Dia, Droppers! Hoje eu aprendi: que ontem foi aniversário de 50 anos de Star Wars — um bom dia para lembrar que George Lucas foi um dos primeiros diretores a negociar um contrato com salário menor em troca dos direitos de vender merchandising. Desde então, a franquia gerou +US$ 20 bilhões em receita de produtos e boa parte foi para os bolsos de Lucas. #queagranaestejacomvoce

No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:

• Jeff is back: o plano de US$ 100 bilhões de Bezos
• Trending: Terafab está ON!
• Big Tech, Big Carbon: comprando créditos de carbono
• Stats: US$1 trilhão do Nubank
• Cowgorithm: a IA fazendeira
• Contra Dados Não Há Argumentos: Frete Espacial

Dropped pelos humanos Pedro Clivati e Renan Hamann

Jeff Bezos is Back

O founder e ex-CEO da Amazon está levantando US$ 100 bilhões para comprar fábricas e automatizá-las com IA

img via Bankless

Há trinta anos, Jeff Bezos largou o crachá de VP em um hedge fund de Wall Street para criar uma startup focada em revolucionar as compras online. Funcionou: a Amazon hoje é o maior e-comm do mundo com +US$ 2,2 trilhões de market cap. Agora ele está de volta, trocando as compras pela manufatura, as lojas pelas fábricas e a internet pela IA.

Project Prometheus é a peça-central. Uma startup fundada por Bezos e Vik Bajaj em novembro, que já nasceu com um investimento pessoal de +US$ 6 bilhões e +120 funcionários recrutados de OpenAI, DeepMind, e Meta.

A promessa? Desenvolver "IA para a economia física", ou seja, IA que aprende com ambientes do mundo real e materiais físicos, não apenas com textos e imagens.

Bezos embarcou em um tour pelo Oriente Médio e Singapura para convencer investidores a participarem de um fundo de US$ 100 bilhões para a compra e automação de fábricas. Para medir o tamanho da ambição de Bezos, basta olhar para:

  • Os maiores fundos de aquisição (buyout funds) da história levantaram entre US$ 25-29 bilhões.

  • O único outro fundo de US$ 100 bilhões foi o da SoftBank, que registrou um prejuízo de US$ 32 bi em um único ano e fez o CEO Masayoshi Son pedir desculpas publicamente.

  • A fortuna pessoal de Bezos está avaliada em ~US$ 220 bilhões. O fundo representaria quase metade do que um dos homens mais ricos do mundo acumulou até hoje.

A Amazon sozinha movimenta +US$ 700 bilhões por ano e emprega +1,5 milhão de funcionários. Somente nesse parquinho de experimentações, Bezos já implementou +750k robôs, substituiu caixas de supermercado por câmeras, entregadores por drones e funcionários por robôs.

O setor manufatureiro dos EUA movimenta US$ 3 trilhões e emprega 113 milhões de pessoas — e Bezos acredita que consegue aplicar o mesmo playbook da Amazon nesse mercado!

Mundo Afora

  • Super Micro: depois do escândalo do founder contrabandeando chips da Nvidia para a China, decidiu fazer trocas na liderança.

  • Elon Musk: foi considerado culpado de “enganar investidores” do Twitter para fazer a aquisição da rede social por um valor mais baixo.

  • OpenAI: a mesma empresa dizendo que seu produto vai substituir o emprego da galera agora vai dobrar a força de trabalho para 8.000 funcionários.

  • Amazon: mais de uma década depois do fracasso do Fire Phone, o maior e-comm do mundo está ensaiando voltar ao mercado de smartphones.

Como está o cenário de contratação global em 2026?

Dropped by Deel

Um dos empregos que mais cresce no mundo mal existia no LinkedIn até 5 anos atrás. Agora, são mais de 600 organizações contratando os “AI trainers”.

Segundo o Global Hiring Report 2026 da Deel, só no ano passado, as vagas para treinadores de IA cresceram 283% no mundo todo. O estudo analisou mais de 1M de contratos de trabalho em mais de 37.000 empresas, de 150 países diferentes para entender como o trabalho remoto global está reorganizando salários, moedas e fluxos de talento.

Descubra qual é a moeda que mais está ganhando força nas contratações globais, e se os talentos especializados estão conseguindo sobreviver à pressão por redução de custos nas startups. Baixe o report aqui!

TERAFAB

Musk não gosta de depender de terceiros e prefere produzir tudo dentro de casa da fábrica. Foi assim com os carros elétricos, com os foguetes reutilizáveis… não seria diferente com os chips. Para isso, ele lançou oficialmente a Terafab o projeto de fabricação mais ambicioso desde o Projeto Manhattan.

A fábrica vai ficar em Austin (Texas), custar US$ 20 bi e produzir hardware para Tesla, SpaceX e xAI em escala gigantesca.

Para Musk, esse é o próximo passo para nos tornarmos uma civilização galáctica:

  • Objetivo inicial: produzir 100.000 wafers de silício por mês — chegando a 1 milhão no futuro.

  • Potência de saída desejada: +1 terawatt (1 TW) de computação por ano para FSD, Optimus, Grok, Dojo e Starlink.

  • Integração vertical com autoaperfeiçoamento recursivo

  • 80% dos chips enviados para o espaço para centros de dados movidos a energia solar (lançados pelas naves Starship)

  • 20% dos chips restantes permanecem na Terra para robôs humanoides, robotaxis e veículos autônomos

Para colocar em perspectiva: os Estados Unidos consomem em média ~0,5 terawatts de energia. A megafábrica vai gerar 1 terawatt por ano. Em outras palavras: vai precisar de energia suficiente para abastecer aproximadamente os EUA duas vezes.

Big tech, big carbon!

A compra de créditos de carbono virou um grande negócio no meio da explosão da IA

Ninguém concorda com o número, mas todo mundo concorda que o boom da IA elevou a emissão de poluentes. Side effect: as big techs começaram a investir pesado na compra de créditos de carbono — basicamente pagando para compensar o CO₂ que seus data centers estão despejando no mundo.

A quantidade de créditos comprados pela Microsoft, Amazon, Google e Meta tem explodido ano a ano desde quando o primeiro chatbot de IA chegou no mercado:

  • De 2022 para 2023: de 14 mil para 12 milhões = +84.929% (explodiu)

  • De 2023 para 2024: de ~12 milhões para ~24 milhões = 105,04% (dobrou)

  • De 2024 para 2025: de ~24 milhões para ~68 milhões = 180,33% (~triplicou)

Sem querer querendo, sabe quem está unicamente posicionado para tirar proveito desse boom de carbon credits por causa do potencial de restauração florestal, abundância de terras degradadas para recuperar e um sistema regulatório/financeiro cada vez mais formal? Well well well, Brazeeel!

  • Google comprou 250k créditos de remoção de carbono da Mombak

  • Microsoft concordou em comprar até 1,5 milhão de créditos da Mombak

  • Meta assinou um contrato de até 3,9 milhões de créditos com a divisão florestal do BTG Pactual.

Mombak, a startup convertendo pastagens degradadas em floresta tropical está se beneficiando da busca por qualidade:

  • Antes: compradores adquiriam créditos sem entender o produto, o que às vezes resultava em projetos fraudulentos e jogava o preço por tonelada para -US$ 10.

  • Agora: com um sistema de verificação de créditos de alta integridade (REDD+), a Mombak e BTG chegaram a um preço premium de US$ 50-100 por tonelada.

Com a Amazônia sendo o maior “neutralizador” de carbono natural do mundo, o Brasil tem o potencial de suprir quase 50% da demanda global projetada para o mercado de carbono até 2030 e gerar US$ 320 bilhões nas próximas três décadas.

Brasil Adentro

  • O inbound morreu!* Se você caiu no clickbait, sabe que o tráfego orgânico caiu e a forma de fazer inbound mudou. Até a HubSpot sentiu e teve que mudar o playbook. Mas você já pensou fazer uma call com o chefão do HubSpot sobre a sua própria estratégia de marketing? Se você vai no CMO Summit 2026, pode ser sua chance. Candidate-se aqui e concorra!

  • Empoderamento Adolescente, a edtech ensinando soft skills a jovens, passa por uma fusão com a Wizard, de educação em inglês.

  • GigU, o aplicativo para entregadores de apps avaliarem se uma corrida vale a pena financeiramente, venceu a competição de pitches no SXSW.

  • Eluvi a traveltech conectando influenciadores a empresas do setor de turismo, capta rodada de R$ 2,5 mi com a Smart Money Ventures e outros.

  • Desktop, a maior provedora de serviços de internet (ISP) do estado de SP, é adquirida pela Claro por R$ 4 bilhões e se torna a última a deixar a bolsa.

*Conteúdo de marca parceira

STATS

US$ 1 trilhão

É o tamanho do mercado endereçável do Nubank nos Estados Unidos se o roxinho focar em cartões para jovens e créditos estudantis em alguns estados americanos. O que explica e muito a decisão do banco digital de expandir pra lá:

  • Se o Nubank conquistar 1% desse mercado, atinge US$ 10 bilhões — o que representa 30% da sua carteira no Brasil.

  • Se o Nubank conquistar 2% desse mercado, atinge US$ 21 bilhões — o que representa 60% da sua carteira no Brasil.

Somente os três estados onde a maioria da população é hispânica — Califórnia, Texas e Flórida — possuem um PIB maior que o Brasil inteiro. Ou seja, o Nubank não precisa capturar 60% do mercado para ter o mesmo sucesso que teve por aqui.

via Pipeline

Desconfiando que sua empresa paga mais do que deveria em planos de celular?

Dropped by Salvy

Então você precisa conhecer o Salvylock Homes Diagnóstico de Faturas da Salvy! Os detetives da Salvy entraram em ação no Summer Release 2026 e fizeram o que parecia impossível na telecom corporativa atual:

Saber exatamente quantos planos estão subutilizados (independente da operadora) e quais são as possibilidades de otimizar custo — sem precisar gastar com consultorias externas. Simples assim.

A IA da Salvy audita todas as faturas e te entrega em minutos quanto e onde dá pra economizar. E ainda dá pra gerenciar todas as linhas — mesmo de outras operadoras — direto na plataforma da Salvy.

Bota o detetive pra trabalhar e descubra como otimizar Telecom com o Diagnóstico de Faturas. Seu time de TI e financeiro agradecem.

Cowgorithm™, a IA fazendeira

Uma startup que produz colares inteligentes para vacas foi avaliada em US$ 2 bilhões

Apesar do “agro ser tech”, o setor não é o primeiro que vem à mente quando pensamos em tecnologia… mas o que acontece quando os mesmos fundamentos e tecnologia dos smartphones chega nos campos? Uma fazenda automatizada com IA que opera ~quase~ de forma autônoma.

Halter é a agtech neozelandesa que desenvolveu um colar inteligente para vacas e está levantando uma rodada de investimento liderada pelo Founders Fund (de Peter Thiel) que coloca seu valuation >US$ 2 bilhões.

A startup desenvolveu (e patenteou) um algoritmo proprietário que é literalmente chamado Cowgorithm e roda praticamente toda a operação da pecuária:

  • Fazendeiros abrem o aplicativo nos seus smartphones

  • Clicam no botão que ativa uma vibração e um som no colar das vacas

  • As vacas caminham em direção ao posto de ordenha

  • E ainda cria cercas virtuais para controle de rebanhos

Além disso, o colar também monitora a digestão, os ciclos de fertilidade e os padrões de saúde em tempo real, usando machine learning treinado no comportamento de centenas de milhares de animais. Os resultados são expressivos:

→ Economia de 20-40 horas de trabalho por semana
→ Equivale a 1 funcionário a menos para cada 400 vacas
→ +15-20% de aproveitamento de pastagem
→ ROI de 30-50x, segundo dados da empresa

A startup vende o hardware (colar inteligente) e o software (assinatura mensal recorrente). Estima-se que sua receita anual esteja na casa dos US$ 90 milhões.

PS: só nos EUA, +17.700 quilômetros de cercas virtuais já foram criadas — uma economia de US$ 220 milhões.

Neste mês você pode garantir o laptop mais cobiçado do momento apenas indicando o TechDrop pros seus amigos, conhecidos, colegas de trabalho, cachorro, papagaio e todos aqueles que você quiser deixar mais bem informado!

Cada um que indicar = +1 número no sorteio. Clica aqui pra pegar seu link e participar!

CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

O Custo do Frete Espacial

A redução no custo por quilo (em dólares) do lançamento de cargas para o espaço ao longo do tempo.

A moda entre as big techs agora é colocar data centers no espaço. Depois que Elon Musk anunciou os planos da SpaceX para abastecer a demanda inesgotável por energia, chips e poder computacional da inteligência artificial, virou moda:

  • Tesla já pediu autorização para lançar 1 milhão de satélites para data centers.

  • Blue Origin, a empresa espacial de Jeff Bezos, lançou o Project Sunrise planejando até 51.600 satélites para data centers em órbita.

  • Google lançou o Project Suncatcher com satélites-protótipos testando hardware de IA já em 2027.

  • NVIDIA anunciou a plataforma Space-1 Vera Rubin para data centers orbitais de IA.

Enquanto os mais otimistas (Musk) preveem isso para os próximos anos, outros mais realistas (Bezos) dizem que pode levar ~10 anos. Independente do prazo, os planos só são possíveis pela diminuição do custo de levar cada kg de massa para o espaço:

Em 1980, levar 1 kg a órbita custava ~US$ 65.000
Em 1990, custava ~US$ 10.000
Em 2010, custava ~US$ 1.000
Em 2030, vai custar US$ 10-20

A queda de +4.000x no custo foi possível porque a SpaceX tornou foguetes reutilizáveis.

O que achou da edição de hoje?

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