Bom dia, Dropper! Hoje eu aprendi: que já tem tanto CNPJ no Brasil que as combinações estão quase acabando. Por isso, a partir de julho os CNPJs adotarão o modelo alfanumérico (um mix de letras e números) pra um pesadelo comparável ao bug do milênio para os devs, que precisarão atualizar todos os sistemas. Sentiremos saudades “mil contra”.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• Nvidia: em busca do primeiro trilhão
• Trending: festa de despedida na Disney
• Apple: dois produtos, uma estratégia.
• Stats: 22,2 milhões do iFood
• Stablecoins: tendo seu momento
• Contra Dados Não Há Argumentos: Google Maps X Apple Maps

Nvidia em busca do 1º trilhão
Os planos da fabricante de chips para chegar ao primeiro trilhão de dólares em faturamento já no ano que vem

É quase um Super Bowl dos nerds, mas em vez de futebol americano e um astro do pop no intervalo, 30 mil pessoas de +190 países se reúnem na Nvidia GTC Conference 2026 para ver Jensen Huang falar sobre os planos de dominação global da empresa mais valiosa do mundo.
O destaque do evento ficou com a nova linha de CPUs da fabricante de GPUs. Tudo otimizado pra IA, claro.
GPUs: são os chips capazes de lidar com muitas tarefas simultaneamente — ideal para treinamento de dados massivos e novos modelos de IA.
CPUs: são os chips capazes de ordenar tarefas logicamente — ideal para inferência. Em outras palavras, suportar o uso contínuo dos agentes.
A Nvidia aposta que os chips que a colocaram no topo (US$ 4,5 trilhões de valor de mercado)… não serão necessariamente os mesmos que a levarão aos US$ 9 trilhões.
Jensen sabe: nos agentes está a chave pra crescer ainda mais e dominar o mercado de CPUs pode ajudar bastante nisso — e hoje quem domina essa área são a Intel (60%) e a AMD (24%).
Nos últimos meses, a OpenAI colocou o agente Operator dentro do ChatGPT, a Anthropic lançou Claude Code e Cowork, a Microsoft colocou o Copilot Cowork onde conseguiu no 365, o Google colocará o Gemini em todos os novos smartphones Samsung e até a Apple quer transformar a Siri em agente.
Apesar dos desafios, o CEO da jaqueta de couro preta está otimista: Jensen espera que a demanda entre a nova (Vera) e a antiga (Blackwell) geração de chips chegue a US$ 1 trilhão já no ano que vem.
Mundo Afora
AWS: a hyperscale cloud da Amazon dobrou a sua projeção de US$ 300 bi para US$ 600 bi de receita anualizada na próxima década.
Apple adquiriu a MotionVFX, uma startup que desenvolve plug-ins, modelos e recursos avançados para o software de edição de vídeo Final Cut Pro.
OpenAI: anunciou que decidiu atrasar o lançamento do “modo adulto” no ChatGPT — mas deixou claro que não pretende desistir da ideia.
Telecom cada vez mais diferente
Dropped by Salvy
Fun (not so fun) fact: Segundo a Gartner, ~85% das faturas de telecom corporativa têm esqueletos no armário — planos ultrapassados, linhas subutilizadas, bloqueios com cobrança... Para empresas com múltiplas linhas e CNPJs fica quase impossível auditar decifrar.
Quase, porque existe a Salvy. Nos seus releases semestrais de produto, a operadora de telecom da nova geração não cansa de trazer novas soluções para dar mais transparência para gestores de TI e financeiro tomarem melhores decisões.
O destaque do Summer Release 2026 é o Diagnóstico de Faturas. Independente da sua operadora, em poucos minutos a IA da Salvy vai investigar tin-tin por tin-tin para te mostrar as oportunidades de otimizar custos e, claro, melhorar a sua gestão.
Veja as principais inovações da telecom corporativa clicando aqui, porque ainda tem mais: eSIM Global e alertas real time.

Festa de Despedida na Disney
Depois de 20 anos sentando na cadeira de chefe do Mickey, Bob Iger está finalmente deixando o cargo de CEO da Disney. Foi durante seu mandato de duas décadas que a Disney completou:
Aquisição da Pixar em 2006 por US$ 40 bilhões
Aquisição da Marvel em 2009 por US$ 13 bilhões
Aquisição da Lucasfilm em 2012 por US$ 12 bilhões
Aquisição da 21st Century Fox em 2019 por US$ 45 bilhões
Foi também sob seu comando que a Disney entrou na era do streaming com a Disney+ e expandiu seus parques temáticos para o oriente, com o Shanghai Disney Resort.
No seu lugar, entra o veterano e prata da casa Josh D'Amaro, que está na empresa desde 1998 e estava liderando os parques temáticos da Disney — por sinal, a divisão mais lucrativa atualmente.
PS: quando a Disney comprou a Pixar, sabe quem era o sócio majoritário? Steve Jobs!
Apple: dois produtos, uma estratégia
No aniversário de 50 anos da empresa fundada por Steve Jobs, uma nova estratégia para os próximos 50 anos.

Não é mentira: no dia 1o de abril a Apple vai apagar velinhas e comemorar 50 anos de vida. Muita coisa rolou desde que os Steves (Jobs e Wozniak) criaram a empresa e os dois últimos lançamentos (MacBook Neo e o AirPod Max) contam muito sobre a estratégia da empresa para o próximo meio século.
São 50 anos de vida, 20 anos de MacBook e 10 anos de AirPod.
Desde então…
MacBook: a Apple vendeu +300 milhões de unidades, passando dos US$ 250 bilhões em faturamento num produto com ~30-40% de margem.
Airpods: estima-se que a Apple tenha vendido +700 milhões de unidades e faturado algo próximo de US$ 100 BILHÕES com uma linha que tem entre 40-50% de margem.
E aí chegamos na nova geração, com o MacBook Neo precificado em US$ 599 e o AirPod Max 2 em US$ 549 — pra quem não quer fazer a conta o headphone custa 92% do preço do computador.
Mac Neo: é uma jogada de posicionamento por precificação. Depois de duas décadas vendendo os Macbooks por US$ 999, a Apple cortou o preço em ~60% para “dar um choque no mercado todo”, como disse o CFO.
Isso porque o Macbook se tornou a porta de entrada para todo o ecossistema Apple: iCloud, Apple Music, Apple TV, AppleCare e outros serviços com margens e retenção superiores.AirPod Max: adota uma estratégia completamente oposta, a ancoragem de preços. Esses são os headphones mais caros da linha Apple e significam o teto limite, fazendo com que os demais fones de ouvido, AirPod Pro, vendidos por US$ 249, se posicionem como uma sensata opção intermediária.
Um produto vendido a um preço abaixo do custo de produção, focado em trazer novos clientes que talvez não tivessem bala na agulha para adquirir um Macbook.
Outro produto vendido a um preço acima do custo de reposição, focado em posicionamento de marca e qualidade, para consolidar o restante do portfólio.
Ambos os produtos com o mesmo objetivo: maximizar o lifetime value dos clientes.
PS: Tim Cook mandou avisar que ele ‘não consegue imaginar a vida sem a Apple’ e que os rumores da sua aposentadoria não passam de fofocas infundadas.
Btw… quer ganhar um MacBook Neo com chip A18 PRO, tela Retina de 13" e bateria com duração de 16 horas? Indique o TechDrop neste mês e concorra. É só pegar seu link aqui e espalhar — cada indicação confirmada vale uma chance a mais.
Brasil Adentro
8ª Temporada*: todo ano, uma temporada diferente da agência Portland conecta os profissionais criativos certos com marcas como Ambev, Tinder, Ballantine's, Chilli Beans e iFood. Se você quer concorrer não só por vaga, mas por indicação de jobs, networking, aula com TEDx trainer e curso da Miami Ad School, participe do processo seletivo até 25/03!
Celero, a startup organizando infraestrutura de dados PJ, capta rodada de R$ 15 milhões com Headline e Visa.
*Conteúdo de marca parceira
STATS
22,2 milhões
de pedidos em um final de semana, é o novo recorde do iFood — um aumento de +16% do seu último final de semana recordista, em setembro do ano passado, quando registrou 19,1 milhões de pedidos.
O combustível para tanto pedido? Bem…
Marketing: a empresa estava rodando a campanha “100 Dias de Oferta”, distribuindo cupons, descontos e várias promoções direto no app.
Produto: além do delivery de comida, soluções adicionais como o iFood Salão, AnotaAi Maquinona e a integração com Decolar foram responsáveis por 45% dos pedidos.
Operação: não existe pedido entregue sem entregador trabalhando. No sábado, a empresa registrou 200.000 entregadores ativos simultâneos.
Este ano o iFood vai debutar e apagar 15 velinhas e o presente são os 180 milhões de pedidos mensais no Brasil.
Dropped by Lenovo & NVIDIA
A complexidade do varejo ficou grande demais para ser gerida sem IA. Mesmo assim, a maioria ainda está patinando: 70% das empresas de retail não atingiram seus objetivos com IA, segundo o Retail Infobrief.
A Lenovo e a NVIDIA analisaram os cases de sucesso e o que está funcionando. O veredito? Experiência omnichannel do cliente, Otimização do checkout e Previsão de vendas. Se você quer ver como essas empresas estão gerando resultado, acesse o estudo completo aqui.
Stablecoins estão tendo seu momento
Prova disso é a Mastercard comprando a startup BVNK, mas ela não é a única.

A Mastercard está desembolsando US$ 1,8 bilhão por uma startup criada há apenas cinco anos e que gera US$ 40 milhões em receita anual. Ou seja, a Mastercard está pagando US$ 45 pra cada US$ 1 que a BVNK gera em um ano.
A BVNK desenvolveu o encanamento que conecta contas bancárias tradicionais a stablecoins. Isso permite que empresas como Deel e Worldpay movimentem grana por +130 países usando aquelas moedas cripto projetadas para valerem sempre US$ 1 e que podem ser movimentadas em segundos.
As stablecoins estão tendo o seu momento e o sistema financeiro global está movendo para on-chain:
→ O volume de transações usando stablecoins atingiu US$ 33 trilhões no ano passado — um crescimento de 72% ano a ano e sem previsão de desacelerar.
→ Bancos tradicionais como JP Morgan Chase e Bank of America já admitiram: “as stablecoins são o novo meio de transação e uma prioridade central de infraestrutura para bancos”
→ Outros players já se posicionam no tabuleiro: Stripe comprou a Bridge por US$ 1,1 bilhão, PayPal comprou a Curv e a Visa desenvolveu sua própria plataforma in-house.
A motivação da Mastercard pra embarcar nessa é simples: ela processa cerca de US$ 9,5 trilhões por ano em toda a sua rede.
Usando bancos tradicionais: pode levar dias, custar 6% em taxas e só funciona em dias úteis com os bancos abertos.
Usando stablecoins: acontece em segundos, não custa nem 1% e pode ser feito a qualquer dia/horário.
As empresas de pagamento da velha guarda estão comprando o ingresso de entrada no universo cripto e pagando com stablecoins — e o preço já tá virando de lote.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
A disputa entre Google Maps e Apple Maps
a diferença entre o número de visitas mensais na web para o maps.google.com e maps.apple.com nos EUA, em milhões, só diminui.
Há poucos anos — e durante muitos outros anos antes disso — o Google Maps era o líder absoluto quando o assunto eram mapas de navegação. Quase 18 milhões de americanos optavam pelos mapas do Google todos os meses, contra ~5 milhões que preferiam os da Apple. Mas o gap que já foi de 13 milhões agora é de meros 400k acessos.
Os motivos podem ser muitos, mas a resposta do Google para tentar separar as linhas do gráfico é uma só: Ask AI.
A empresa está integrando o Gemini para usuários interagirem por meio de perguntas e respostas com o app. Em outras palavras: em vez de clicar em 15 botões para descobrir a melhor rota para voltar do trabalho, é só dizer “melhor rota para voltar do escritório para casa que tenha um McDonalds no caminho”.

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