Bom dia, Dropper!
Hoje eu aprendi: que o Google DeepMind contratou seu primeiro filósofo como funcionário, que será responsável por tratar a consciência das máquinas em tempo real. Outra forma de ler isso: o Google acredita que criar e treinar IAs não é a parte mais difícil, mas descobrir e (tentar) controlar que tipo de objetivos e comportamentos esses sistemas podem desenvolver por conta própria.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• Meta: a nova maior plataforma de publi digital do mundo
• Trending: Naming Rights S2 Fintechs
• Amazon: quer ser o Wi-Fi do seu próximo voo
• Stats: 11,57 bilhões na Globalstar
• Lecar: a pirâmide de carros elétricos brasileiros
• Contra Dados Não Há Argumentos: O boom dos Apps

Meta comendo o lanche do Google
O posto de maior plataforma de publicidade do mundo tem nova dona: a Meta

Quando o Google rodou seu primeiro anúncio baseado em palavras-chave (AdWords), Zuckerberg ainda era um jovem nerd de 16 anos matando aula. 26 anos e muitos trilhões de dólares depois, a empresa do ex-jovem-nerd pode finalmente ultrapassar o Google em receita de publicidade.
Meta: US$ 243,46 bilhões (saindo de 22,1% de crescimento no ano passado para 24,1% este ano)
Google: US$ 239,54 bilhões (se mantendo nos mesmos 11,9% de crescimento do ano passado)
O motivo não é exatamente uma novidade: desde a chegada do ChatGPT o Google sofre com a incerteza do quanto a IA vai afetar sua principal fonte de renda (buscas). Enquanto isso, Zuck veste sua skin de surfista e pega onda da IA ao seu favor:
Reels: as recomendações de IA puxaram o tempo de visualizações dos Reels em +30% só no último trimestre, permitindo que a empresa veiculasse mais ads. Os Reels devem gerar US$ 50 bilhões este ano.
Geração de vídeos: a empresa está usando IA para facilitar como anunciantes criam ads. Somente a ferramenta de criação de vídeos deve gerar US$ 10 bilhões este ano.
Pela primeira vez em mais de uma década, o marketshare do Google nos EUA deve cair abaixo de 50%. Não só pela Meta, mas também pelos novos entrantes como TikTok, OpenAI e até Amazon — que já ocupa a terceira colocação no ranking das maiores plataformas de ads digitais.
Mundo Afora
Disney: depois de ~18 anos no trono de CEO da Disney, Bob Iger deu lugar a Josh D’Amaro, que chegou passando a faca em ~1.000 funcionários.
Uber: anunciou que está aumentando seu compromisso de comprar +35.000 carros elétricos autônomos da fabricante Lucid, além de aportar +US$ 200mi.
Anthropic: adicionou o CEO da farmacêutica Novartis ao seu conselho diretivo — em um movimento que só faz sentido para quem quer fazer IPO.
Microsoft: deu um bypass e arrendou o data center na Noruega que estava originalmente planejada para a OpenAI e o Projeto Stargate.
Nike: nem o fracasso da campanha ‘Vai Brasa’ desanimou o novo CEO e o CEO da Apple (Tim Cook), com ambos comprando +$1mi em ações.
Netflix: continua dobrando a aposta em eventos esportivos ao vivo, dessa vez garantindo direitos para transmitir partidas da Seleção Mexicana.
Caterpillar comprou a startup de caminhões elétricos de direção autônoma Monarch.
A fluência que o mercado pede agora é outra
Dropped by PUC-PR
A pessoa mais experiente em IA hoje, tem meses de experiência. Ninguém tem 10 anos de vantagem. Por isso, sua melhor chance é aprender o que muda o jogo de verdade:
Se você aprende só a usar ferramenta, fica refém.
Se aprende a pensar com IA, joga em outro nível.
A Escola de IA da PUCPR foca em aprendizado real: aprende, testa e aplica. Com conhecimento de quem trabalha nas principais big techs, especialistas ensinam a prática de gigantes como Google, Microsoft, Stanford e Nvidia. Já são cursos em 8 áreas diferentes (and counting) — desde gestão até legal, saúde e marketing — com conteúdo atualizado toda semana e certificado da universidade mais inovadora do país. Garanta sua vaga →

Naming Rights
Depois de comprar os naming rights do estádio do Inter Miami CF (time do Beckham onde joga Lionel Messi), o Nubank lançou o seu cavalo de Troia no Brasil ao comprar os naming rights do estádio do Palmeiras e forçar todos os patrocinadores de shows a colocarem “Nubank Parque” como local do evento.
Mas a galera da Finsiders foi investigar a moda e notou que 40% desse tipo de patrocínio está conectado a fintechs. Saca só:
MELI:
→ Mercado Livre Arena Pacaembu (Estádio)
→ Mercado Pago Hall (Arena de Eventos)
PagBank:
→ Estação Faria Lima - PagBank (Metrô)
Inter:
→ Inter&Co (Estádio do Orlando City)
Revolut:
→ Audi Revolut F1 Team (Equipe de Fórmula 1)
SoFi:
→ SoFi Stadium (Estádio em Los Angeles)
PS: ainda dá tempo de comprar os naming rights do estádio do Barcelona e mudar o nome pra Camp Nu.
Amazon decolando com Wi-Fi
A internet rápida via satélite da Amazon chegou — e já embarcou nas cia aéreas

Musk será reconhecido pra sempre como o pioneiro da internet via satélite em baixa órbita com a Starlink. Mas ele não é o único bilionário com planos (e dinheiro) para cobrir o planeta Terra com roteadores orbitais para levar conexão onde a fibra óptica não chega. A Amazon de Jeff Bezos acaba de lançar oficialmente o LEO!
→ Starlink lançou 100.000 satélites e focou no consumidor final (B2C) chegando em 9 milhões de clientes.
→ LEO lançou apenas 10.000 e optou por focar em empresas de aviação, telecom, governos (B2B) e já fechou contratos com as aéreas Delta, JetBlue, e Airbus.
O diferencial? Engenharia e Design! O gargalo da internet nas aeronaves nunca foi a quantidade de satélites, mas a própria antena no avião — e nisso a Amazon inovou:
Tamanho e Forma: a antena da LEO mede 58 × 30 × 2.6 polegadas, mais que o dobro da Starlink Aviation.
Técnico: a Starlink usa o half-duplex (ora envia dados, ora recebe). A LEO usa o full-duplex (envia e recebe dados simultaneamente).
Velocidade: a Starlink entrega 220+ Mbps de download e 25+ Mbps de upload. A LEO entrega 1 Gbps + 400 Mbps simultâneos — 5x no download e ~16x no upload.
Cobertura: a Starlink exige duas antenas para cobrir toda a aeronave. A LEO cobre todo o avião, todos os assentos para todos os passageiros com uma antena.
A Amazon entrega uma antena 2x maior que a da SpaceX, com 4,5x mais capacidade de transmissão, usando apenas 2% dos satélites em órbita — tudo integrado ao Cloud Enterprise da AWS. Ou seja, não vende apenas Wi-Fi cruzando o céu a 1000 km/h, mas toda a infraestrutura da nuvem cloud à nuvem dos céus.
Brasil Adentro
Tem newsletter que é café com leite* e tem as que são o oposto: curto, forte e que te mantém desperto. Se é isso que você quer, precisa conhecer o Espresso. Uma dose diária com o que importa em economia, negócios e tech no Brasil e no mundo. Assine aqui.
Falaê, a startup transformando feedbacks de clientes em insights estratégicos para bares e restaurantes, capta R$ 1,5mi com a Investidores.vc.
PayPal integrou o PIX e agora permite que pequenas e médias empresas no Brasil o aceitem como meio de pagamento online.
SKA, a gigante brazuca de tecnologia para engenharia, faz uma fusão de valor não divulgado com a americana GoEngineer e chegam no primeiro R$ 1 bi.
Fast Movn, a gigante brasileira de Financial Customer Experience Management (FCEM) adquire a plataforma de faturamento Hiperstream.
*Conteúdo de marca parceira
STATS
US$ 11,57 bilhões
é quanto a Amazon está pagando pela Globalstar, um múltiplo de 42x a receita anual do ano passado, que foi de US$ 273 milhões. Pode parecer caro, até você entender que, na verdade, ~85% da capacidade dos satélites da Globalstar são usados para atender um só cliente: a Apple:
Todos os iPhones e Apple Watches usam a Globalstar como fornecedora exclusiva da funcionalidade Emergência SOS.
A própria Apple investiu US$ 400 mi na Globalsat, que com esse valor de aquisição se transformaram em US$ 2,3 bilhões.
Tão importante quanto isso, é o fato da FCC obrigar a Amazon a ter 1.618 satélites em órbita até julho deste ano, mas ela tem só ~200 em operação. Com a aquisição da Globalstar ela leva junto a licença para +3.000 de uma só vez — e agora é “só” lançar.
Em uma só tacada, a Amazon (i) resolveu seu problema jurídico da forma mais rápida possível e (ii) se tornou fornecedora exclusiva de uma das funcionalidades mais importantes da terceira maior empresa do mundo — UM DIA depois de lançar oficialmente os serviços da Amazon Leo!
PS: esse site trackeia todas as constelações de satélites comerciais do mundo.
O futuro de utilities em 2026
Operar de forma reativa não é mais uma opção. Enquanto uns ainda gastam energia humana pra responder FAQ, outros conseguem economizar até 42% do custo por atendimento com automação — e evitar crises que começam com falhas de comunicação e não da operação.
👉 Saiba como baixando o Panorama de Utilities by Blip completo aqui*.
*Conteúdo de marca parceira
O esquema de pirâmide de carros elétricos
O carro elétrico 100% brasileiro está sendo acusado de fraude

Quando a esmola é demais, o santo desconfia. No caso da Lecar, uma empresa de carros elétricos e híbridos brasileira, a promessa era tanta que até o Ministério Público Federal (MPF) desconfiou — e abriu um inquérito para investigar um potencial esquema de pirâmide.
Com +275.000 seguidores no Instagram e um feed que mistura entrevistas em podcasts do fundador e fotos de protótipos de carros que não existem, a empresa se define como: “a revolução que o Brasil merece: o primeiro carro híbrido flex 100% nacional, com tração elétrica, motor WEG e extensor de autonomia Horse que entrega até 1.000 km sem precisar de tomada”.
Autodenominado “Elon Musk Brasileiro”, o CEO Flávio Figueiredo tentou copiar o modelo de vendas da Tesla nos EUA. No “Compra Programada”, o cliente assume pagamentos de parcelas de até 72 meses, sem juros, com a promessa de receber o carro na metade do período (daqui a 3 anos).
Só um detalhe: os carros ainda não existem, a fábrica não existe, nenhum automóvel foi homologado e a Lecar nem sequer possui autorização para fazer isso. E piora, segundo a análise da Fazenda:
exige pagamento de taxa de adesão para que o participante possa atuar como revendedor (paga para trabalhar);
vende promessa de entrega futura sem produto validado;
emprega gatilhos psicológicos de urgência e escassez para pressionar adesões imediatas; e
declara expressamente depender da adesão de novos consumidores para suprir o fluxo de caixa.
Apesar dos indícios e dos inquéritos, o “Musk Brasileiro” bate no peito e diz que a fábrica — que prevê um investimento inicial de R$ 870 milhões para produzir 120k veículos por ano a partir do segundo semestre do ano que vem — apesar de atrasada, está avançada e será entregue.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
O boom dos Apps
O número de novos apps na AppStore explodiu

via The Information
O número de novos apps na AppStore da Apple permaneceu flat por +3 anos, mas dobrou repentinamente nos últimos 2 trimestres. É o efeito vibecoding!
DROP LIKE IT'S HOT
[para se inspirar] a história de como Jeffrey Yan transformou a Hyperliquid, uma corretora cripto, na startup mais lucrativa por funcionário do mundo.
[para respeitar] as reflexões de Sam Altman (CEO da OpenAI) depois de ter sua residência atacada por um coquetel molotov e por tiros.
[para assistir] a diferença de temperatura entre carros elétricos e a combustão (capturados por uma câmera térmica).

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