Bom feriado, Dropper!
Hoje eu aprendi: que uma picada semanal na barriga está gerando mais receita que a indústria inteira de inteligência artificial. Enquanto a Anthropic e OpenAI venderam US$ 29 bilhões em 2025, o Ozempic e o Mounjaro venderam US$ 71 bilhões - isso com apenas 2% de penetração no mercado potencial.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• Big Tech: os resultados da Amazon, Microsoft, Meta e Google
• Trending: aprendendo com Snap
• Uber: quer ser mais que um app de carona
• Stats: a Meta de Musk
• Apple: recorde atrás de recorde
• Contra Dados Não Há Argumentos: CAPEX e CLOUD

Big Tech is BIG
O quarteto fantástico tech apresentou os resultados trimestrais no mesmo dia!

Na quarta, quatro das maiores empresas de tecnologia do mundo apresentaram os resultados do último trimestre e os planos para os próximos. A história de todas é parecida: Amazon + Meta + Microsoft + Google valem uma fortuna, ganham uma fortuna e agora também estão gastando uma fortuna!
Quão big são as big techs? Juntas, a Amazon + Meta + Microsoft + Google representam ~15% do mercado de ações americano (o maior do mundo), com um valor de mercado somado de US$ 11,5 trilhões de dólares (5x o PIB brasileiro). Elas geram US$ 1,35 trilhão por ano (igual à economia da Austrália).
Um resumão do que a gente acha que você não pode perder:
Ganhando uma fortuna: as quatro registraram receitas combinadas de aproximadamente US$ 430 bilhões. A Amazon na liderança ($181bi, +17%), seguida pelo Google ($110bi, +22%), depois Microsoft ($83bi, +18%) e por fim a Meta - que apesar de última é a que mais cresceu ($56bi, 33%).
Gastando uma fortuna: somente durante o primeiro trimestre, as quatro alocaram US$ 133 bilhões em investimentos em IA (datacenters, chips, energia, talentos) sem planos de pisar no freio. Elas devem gastar ~US$ 725 bilhões no ano. Até 2028, o Morgan Stanley estima que elas vão gastar US$ 2,9 trilhões.
Apesar da planilha estar completamente verde com todas as metas batidas e expectativas atendidas, nada disso é garantia de que os investidores continuem comprados na tese. Seguindo os anúncios, a Meta despencou -10%, Microsoft despencou -4%, enquanto Google subiu +7% e Amazon se manteve estável.
Detalhe: mesmo com todo mundo deixando claro que vai gastar ainda mais com data centers nesse ano, as ações da Nvidia deslizaram (-5%). Justamente porque a galera avisou que parte dos investimentos vai para desenvolvimento e produção dos próprios chips.
→ MoneyDrop: ouviu +5 horas de earnings calls, analisou milhares de linhas na planilha DRE para resumir tudo isso em 5 minutinhos para qualquer leigo entender.
Mundo Afora
Google: deixou escapar sutilmente que os anúncios pagos estão chegando no seu chatbot de IA (Gemini) e no resumo de IA (resultados de buscas).
Amazon: depois de ter demitido 30.000 funcionários, abriu vagas para contratar 11.000 engenheiros e estagiários.
1X: a empresa construindo robôs humanoides nos EUA abre primeira fábrica no país e prevê 10 mil unidades no primeiro ano.
Anthropic: está aproveitando o hype para captar mais uma rodada de investimentos antes do IPO que a avaliaria em US$ 900 bilhões.
Stripe: conseguiu construir e apresentar 288 lançamentos de novas funcionalidades e produtos essa semana.
Instagram: está fechando o cerco contra os agregadores de contas que só republicam conteúdo que não criaram - e elas não serão mais recomendadas.
O que mais vale no Vale?
Uma curadoria do Drop do BSV 2026 — a um email de distância
Não é o clima de São Francisco, nem o moletom dos founders. É a informação que circula nos palcos (e nos bastidores). Por isso, a gente passou 3 dias com alguns dos principais founders tech no Brazil At Silicon Valley — e reuniu os principais insights em um PDF direto ao ponto.
São cases, histórias e aprendizados desse time aqui, dá uma olhada:
Pedro Franceschi, Co-Founder do Brex: Reconstruindo por dentro no modo AI-native
João Moura, CEO da CrewAI: A oportunidade real da IA além da infra
Mike Krieger, CPO da Anthropic e Co-founder do Instagram: Lições e aprendizados do Instagram para a Anthropic
Scott Brady, Professor de Stanford: O que vem depois da IA separar a produção econômica do trabalho humano
Astro Teller, CEO da Moonshot Factory (Alphabet): O que é preciso pra inovação real acontecer
Bill McDermott, CEO da ServiceNow: A agentificação de tudo
Michael Snyder, David Feinberg, Nigam Shah (Stanford / Oracle Health): IA como motor da revolução da medicina preventiva
Pra ver em bullets os principais insights, dados, tendências e principalmente o que fazer com tudo isso agora, vale baixar o material completo aqui →
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Lições de Vida do Snapchat
Nas últimas semanas o CEO do Snapchat completou o tour dos podcasts tech: foi no Lenny's Podcast, apareceu no David Senra e foi tomar um chopp com os irmãos do Stripe e tudo mais.
A gente compilou os principais insights de +10 horas de conteúdo dos +15 anos de liderança de Evan Spiegel para você aprender com quem conseguiu chegar no +1 bilhão de usuários ativos mensais:
Software não é barreira competitiva: o Snap aprendeu isso há tempos quando teve várias de suas funcionalidades (Stories, Lenses, Snap+) clonadas por competidores. O que é difícil de copiar é o ecossistema (desenvolvedores, criadores) e hardware.
Distribuição é o principal gargalo: os dois únicos produtos sociais que deram certo depois do Snap foram o TikTok e Threads. O primeiro precisou investir bilhões em mídia paga e o segundo usou o alcance do Facebook e Instagram. A distribuição orgânica acabou!
Qualidade > Quantidade: o conhecimento comum dizia que quanto mais melhor, assim o network effect realmente funcionaria. O Snap descobriu que focar nos melhores amigos cria conexões mais valiosas que focar na quantidade deles.
Estrutura Horizontal: para ter as melhores ideias, você precisa ter muitas ideias. O time de design do Snap apresenta centenas de ideias todos os meses para Evan - que acredita que essa estrutura de alta velocidade e pouca hierarquia é o que permite o Snap inovar em escala.
Uber expandindo as viagens
O app de caronas agora também é app de hotéis, viagens, ski, logística, etc

Dara Khosrowshahi passou 12 anos como CEO da Expedia antes de assumir o Uber no lugar do controverso fundador Travis Kalanick. Desde que tomou o trono do ride-sharing, fez da sua missão expandir de um simples app de caronas para um super-app da mobilidade. O próximo passo nessa jornada foi dado agora: viagens, hotéis e, claro, IA.
Além dos carros autônomos, as novas apostas do Uber incluem:
(i) fretes,
(ii) serviços de motorista particular,
(iii) esquí,
(iv) entregas de supermercado,
(v) táxis aéreos totalmente elétricos (em parceria com a Joby Aviation).
Segundo o CTO da Uber, Praveen Neppalli Naga, tradicionalmente todos esses novos produtos levariam pelo menos um ano para serem desenvolvidos. Mas como inteligência artificial cortou o tempo de desenvolvimento pela metade, o Uber aproveitou para dobrar a quantidade de lançamentos:
Reservas de hotéis com Uber em parceria com a empresa que Dara comandava anteriormente (Expedia), o Uber vai disponibilizar 700.000 opções de hotéis e deve adicionar as opções do Vrbo (um concorrente do Airbnb) ainda este ano.
Fale com o Uber: se você achou que as letrinhas mágicas passariam despercebidas, achou errado. Em parceria com a OpenAI, o app criou um chatbot de voz de IA que permite que usuários façam reservas conversando.
Compre com o Uber: o Rappi que se cuide, essa nova funcionalidade permite realizar compras em lojas que nem sequer estão no app. Basta enviar fotos e detalhes para um assistente de compras pessoal e pagar o preço do item.
Peça com o Uber: esse serviço de quarto com entrega na porta do hotel de itens essenciais de viagens e frequentemente esquecidos como a tal da pasta de dente.
PitStop com o Uber: quer parar no caminho do trajeto para comer um McDonalds ou tomar um Starbucks? Clientes Uber Black x Black SUV podem adicionar itens do Uber Eats para os motoristas pegarem no caminho.
Reservas de mesa com Uber: em parceria com a OpenTable, usuários poderão reservar mesa em restaurantes diretamente pelo app.
A maioria das funcionalidades, por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos, mas assim que validadas, o plano é expandir internacionalmente.
Brasil Adentro
Elevify, o Spotify da educação, com +25k cursos e +250k alunos, capta rodada seed de US$ 1,35 milhão com a Newtopia, GP, Lotux e Malta Enterprise.
Nordeste já se tornou a segunda maior região em número de startups no Brasil (atrás do Centro-Oeste), com 15 dessas startups captando +R$ 2 bi.
WePinkSpoiler, a marca de itens de beleza da influenciadoraVirginiaViih Tube, faturou R$ 324k na sua primeira live no TikTok Shop e projetou R$ 50 milhões no primeiro ano.Draiven, a startup usando IA para transformar dados corporativos em decisões estratégicas, capta R$ 3 mi em rodada liderada pela Asterismus Cap.
Get In, o app para descobrir e reservar mesa em restaurantes é a mais nova aquisição do iFood por valor não revelado.
STATS
1 milhão de habitantes
e
7,5 trilhões de dólares
são as novas metas aprovadas pelo conselho da SpaceX para o CEO Elon Musk, que precisa criar uma colônia permanente no planeta Marte com pelo menos 1 milhão de habitantes e atingir um valor de mercado de US$ 7,5 trilhões de dólares.
Para fins de comparação, apenas 12 das 27 capitais brasileiras possuem mais que um milhão de habitantes e apenas 2 países no mundo possuem um PIB maior que US$ 7,5 trilhões (EUA e China)
Se conseguir o impossível, Musk receberá 200 milhões de ações Classe B, que carregam 10 votos cada contra 1 voto das ações ordinárias (Class A). Em outras palavras, mesmo se tornando uma empresa de capital aberto, Musk garante que nenhuma assembleia de acionistas possa tirar seu controle.
O lado positivo, para Musk, é que a meta não tem prazo definido.
Apple: prosperando sem IA
Superando expectativas até dos mais otimistas nos resultados trimestrais

Todo mundo já ouviu a mãe falar “você não é todo mundo”. A Apple levou isso ao pé da letra e foi contra toda manada das big techs que investiram o que podem e o que não tem em IA. No primeiro report desde que anunciou a troca do CEO, os números mostram para investidores e droppers que essa foi a decisão correta.
Ainda sob o comando de Tim Cook (que deixa a posição em setembro), a empresa não treinou seu próprio modelo, não lançou seu próprio chatbot, não investiu bilhões em capex, não comprou a narrativa de IA acima de tudo e de todos - e mesmo assim gerou:
Por trimestre: US$ 111,1 bilhões
Por mês: US$ 37 bilhões
Por semana: US$ 8,55 bilhões
Por dia: US$ 1,23 bilhão
Por hora: US$ 51,4 milhões
Por minuto: US$ 857 mil
Por segundo: US$ 14 mil
Não vamos nem converter para o Real para caber na sua telinha.
O que mais surpreende é que a Apple segue crescendo a dois dígitos no mundo todo, mesmo já tendo escala e dominância há anos.
iPhone: surfou o boom do modelo 17 e bateu recorde de vendas
Mac: também superou expectativas graças ao Macbook Neo
iPad: você pode não lembrar ou vê-lo por aí, mas também cresceu
Serviços: alcançaram mais um recorde histórico
Wearable, Home e Acessórios: superaram expectativas com US$ 7,9 bi.
Sim, todas as linhas de receita da Apple performaram melhor que os analistas de Wall Street esperavam e tudo isso sem perder a margem brutal bruta de 49,3% (vs. 48,4% esperado), o que gerou US$ 28 bilhões em fluxo de caixa operacional. O desafio vai ser manter isso com os preços de memórias e transporte subindo.
Entre as batatas quentes que ficarão para o novo CEO John Ternus estão: como integrar IA no ecossistema Apple e finalmente deixar a Siri inteligente, como conseguir acesso a hardwares cada vez mais escassos e como seguir global em um globo cada vez mais tenso.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
CAPEX
Quanto as big techs estão gastando (com IA):

CLOUD
Quanto as big techs estão ganhando (com a nuvem):

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