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Bom dia Droppers,

Hoje eu aprendi: como Bill Gates tem uma fortuna avaliada em US$ 105 bilhões e Musk tem US$ 788 bilhões, na prática, ele está mais próximo de você em termos de riqueza do que de Musk (já que a diferença para os dois é de +US$ 683 bilhões).

No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:

• SpaceX e xAI: uma fusão espacial voadora
• Trending: fala silenciosa da Apple
• Apple: o recorde dos iPhones
• Stats: Microsoft vale -$357 bilhões a menos!
• PicPay: deu Brasil na Nasdaq ontem
• Contra Dados Não Há Argumentos: OpenAI ou Anthropic

Dropped by Pedro Clivati e Renan Hamann
MUSKVERSO

SpaceXai: uma fusão espacial inteligente

Imagine o CEO da maior empresa espacial do mundo ligando para o CEO de uma das maiores empresas de IA do mundo e dizendo: que tal a gente se juntar e abrir IPO? Isso já aconteceu, só que o CEO das duas é o mesmo: Elon Musk decidiu que quer juntar a SpaceX com a xAI e bater o recorde de maior IPO da história.

A oferta pública inicial (IPO) quer arrecadar até US$ 50 bilhões e seria avaliada em +US$ 1,5 trilhão — superando o recorde da Saudi Aramco em 2019, que levantou ~US$ 29 bilhões.

+ SpaceX: está avaliada em ~US$ 800 bi
+ xAI: está avaliada em ~US$ 250 bi
= SpaceXai estaria avaliada em +US$ 1 trilhão antes de abrir capital.

A consolidação do império Musk pode fazer sentido não só por terem o mesmo CEO e poderem dividir o aluguel do escritório, mas porque a xAI precisa da infraestrutura que a SpaceX está construindo:

  • Data Centers Orbitais: com energia solar contínua sem restrições da rede elétrica. Resfriamento radiativo no vácuo. Sem disputas por licenças com as concessionárias. Sem risco de queda de tensão durante os horários de pico.

  • Data Center Voadores: os satélites Starlink estão sendo projetados como infraestrutura com capacidade de computação, com links ópticos de 1 Tbps, podendo atuar como data centers voadores.

Já a junção da SpaceX com a Tesla também não está fora de cogitação. A Tesla anunciou um investimento de US$ 2 bi na xAI e as sinergias entre ex-montadora de carros e futura montadora de robôs com a SpaceX também são claras:

  • Teslas: não são apenas carros, são computadores autônomos sobre rodas capazes de gerar dados visuais, espaciais e comportamentais do mundo físico, criando um dos datasets mais valiosos e impossíveis de replicar.

  • Optimus: os humanoides fizeram com que a inteligência artificial da xAI deixe de ser apenas software para virar hardware — e se tornar os primeiros habitantes do futuro escritório da SpaceX em Marte.

Musk já disse (em Davos na semana passada) que a computação de IA no espaço será mais barata do que na Terra dentro de 2 a 3 anos. Se os planos de Data Centers espaciais e voadores funcionarem, eles mudam a economia do jogo!

QUICK DROPS

Mundo Afora

  • Google: anunciou o seu primeiro agente para o Chrome — podendo levar navegação autônoma para 3,5 bilhões de usuários.

  • Amazon: está negociando um investimento na OpenAI que pode chegar a CINQUENTA BILHÕES em uma rodada que avalia a startup em US$ 830 bi.

  • OpenAI: está correndo contra o tempo para fazer um IPO ainda este ano (no quarto trimestre) e chegar ao mercado de ações antes da Anthropic.

  • Meta: bateu todas as expectativas do mercado, fechou 2025 voando e sobe ~15% na semana (mesmo aumentando a previsão de Capex para 2026).

AGENTES

Extraindo todo potencial (sem se dar mal)

Dropped by MATH

Antes a IA respondia; agora, ela faz. São os chamados agentes, e provavelmente você já ouviu falar. Mas talvez tenha algo que você não saiba:

  • 98% de quem começou a implementar IA, ainda opera sem governança

  • 67% dos CEOs usam IA, apenas 7% sabem como funciona. 
    Fonte: CEO Study, 32ª Ed.

O problema é que sem um certo controle ou – um controle certo – ela pode fazer não só o que sua empresa quer, mas também o que não quer, ou não deve. 

Se você quer aproveitar todo potencial da IA hoje, mas também se proteger de problemas legais, auditorias, riscos de marca, a equipe MATH preparou o caminho das pedras na Masterclass “Criar agentes de IA: segurança, governança e objetivos”.

Quando vai ser? Dia 4 de fevereiro às 9h00
Quem são os instrutores?: Thiago Dutra e Lourenço de Paula
Custo? For free, 0800, na faixa, vascão
Onde? No Zoom, com a inscrição aqui!

Fala Silenciosa da Apple

A empresa escolhida pela Apple pra receber o segundo maior cheque da sua história — atrás apenas da aquisição da Beats em 2014 — foi a Q.ai, uma startup israelense com uma tecnologia de “Fala Silenciosa” que irá receber US$ 2 bilhões.

  • O que a Apple explicou: que é uma tecnologia que detecta mudanças sutis nas expressões faciais e musculares para processamento de áudio em situações difíceis. Tudo isso usando câmeras, sensores de smartphones, fones de ouvido e óculos.

  • O que o Drops entendeu: é a tecnologia em que o usuário fala sem fazer som. Você apenas move a boca e um hardware decodifica o que você "disse" pelos seus músculos e sinais. Sem áudio.

A startup nem havia saído do stealth mode (ainda em sigilo), mas foi fundada pelo CEO Aviad Maizels, que antes disso participou da criação do FaceID. Agora os 100 funcionários ganharão o crachá da Apple e, provavelmente, uma missão de soltar o freio de mão e integrar sua tech nos Airpods e quem sabe na Siri.

RESULTADOS

Apple: um trimestre de recordes

Não dá pra cravar se a aposentadoria de Tim Cook é só rumor ou se tem um fundo de verdade. Mas se acontecer mesmo, pelos resultados do último trimestre o CEO da Apple sai pela porta da frente e de tapete vermelho.

O destaque segue sendo o iPhone, que mesmo com 20% de market share global ainda achou espaço pra crescer e teve o melhor trimestre da história. A divisão de Serviços também bateu recorde e a Apple comemorou +2,5 bilhões de dispositivos ativos.

Basicamente, pra esse report não importa o continente (já que todos cresceram o consumo), mas o setor:

📱 iPhone: vendeu US$ 85,27 bilhões (+23%)
💻 Mac: vendeu US$ 8,39 bilhões (-7%)
📑 iPad: vendeu US$ 8,60 bilhões (+6)
Wearable: vendeu US$ 11,49 bilhões (-2%)
☁️ Serviços: vendeu US$ 30,01 bilhões (+14%)

Com isso, a receita total cresceu 16% ano a ano e chegou a US$ 143.8 bilhões, dos quais US$ 54 bilhões viraram fluxo de caixa operacional e US$ 32 bilhões voltaram em dividendos aos acionistas.

QUICK DROPS

Brasil Adentro

  • Nubank: recebeu bandeira verde dos órgãos americanos para operar como um banco nos Estados Unidos.

  • Revena, a healthtech aplicando IA no ciclo de receita hospitalar, capta rodada de R$ 40 milhões liderada pela Canary.

  • B2Finance a brazuca especializada em terceirização de processos financeiros e contábeis, é adquirida pela multinacional americana H&CO.

  • MediQuo, a healthtech especializada em telemedicina e saúde digital, capta rodada de R$ 8,4 milhões com a Algar Telecom.

STATS

-$ 357 bilhões

é quanto a Microsoft perdeu em valor de mercado somente no dia de ontem. As ações da big tech despencaram ~12% depois de ela apresentar os resultados trimestrais. A empresa superou as metas expectativas dos analistas, mas deixou escapar um detalhe sórdido de todo esse sucesso:

45% dos US$ 625 bilhões em receita futura de contratos cloud já assinados da Microsoft vem de um só “cliente”, a OpenAI.

Você leu certo: US$ 250 bilhões de RPO da Azure é da mesma cliente que também é investida, fornecedora e teve uma receita recorrente de US$ 20 bilhões no ano passado.

O detalhe não passou despercebido pelos investidores, que fizeram a Microsoft registrar um dos seus piores dias na história (-11,9%), comparável ao pior dia da sua trajetória: a queda de -14,7% em 2020 durante a crise do COVID-19.

INDIQUE O DROP

Sextou (e indicou)

Sem mais delongas: hoje é o último dia para indicar o TechDrop, elevar o QI da internet e somar pontos para ganhar:

🥇 Prêmio 01 - Ray Ban da Meta (Wayfarer) - que vale R$3.299
🥈 Prêmio 02 - Alexa (Echo Show 5) - que vale R$ 629
🥉 Prêmio 03 - Headset Havit H2002d - que vale R$ 149

Lembrando que são válidas as indicações feitas (e confirmadas) entre os dias 7 e 30 de janeiro.

IPO

PicPay: deu Brasil na Nasdaq ontem

Depois de quatro anos sem empresas brasileiras abrindo capital nos Estados Unidos, a fintech PicPay pintou a Nasdaq de verde e amarelo e estreou sua oferta pública inicial captando ~US$ 500 milhões sob o ticker $PICS ( ▼ 5.26% ).

A ex-startup e atual empresa pública nasce com um valor de mercado de US$ 2,6 bilhões — múltiplo de 12x o lucro projetado para este ano e em linha com outros brazucas com passaporte gringo: Inter (12x), Nubank (18x).

Os irmãos Batista, que controlam o PicPay por meio da J&F Investimentos, estavam lá para tocar a campainha. A dupla ficará com 71% do capital da empresa depois da oferta, mas mantém o controle com 98% dos votos.

O CEO Eduardo Chedid também estava lá. O veterano já foi CEO da Elo, teve passagem pela Visa, pela Mastercard, pela Cielo e agora atua como comandante da nova fase da fintech.

O que o mercado viu de valor no PicPay?

  • Principalidade: 1/3 dos 66 milhões de clientes tem o banco digital como principal solução bancária, com +50% da sua renda mensal pagando contas e fazendo gastos com o PicPay.

  • Inovação: a solução de PIX crédito em cartões de terceiros. Em outras palavras, o cliente pega emprestado parte do seu limite de cartão de outro banco para fazer um pagamento via PIX no PicPay. O risco de crédito fica com o outro banco; o juro fica no PicPay.

  • Crédito: com garantias e produtos colateralizados, como consignado e antecipação do saque-aniversário FGTS.

Agora, resta descobrir se o vem que a água tá quentinha sucesso da PicPay vai servir de exemplo para outras startups brasileiras na fila do IPO tomarem coragem para encarar o mercado público de ações (seja aqui na B3 ou lá na Nasdaq/NYSE).

CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Quem está ganhando a corrida da IA para Startups?

Uma das maiores fintechs dos EUA (Mercury) resolveu olhar para usa base de clientes para conferir qual o primeiro modelo de IA escolhido pelas startups e percebeu que a vibe está mudando:

Em 2022, a OpenAI tinha ~75% de market share e a Anthropic ~25%
Em 2026, a OpenAI tem ~25% de market share e a Anthropic tem ~75%

A escolha do modelo que será utilizado por uma startup, pelo menos no primeiro trimestre, vem dos seus desenvolvedores. Já nas grandes empresas, as decisões técnicas são motivadas por outros fatores.

  • A tendência mostra que o Claude Code acertou PMF (product-market-fit) em cheio na comunidade de programadores e, neste nicho, está em crescimento acelerado.

  • A OpenAI, por outro lado, é a queridinha dos consumidores finais (B2C) e se tornou sinônimo de IA para toda a demografia de usuários.

Também é provável que, quando não está angariando mais investimentos para a OpenAI, Sam Altman provavelmente esteja usando seus contatinhos para chegar nas empresas da Fortune 500 — as quinhentas maiores empresas americanas, não inclusas nesse report.

O que achou da edição de hoje?

Lemos tudinho!

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