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Hoje eu aprendi: que os funcionários do Kickstarter foram os primeiros membros de uma grande empresa tech a formar um sindicato, o Kickstarter United. Ano passado, depois de uma greve de 42 dias, eles conseguiram mudar a jornada de trabalho para 4 dias por semana (32h) e uma proteção contra IA no contrato de trabalho.

No Drop de hoje, direto ao ponto:

A vida real é mais interessante que a artificial?
• Trending: Inter de Miami agora está NU
• Accenture comprou o Downdetector e Speedtest
• Wix entrou para o hall da fama dos M&As
• Contra Dados Não Há Argumentos: detector de destruição de empregos

Dropped pelos humanos Pedro Clivati e Renan Hamann

A vida real é mais interessante que a artificial?

Enquanto as startups de IA atingem valuations astronômicos, levantam rodadas de investimento colossais e ocupam praticamente todas as manchetes… tem uma outra turma anti-AI comendo quieto pelas beiradas: as startups apostando na vida real.

Se as nossas vidas e trabalhos realmente forem tomadas pelos agentes de IA autônomos, é possível que o nosso diferencial competitivo fique com as experiências offline, eventos pessoais e conexões humanas.

Um bom sinal dessa tendência são as startups nascendo nesta era:

  • Corner App: o “Google Maps Social" já tem 60k usuários e ajuda pessoas a encontrarem lugares pra se encontrar presencialmente;

  • Partiful: o app de planejamento e gestão de eventos sociais com 500k usuários ativos mensais;

  • Posh: captou $22mi para rolar eventos locais e tem 6 mi usuários;

  • Luma: já chegou nos 2 milhões de usuários se inscrevendo na sua solução de eventos;

  • Burwoodland: nichada em amantes de música, produz 1.200 eventos por ano e vendeu 1,5mi de ingressos. Acaba de captar com figurão do Shark Tank americano, Mark Cuban.

  • Rodeo: usa IA para ajudá-lo a agendar atividades com seus amigos existentes.

Se o número de novas startups focando em eventos IRL (in-real-life) ainda não te convenceu, talvez saber que empresas tech estão abrindo coffeshopps, como a Perplexity com o Café Curious em Seul, ou então os +24 eventos sobre OpenClaw rodando simultaneamente no mundo, totalmente organizados por uma comunidade engajada e não remunerada.

Quer mais? Basta bisbilhotar as vagas em aberto das big techs para área de eventos:

→ Anthropic: está pagando US$320k por ano para um Líder de Eventos.
Substack: está pagando US$190k por ano para um Líder de Eventos.
→ VaynerMedia: está pagando US$250k por ano para um Líder de Eventos.
→ Spotify: está pagando US$175k por ano para um Líder de Eventos.

O paradóxo da tendência não é IRL versus IA - mas quanto mais vivemos online, mais as valor damos as conexões da vida real.

P.s.: responde esse e-mail quem for/estiver por Floripa e topar um Café Drops.

Mundo Afora

  • News Corp: a empresa-mãe do Wall Street Journal e outros, fechou um acordo de licenciamento de conteúdo para Meta de até $50mi por ano.

  • Apple: lançou o MacBook Neo, com chip proprietário A18 Pro, e um custo de ~$500 entrando na briga por preço com outras fabricantes.

  • Google: decidiu não esperar pela decisão juridical do caso Epic Games e vai eliminar a comissão de 30% em compras na Play Store e plataforma Android.

  • Icon: a startup que prometia automatizar os criativos de marketing usando IA, fechou as portas 12 meses depois de gastar $12mi pelo domínio icon.com.

  • Netflix: nem recebeu ainda a multa recisória da Warner+Paramount, mas já está adquirindo a startup de Ben Affleck de criação de filmes com IA.

  • SoftBank: está em busca de um empréstimo de US$40 bilhões para financiar as apostas da OpenAI… algum candidato por ai?

Falando em vida real…

Dropped by ElevenLabs

90% das empresas de tecnologia já usam IA, mas o que aparece em grandes eventos ainda é muito superficial. É aí que entra a proposta da ElevenLabs: evento menor, gente mais sênior, conversa mais prática, e uma tela de 20m.

Em uma sala de cinema, eles vão reunir executivo(as), pesquisadores e empreendedores do mercado para discutir IA no B2B, criatividade e execução. Além de fireside chats com casos de uso e um papo com VCs. Se você também quer liderar a narrativa de IA no Brasil, talvez seu lugar seja nessa sala.

🍿 Pega a pipoca: Dia 19 de março às 13h, no Kinoplex Itaim (São Paulo), 0800, free, grátis. É só se inscrever na lista clicando aqui e torcer para ser selecionado! P.S.: dizem por aí que Dropper vai ter prioridade na lista, então corre.

Inter de Miami agora está NU

Que o roxinho está com visto americano aprovado (de banco, não de turismo) para operar no maior mercado financeiro do mundo, todos já sabem. A novidade é a estratégia do Nubank para chegar chegando na terra do Tio Sam:

O patrocínio do clube e do estádio do Inter de Miami. Os Estados Unidos podem não ser o país do futebol, mas basta colocar Lionel Messi em campo e David Beckham no quadro societário para que ele se torne um dos clubes com maior visibilidade midiática do mundo. O acordo prevê:

  • Nu Stadium: o naming rights do estádio - anteriormente conhecido como Miami Freedom Park - com capacidade para 26k pessoas.

  • Nuniformes: exposição da marca do roxinho nas camisetas do clube, que vendeu 2.2 milhões de camisas do clube no ano passado (5o lugar global)

  • Nu Club: um espaço lounge premium HD master ultravioleta que provavelmente será reservado para os cliente$ top do banco.

  • Nu Plaza: um espaço de convivência para os fãs.

Além de ter enviado a co-fundadora Cristina Junqueira para morar por lá e de ter fechado o patrocínio da Mercedes-AMG Petronas na Fórmula 1, agora os fãs de Soccer também terão que engolir o roxinho na cidade mais latina dos EUA.

Accenture comprou Downdetector e Speedtest

Se você já precisou medir a velocidade da internet ou conferir porque um app não estava funcionando, chances são de que você já usou alguns dos produtos da Ookla, a empresa dona de alguns dos websites mais icônicos (e visitados) da internet:

  • Downdetector (rastreador de quais websites estão fora do ar)

  • Speedtest (medidor de velocidade de conexão)

  • RootMetrics (monitorador de desempenho da rede móvel).

A Ookla era uma empresa do grupo Ziff Davis, o conglomerado bilionário de empresas de mídia como a Mashable, PCMag e BabyCenter. Era, porque acaba de ser comprada por uma das maiores empresas de consultoria do mundo, Accenture, que está desembolsando $1,2 bilhões de dólares em cash.

  • Na continha de bilhões, além dos websites, a Accenture também leva para casa 250 milhões de testes iniciados por consumidores todos os meses, 430 funcionários do time, $230 milhões de dólares em receita no ano passado, $76 milhões de lucro líquido em 2025.

Mas porque uma das maiores consultorias do mundo compraria dois websites de rastreamento que poderiam muito bem ser vibe-coded em minutos? 🤔

A resposta oficial: para integrar os produtos de dados da Ookla em suas próprias ofertas, que visam ajudar provedores de serviços de comunicação, hyperscalers, entidades governamentais e outros tipos de clientes a "otimizar... redes Wi-Fi e 5G de missão crítica".

A resposta não-oficial: para ganhar acesso tanto a massiva base de usuários quanto a dados de alta qualidade que podem ser usados no desenvolvimento de aplicações para prevenção de fraudes em bancos, análises de smart devices em serviços públicos e otimização do fluxo de clientes no varejo.

Brasil Adentro

  • Saaspocalypse reverso*: Enquanto o mercado discutia o medo da IA substituir o software, a TOTVS já tinha entendido o oposto: não é sobre substituir, mas sim unir. Com o LYNN, foundation de IA B2B da empresa, o software vira base pra rodar a IA e tornar a gestão empresarial ainda mais produtiva. Conheça mais sobre o LYNN clicando aqui.

  • Kiip, a HRtech oferecendo um software pare gestão de pessoas, nasce de dentro da Superplay com um investimento de R$3.5mi da empresa-mãe.

  • Keeta, a chinesa de entregas recém-chegada ao Brasil, suspendeu o lançamento do app no RJ e fez uma demissão em massa de 200 pessoas - que não gostaram nada nada da decisão.

  • Celero, a infraestrutura de dados PJs da América Latina, captou uma rodada série A de R$15mi liderada pela Headline com participação da Visa.

  • Vitrify, a startup criando uma plataforma de dados para crédito privado e organizando dados do mercado de capitais, capta rodada anjo de R$1mi.

  • Meta, não queria liberar o uso de IA de terceiros no WhatsApp - mas o Cade acabou de decidir que ou abre ou multa.

  • Pagsmile, a fintech conectando empresas globais a mercados emergentes, comprou 49% da a55 - enquanto aguarda autorização para comprar o resto.

*Conteúdo de marca parceira

Wix: entrando para o hall da fama dos M&As

O Wix foi chamado de louco quando decidiu pagar US$ 80 milhões por uma startup de 6 meses de vida e 6 funcionários. Menos de um ano depois, a Base44 chegou em US$100mi de receita recorrente anual e o deal entrou para o hall da fama das aquisições tech mais bem sucedidas da história!

  • Wix: plataforma de criação de sites, lojas e blogs por drag-and-drop. Fundada em Tel Aviv em 2006 e aberta na bolsa americana desde 2013.

  • Base44: plataforma no-code ou “vibe coding” que permite criar aplicativos web e mobile usando comandos em linguagem natural. Pasmém, construído por um só founder (Maor Shlomo), com ~90% do código feito com o Claude.

Apesar do tempo de payback impressionante, dos US$ 2 bilhões em receita em 2025, e das ações da Wix decolarem 30% nos últimos dias, a Wix amarga uma queda de 50% no último ano, sendo negociada abaixo US$ 5 bilhões de valor. O que levou a empresa a anunciar no melhor estilo “Se tu não quer, tem quem queira”:

a) Uma rodada de investimentos privada de $250 milhões com a Durable Capital Partners para recomprar as próprias ações.
b) Um leilão reverso dando aos acionistas a chance de vender suas participações para empresa com um prêmio de 10% sob o valor.

O futuro continua promissor, a batalha está longe de vencida. O mercado de vibe-coding está emitindo boletos mais rapidamente que o financeiro consegue emitir notas fiscais: o Replit chegou nos +$100mi em ARR, o Lovable cruzou os +$200mi, além da Bolt e Emergent terem cruzado a linha dos +$100mi.

🏆 Hall da Fama M&A

→ o Google pagou $1.65 bi pelo YouTube, que gerou $60 bilhões em receita anual no ano passado.
→ a Meta pagou $1 bi pelo Instagram, que gerou $37 bilhões em receita de ads no ano passado.
a Priceline pagou $135 milhões pela Booking.com, que hoje está avaliada em $46 bilhões.

STATS

+1 milhão

de pessoas estão se inscrevendo no Claude - ferramenta de inteligência artificial da Anthropic - por dia, todos os dias, desde o início da novela OpenAI, Anthropic e Pentágono. Assumindo que a Anthropic consiga atingir os mesmos 5-6% de taxa de conversão de usuários gratuitos para usuários pagos da OpenAI e que a mensalidade mais básica do Claude Code custe US$20/mês.

Então cada dia de novos usuários poderia gerar aproximadamente:

  • Novos usuários pagos por dia: ~55.000

  • Nova receita recorrente mensal gerada por dia (MRR): ~US$1,1 milhão

Se esse ritmo continuar por um mês:

  • Novos usuários pagos no mês: ~1,65 milhão

  • Receita recorrente mensal total (MRR): ~US$33 milhões

  • Receita anual recorrente estimada (ARR): ~US$400 milhões

Mas é bem possível que a taxa de conversão da Anthropic seja ainda maio, já que boa parte desses usuários não estão conhecendo IA pela primeira vez. Eles já foram evangelizados pela OpenAI mas tiveram sua confiança abalada - e agora estão em busca de um novo fornecedor.

🔥 DROP LIKE IT'S HOT 🔥

Para sua postura: esse app que desfoca a tela quando você fica corcunda.

Para designers um site que encontra besteiras na sua landing page

Para rir: o CEO do McDonalds tentando comer um novo hamburguer

Para admirar: a maior imagem já capturada da Via Láctea

Para ganhar a canequinha do Drops: preencha aqui como você tem usado IA.

CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Detector de destruição de empregos

Uso em potencial versus uso real de IA por área profissional

O CEO Dario Amodei, não poupa palavras quando tem a oportunidade de alertar o mundo sobre a perturbação e impacto que a sua própria tecnologia pode causar

Por isso, sob o lema da privacidade e abraçando na bandeira da transparência a Anthropic resolveu lançar o Índice de Exposição à IA: um relatório que monitora quais tipos de emprego de colarinho branco (de escritório) parecem mais vulneráveis à automação e quais já foram realmente afetados por inteligência artificial.

Como funciona: as métricas que a Anthropic leva em consideração:
(1) As tarefas específicas de uma ocupação;
(2) Uma estimativa de quais dessas tarefas podem ser executadas por LLMs
(3) Quais tarefas estão sendo de fato executadas por IA atualmente.

  • Entre as profissões mais expostas estão: programação e matemática, negócios e finanças, gestão, jurídico, artes e mídia.

  • Entre as profissões menos expostas estão: transporte, produção, manutenção de terrenos, instalação e reparos, construção, agricultura.

Mas não criemos pânico (ainda). Os trabalhadores em ocupações mais expostas não apresentaram taxas de desemprego significativamente maiores do que os trabalhadores em empregos considerados à prova de IA.

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