Bom dia Droppers,

Hoje eu aprendi: que pessoas que não consomem café, mas passam seis horas ou mais sentadas todos os dias, apresentam um risco de mortalidade 24% maior em comparação com pessoas sedentárias que consomem café.
Dica do dia: beba café e não seja sedentário! #LongLiveTheCoffee!

No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:

• Mr Beast: o YouTuber Founder
• Trending: o primeiro hotel da lua
• IA na saúde: extinção dos médicos ou paradoxo de Jevons?
• Stats: US$1bi do AgiBank
• Cabo de guerra das AI-startups
• Contra Dados Não Há Argumentos: o dobro ou nada!

Dropped by Pedro Clivati e Renan Hamann
CREATORS

Mr Beast: a ponte entre GenZ e DeFi

A empresa com a maior reserva de Ethereum do planeta acaba de comprar um pedacinho do negócio do maior Youtuber do mundo. Sim, a Bitmine está investindo US$ 200 milhões na empresa de Mr. Beast.

  • Mr. Beast: o creator favorito das Gerações Z e Alpha tem 450 milhões de assinantes e +1,5 bilhão de visualizações nos últimos 90 dias, um reality show na Prime Video, um parque temático na Arábia Saudita e, mesmo dando maços de dinheiro na rua a troco de nada, gerou US$ 473 milhões no ano passado.

  • Bitmine: é a empresa com a maior reserva corporativa de Ethereum do mundo, com US$ 14 bilhões em moedas digitais no cofre. Atua no coração da indústria cripto: mineração, gestão de ativos digitais, tesouraria cripto, etc – tudo com data centers proprietários e foco em eficiência energética.

O cheque não está comprando apenas uma campanha de marketing. Está construindo a ponte entre 450 milhões de pessoas que podem ocupar os principais cargos do mercado nos próximos anos e a tecnologia que irá se tornar a infraestrutura do mercado financeiro do futuro.

Cada vídeo do Mr Beast se torna um chamado para ativação de carteira.
Cada desafio dos Beast Games se torna um evento de onboarding
Cada sorteio vira um tutorial de transação cripto para audiência.
Cada competição se transforma em uma oportunidade de experimentar cripto.

A Beast Industries – que já lançou a própria marca de chocolates Feastables – está desenvolvendo o próprio app financeiro, criativamente chamado de MrBeast Financials, oferecendo serviços bancários, câmbio de criptomoedas, consultoria financeira, empréstimos, seguros e investimentos. Agora powered by, Bitmine!

Qualquer semelhança com um familiar (primo) endinheirado (rico) é mera coincidência. Mas o fato da creator economy e da money economy estarem cada vez mais próximas não.

PS: a Beast Industries já é avaliada em ~US$ 5 bilhões.

PS2: como qualquer empresa que EXISTE em 2026, Sam Altman é um acionista da BitMine.

QUICK DROPS

Mundo Afora

  • OpenAI: precisa de mais poder computacional para responder às perguntas dos ~1bi de usuários do ChatGPT. O contrato da vez é com a Cerebras Systems – que, por sinal, também tem Sam Altman como investidor.

  • MergeLabs: a startup de interface cérebro-computador (tipo Neuralink) também investida por Sam Altman, agora recebe uma rodada da OpenAI.

  • Amazon: fechou um contrato com uma mina de extração de cobre, Rio Tinto, para atender à demanda insaciável de seus data centers por metal industrial.

  • Tesla: está encerrando a venda vitalícia da funcionalidade de direção autônoma (FSD) e transformando em uma mensalidade.

  • TSMC: a fábrica de chips do mundo todo superou todas as expectativas, bateu recorde de lucro (+35%) e ainda aumentou a projeção de crescimento.

O Primeiro Hotel na Lua

Você já tem um destino decidido e reservado para suas férias? Se não, que tal viajar para a Lua e ficar num hotel espacial? Não é Sci-Fi, é realmente o plano da GRU Space!

Parece piada, mas tem gente séria que não tá rindo:

  • Skyler Chan, o fundador prodígio, se tornou um piloto treinado pela Força Aérea dos EUA aos 16 anos e sonha em se tornar um astronauta;

  • Trabalhou na Tesla, lançou uma carga útil financiada pela NASA ao espaço, é piloto de drones comerciais e produtor de cinema – e ainda tem 22 anos.

  • Fundou a GRU Space no ano passado e já passou na aceleradora mais disputada do mundo, YCombinator (que tem taxa de aceitação de 1%).

  • Recebeu investimento de pessoas da SpaceX, da Palantir e entrou no programa Inception da Nvidia.

  • A startup está aceitando inscrições de moonchileiros dispostos a depositar US$1 milhão para ter a chance de se hospedar.

A diferença entre um maluco insano e Skyler não é apenas a ambição, mas a estratégia. Em vez de transportar pedra e cimento da Terra, a startup pretende usar robôs para transformar o solo lunar em tijolos duráveis, criando habitats modulares resistentes às condições inóspitas da Lua.

Se conseguirem todas as aprovações (que não são poucas), a construção deve começar em 2029 e a inauguração espacial em 2032 – alinhado com os planos da NASA de estabelecer uma presença humana permanente na Lua.

OPINIÃO

Médicos em Extinção ou Paradoxo de Jevons?

Op-Ed, by Pedro Clivati

Na última semana, praticamente todas as maiores empresas de IA do planeta colocaram o jaleco e deram os primeiros passos na criação de produtos para a área da saúde. A pergunta que fica é:

Veremos mais médicos aderindo ao selo “Open To Work” ou suas habilidades serão ainda mais necessárias quando todos tiverem um “médico" no bolso por $20/mês?

First things first: o que as big techs lançaram?

  • OpenAI: lançou o ChatGPT Health, que analisa resultados de exames, registros médicos e integra apps, como o Apple Health.

  • Anthropic: anunciou o Claude for Health, que reduz a burocracia dos consultórios com resumos clínicos, pesquisas e coordenação de pacientes.

  • Google: liberou o MedGemma 1.5, que interpreta imagens 3D avançadas.

  • + Bônus: o estado americano de Utah se tornou o primeiro a liberar uma IA para prescrever medicamentos ~ sem ~ envolvimento humano.

Enquanto Elon Musk fala pelos cotovelos que “se formar em medicina hoje não faz mais sentido” já que logo os robôs de IA levarão acesso a cuidados médicos melhores do que os prestados a presidentes atualmente… há teorias que podem explicar justamente o contrário.

O Paradoxo de Jevons é um fenômeno contraintuitivo e sugere que quando um recurso se torna mais eficiente de usar e o seu preço cai, a demanda aumenta ao invés de diminuir.

Como disse Satya Nadella, CEO da Microsoft: “À medida que a IA se tornar mais eficiente e acessível, veremos a sua utilização disparar, transformando-a numa commodity da qual nunca nos cansamos.”

Para quem tá tentando fazer conta, esta lógica aplicada às IAs de saúde funcionaria mais ou menos assim: aumenta o uso de IAs para discutir problemas de saúde, novas preocupações com saúde aparecem, mais profissionais humanos são acionados. Ou seja: a eficiência reduz custos, mas também desbloqueia novos casos de uso.

Essa não seria a primeira vez que o paradoxo se provaria verdadeiro, foi assim com:

  • Carvão: quando a máquina a vapor de James Watt utilizou o carvão de forma muito mais eficiente, o uso do combustível aumentou – em vez de reduzir.

  • Luz: quando diminuímos o custo por lúmen ao sair de velas e gás e fomos para a eletricidade das lâmpadas, ao invés de usar menos luz, usamos muuuito mais.

  • Computador: quando a Lei de Moore tornou a computação exponencialmente mais barata, ao invés de menos computadores, hoje todo mundo tem o seu.

Logo, se o paradoxo se repetir, chances são de que IA aumentará a demanda por trabalhadores do conhecimento, não diminuí-la. Um dos exemplos está na radiologia:

era a.C (antes ChatGPT): número de exames solicitados por radiologistas é baixo e estável já que o custo para realizá-los é elevado e a mão de obra disponível para analisá-los limitada.

era d.C (depois ChatGPT): a demanda por exames de imagens está crescendo tão rapidamente que o número de radiologistas não consegue acompanhar proporcionalmente – sugerindo que IA deve suplementar, não substitui-los.

Inteligência Artificial vai, realmente, transformar a indústria da saúde (e outras). Mas, diferente do armageddon que muitos esperam, é provável que a mudança na profissão seja positiva: escopo de trabalho expandido, novos casos de uso e mais demanda gerando mais médicos.

QUICK DROPS

Brasil Adentro

  • Magie, a fintech fazendo transações financeiras pelo WhatsApp, capta US$ 5 mi em uma rodada liderada pela Lux Capital para avançar no B2B.

  • Passabot, a startup usando o WhatsApp para automatizar a compra e venda de passagens, capta sua primeira rodada de R$ 1,2 mi com investidores anjos.

  • Vision, a vertical de cibersegurança da ISH, recebeu R$ 400 milhões através de um fundo de private equity da SPX Capital.

STATS

US$ 1 bilhão

é quanto a fintech AgiBank espera captar no seu IPO na bolsa de valores de Nova York. O banco digital segue os passos do PicPay e puxa a fila das startups prestes a estrear no mercado de capitais americano.

Criado como um correspondente bancário de Caxias do Sul -RS em 1999, a empresa evoluiu para se tornar uma instituição financeira completa, focando em públicos menos digitalizados (como aposentados e pensionistas).

Alguns highlights de 2024:

  • clientes: 3,6 milhões

  • crédito: R$ 22 bilhões

  • lucro: R$ 206 milhões no trimestre

  • unidades físicas: +1.000 em +670 cidades

Hoje o carro chefe é o crédito consignado, que responde por 80% do portfólio estimado em chegar a R$ 100 bilhões até 2030. Além disso, empréstimos pessoais, FGTS, antecipação do 13º, seguros e consórcios fazem parte da solução.

INDIQUE O DROP

Mark Zuckerberg quer vender ~20 milhões de smartglasses feitos com a Ray-Ban ainda em 2026. A demanda tá crescendo tanto que já tem quem preveja até ~30 milhões de unidades por ano no futuro próximo. E um deles pode estar no seu rosto em breve!

Mas como, meu Dropinho?

É só pegar seu link de recomendação no botão abaixo e espalhar pra geral. Quem acumular mais indicações feitas (e confirmadas) entre os dias 7 e 30 de janeiro pode ganhar um óculos da Meta (1), um Echo Show 5 (2) ou um headset da Havit (3).

Top 5 droppers com mais indicação até o momento:

  1. edubo***@gm-: 34 indicações

  2. katr****@h: 32 indicações

  3. phs***@g**: 24 indicações

  4. filip***@s**: 24 indicações

  5. apef***@g**: 24 indicações

AI

Cabo de guerra dos talentos de IA

A pessoa mais proficiente em IA que você conhece tem, no máximo, 5 anos de experiência. As raras moscas-albinas-de-olho-azul com mais experiência que isso trabalham na construção de modelos nas poucas startups com grana e poder computacional suficiente. Talentos experientes são tão escassos que nem mesmo salários multibilionários e ações são suficientes para reter essa galera:

  • OpenAI: (de 10 anos) perdeu 8 dos 11 cofundadores

  • Thinking Machines: (com 1 ano) perdeu 3 dos 6 cofundadores

  • SSI: (com 1 ano e meio) perdeu 1 de 3 cofundadores

  • DeepMind: (com 16 anos) perdeu 1 de 3 cofundadores

  • xAI: (com ~3 anos) perdeu 3 dos 12 cofundadores

  • Meta: apenas 3 dos 14 autores do paper oficial do Llama continuam.

A única exceção (e um caso a ser estudado) é a Anthropic, que ao longo de seus 4 anos de história manteve 7 dos 7 cofundadores na operação e ainda tem a maior taxa de retenção de talentos entre todas: 80% – mesmo sem igualar os salários megalomaníacos oferecidos por Zuck.

O cabo de guerra segue em todas as camadas: engenheiros têm 8x mais chance de sair da OpenAI para a Anthropic do que fazer o caminho oposto. Já com o DeepMind são 11x mais chance de os Amodei conquistarem os talentos da rival. As diretrizes desse employer branding devem virar case imperdível pra qualquer RH.

A competição por talentos (e clientes) está tão acirrada que as startups de IA estão banindo o acesso dos concorrentes aos seus produtos. Depois da Anthropic bloquear o uso do Claude pela OpenAI e pela xAI esta semana, a Meta agora está banindo o ChatGPT de operar via WhatsApp.

CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Startups de IA: o dobro ou nada!

via The Information

Se analisarmos as startups de IA pelo número de investidores ou pela quantidade de dólares captados, não é difícil concluir que elas são o futuro da tecnologia. Mas, se olharmos para uma métrica que realmente importa, como o crescimento da receita, qual o resultado?

Em apenas sete meses, a receita anualizada de startups "nativas de IA" que vendem modelos ou aplicativos de IA dobrou, passando de US$ 15 bilhões para mais de US$ 30 bilhões, de acordo com uma análise de 32 empresas.

via Gen AI Database

À primeira vista tudo bem – estão captando, mas estão entregando. Só que olhando mais a fundo você descobre que:

  • As Top 2 (OpenAI e Anthropic) respondem por 85% da receita total das 32 empresas.

  • As Top 10 (OpenAI, Anthropic, Cursor, Cognition, ElevenLabs, Midjourney, Lovable, Suno, xAI e Perplexity) respondem por 94% da receita total.

  • As Duplicidades (Cursor e Perplexity) pagam empresas como OpenAI e Anthropic para usar seus modelos e impulsionar seus produtos.

  • As promessas: 13 apps de IA ultrapassaram a importante marca de US$ 100 milhões em receita anualizada nos últimos seis meses.

As startups já provaram tanto a capacidade de captar investimentos, quanto a habilidade marketeira de estarem sempre na boca do povo. Agora chegou a hora de provar que também conseguem entregar (receita)!

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