon
• Trending: contrabando de chips é crime
• Meta cansou de perder dinheiro no Metaverso
• Stats: 50k robotaxis do Uber
• Design Battle: Adobe x Figma x Canva x Stitch
• Contra Dados Não Há Argumentos: Quem quer comprar Startups?

Microsoft quer processar OpenAI e Amazon
O novo contratinho de bilhões entre a OpenAI e a Amazon pode infringir o contrato anterior com a Microsoft

A Microsoft nunca poupou esforços dólares quando o assunto foi OpenAI. A bigtech investiu +US$ 11 bilhões e só pediu uma coisinha em troca: todos os modelos, APIs e produtos da startup deveriam rodar na cloud da empresa (Azure). Só que a OpenAI decidiu usar a infra da Amazon no novo Frontier — o que quebra exatamente esta cláusula.
Frontier é o novo produto da OpenAI para competir com o já bem-sucedido Claude Cowork e Claude Code da Anthropic. Através dele, grandes empresas podem criar, implementar e gerenciar um exército de agentes de IA que operam de forma independente.
Pelo acordo assinado:
→ OpenAI receberia um investimento de US$ 50 bi da Amazon.
→ Amazon receberia até US$ 138 bi da OpenAI (via uso da AWS).
Depois de olhar o tamanho da demanda que a OpenAI estava pedindo, a Microsoft já havia aberto mão da cláusula de exclusividade como fornecedora cloud, dando espaço para Oracle e AWS — mas não abriu mão de que todas as chamadas de API passem pela Azure.
O que diz a OpenAI: “Relax bro. Não estamos quebrando o contrato, estamos contornando através de um sistema ainda em construção”
O que diz a Microsoft: “Relax nada. Sua ideia não é viável e viola o espírito da parceria e o contrato. Se continuar, vamos processar”
O que diz a Amazon: “Entre briga de marido e mulher, não se mete a colher”
O duelo de bilhões entre algumas das empresas mais poderosas do planeta sobre quem controla a infraestrutura que sustenta a IA para milhões de empresas e bilhões de usuários começou, e a Microsoft já avisou: “Se a Amazon e a OpenAI quiserem apostar na criatividade de seus advogados especializados em contratos, eu apostaria em nós, não neles”
PS: criamos um rastreador de processos judiciais envolvendo a OpenAI e Sam Altman.
Mundo Afora
Crypto.com é a última das gigantes a anunciar a demissão de 12% dos funcionários para… (adivinha?) focar em inteligência artificial.
Globalsat, um dos players mais tradicionais de conectividade via satélite, topou se tornar uma revenda da Amazon Leo, de satélites de baixa órbita.
OpenAI: fechou a aqui-contratação da startup Astral, que ajudava programadores com IA e está integrando a equipe ao time da Codex.
Kalshi: captou US$1 bilhão a um valuation de US$22 bilhões - o dobro do seu valor de mercado na última rodada, em dezembro.
O PC entrou na era do on demand
Dropped by ACER Empresas
Filme virou streaming. Carro virou assinatura. E, agora, o PC corporativo também.
O modelo HaaS (Hardware as a Service) deve crescer 41% em 2026.*
Em vez de comprar máquinas que perdem valor rápido, empresas estão preferindo usar hardware como serviço.
Com a Acer Empresas, os computadores chegam prontos para trabalhar — e continuam atualizados ao longo do tempo. Menos investimento inicial, mais flexibilidade para a operação. Conheça mais das soluções HaaS clicando aqui.
*Dados do IDC Brazil Notebook Tracker.

Contrabando de chips é crime!
O cofundador de uma das maiores empresas de IA dos Estados Unidos acabou de ser preso pelo FBI. Wally Liaw, que cofundou a Super Micro Computer nos anos 90 e a transformou em uma gigante de +US$20 bilhões, vai ver o sol nascer quadrado depois de passar os últimos dois anos enviando secretamente os chips de IA mais poderosos dos EUA diretamente para a China.
A Operação: não se trata de um chip escondido na mala para passar na alfândega, se tratava de uma operação coordenada com direito a empresa fantasma no sudeste asiático, documentos falsos, compradores mais falsos ainda e até servidores sendo reempacotados no meio do caminho para ocultar seu verdadeiro destino.
A Escala: durante três semanas que foram monitoradas no ano passado, eles enviaram +US$510 milhões em hardware proibido da Nvidia. Estima-se que o buraco chegue a +US$ 2,5 bilhões em equipamentos banidos enviados pra China.
O Flagra: uma equipe gravando um documentário já havia descoberto a rede clandestina meses atrás e gravaram contrabandistas de GPUs retirando chips de placas gráficas proibidas, modificando-as em garagens e enviando-as uma a uma através das fronteiras. Quando os auditores de conformidade dos EUA chegaram para inspecionar os armazéns, os servidores reais já haviam desaparecido.
Os Estados Unidos passaram os últimos anos tentando cortar o acesso da China aos hardwares de ponta para sair na frente da corrida da IA. Mas Liaw e seus cúmplices burlaram o próprio sistema e agora encaram até 30 anos de prisão.
Enquanto isso, as ações da Super Micro já foram condenadas pelos investidores e caem -12% no aftermarket.
Meta VR ou Morte ao VR?
Depois de investir dezenas de bilhões de dólares no sonho do Metaverso, a empresa está encerrando (parte do) projeto.

Quando percebeu a oportunidade de criar um mundo virtual do zero para chamar de seu, Mark Zuckerberg não pensou duas vezes em dar all-in no Metaverso. Mas então surgiu a IA, que rapidamente se tornou sua nova obsessão. Agora, precisando de mais ficha$ para continuar jogando, Mark até que tentou acabar com o Metaverso, mas os fãs não deixaram.
Um resumo do delírio do Metaverso:
Mark joga um game de realidade virtual e pira o cabeção
Facebook compra o Oculus por US$ 2 bilhões
Rebranding da empresa de Facebook para Meta
Foco total na construção do Metaverso, “o futuro da internet”
Contratação de milhares de funcionários de AR e VR
Cria a divisão Reality Labs
Lança o Horizon Worlds
Investe US$80-100 bilhões
Vende US$ 12 bilhões em óculos de realidade virtual
IA pra lá, IA pra cá!
Demite os funcionários de VR/VA
Acaba com o Horizon
Volta com o Horizon
A nova decisão aconteceu porque o público — que investiu uma grana nos headsets — pediu pra manter tudo no ar. Em vez de só fechar as portas da divisão, a Meta anunciou que vai manter o Horizon Worlds funcionando, mas não vai mais lançar nenhum game novo e nem levar nada para o mobile. #respirandoporaparelhos
Para o futuro, a ideia é focar nos óculos produzidos junto com a RayBan. Faz sentido: enquanto a Horizon chegou aos 300k usuários ativos no seu pico em 2022, a Meta vendeu +7 milhões de óculos inteligentes no ano passado — colocando o RayBan Meta entre os hardwares B2C de crescimento mais rápido da história.
A demanda é tamanha que a Meta comprou parte da fabricante (EssilorLuxottica), decidiu pausar as vendas internacionais para atender a demanda local (EUA) e quer escalar a produção para 20 milhões de unidades/ano.
Zuck já errou, mas perder ainda não.
PS: lembra quando alguém pagou US$ 450 mil por uma mansão digital para se tornar vizinho do Snoop Dogg em 2022? Pois é…
Brasil Adentro
Mogno, a plataforma de vibe-coding para softwares financeiros, fundada pelos mesmos fundadores da Accountfy, capta US$ 18 mi com a… Accountfy.
Accordia, plataforma de inteligência analítica para finanças corporativas e M&A, captou R$ 1.5 mi em rodada seed liderada pela FT Aquisições.
Bold Snacks, a barrinha de proteínas mineira é adquirida pelo Grupo Ferrero, dono da Nutella, por valor não revelado.
PicPay: divulga seu primeiro balanço pós-IPO e não decepciona: lucro líquido dobrou para R$ 502 mi no ano e receita soma +R$ 10 bilhões.
*Conteúdo de marca parceira
STATS
50.000
É a quantidade de robotaxis (carros autônomos que transportam passageiros sem motoristas humanos no volante) que a Uber planeja colocar nas ruas. O anúncio vem acompanhado de um investimento de até US$ 1,25 bilhão na fabricante de carros elétricos Rivian — que agora precisa bater meta para ver a grana pingando.
via Uber
Sobrevive quem… recalcula a rota mais rápido
Dropped by HubSpot
Por (muito) tempo, a geração de demanda tinha um GPS confiável: publica conteúdo → SEO entrega → gera tráfego → leads aparecem. Mas a IA chegou e o playbook do inbound tradicional começou a falhar:
O orgânico caiu. E até a HubSpot sentiu. Mas a resposta foi rápida pra recalcular a rota: diversificar canais, focar em LLMs, conectar dados e identificar sinais de intenção.
Se não é tarefa simples nem pra quem criou o jogo, não vai ser plug & play pra você. Mas dá pra acelerar: que tal uma call com o CMO Global da HubSpot? Exclusivo pros droppers que vão no CMO Summit 2026. Candidate-se aqui em primeira mão!
Design Battle: Adobe x Canva x Figma x Stitch
A realidade e o climão nas três maiores plataformas de design do mercado

Depois de comprar a startup de design com IA Galileo no ano passado, o Google lançou ontem a sua própria ferramenta gratuita de design integrada ao Gemini: Stitch — e causou um rebuliço ainda maior entre as outras três mosqueteiras designers do mercado: Adobe, Canva e Figma!
Antes de entender como cada uma vai contra-atacar, vale um panorama de como cada uma delas se encontra atualmente:

Em outras palavras, enquanto a Adobe é o tiozão com escala massiva e crescimento lento, o Figma é o jovem-adulto com pouca escala mas crescimento agressivo e o Canva é o esquisito que conseguiu combinar crescimento e escala absurdas — e ainda ser a única que decidiu não fazer IPO e se aventurar no mercado de capitais.
Embora não unidas, as três enfrentam a mesma ameaça vibe-designer: ferramentas de IA que permitem que usuários criem imagens, vídeos, protótipos, fluxos de usuário, telas de aplicativo e mais… sem precisar clicar em nenhuma delas.
É claro que nenhuma delas vai ficar de braços cruzados esperando tudo acabar. Todas já possuem ferramentas de IA — em diferentes níveis e funções — e também já devem ter avisado os times de produto que o final de semana foi cancelado por motivos de “precisamos de uma resposta rápida”.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
Quem quer comprar Startups?
Mais de 84% dos principais compradores de startups do Brasil querem comprar startups nos próximos 12 meses.

via M&A Deal Report
As 19 principais compradoras de startup do Brasil foram entrevistadas pela Questum que perguntou: “Você pretende adquirir startups nos próximos 12 meses” e a resposta foi um retumbante SIM que chega a ecoar.
Além do apetite insaciável dos compradores, outro dado do M&A Report 2025 chamou atenção: o movimento de M&As que costumava ser uma estratégia exclusiva de grandes players agora também é estratégia de médias empresas. O índice de transações de M&A por comprador deixa isso claro:
2020: 1,41 | 2021: 1.63 | 2022: 1.19 | 2023: 1.17 | 2024: 1.2 | 2025: 1.16
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