Um trimestre já foi, Droppers!
Hoje eu aprendi: que abril começa com o aniversário de 50 anos da Apple, atualmente a segunda empresa mais valiosa do mundo. Para comemorar, a atração principal no escritório em Cupertino vai ser nada menos que Sir Paul McCartney — da banda que Steve Jobs amava e uma vez disse: "Meu modelo de negócios são os Beatles... eles se complementavam. O todo era maior que a soma das partes. Grandes feitos nos negócios nunca são realizados por uma única pessoa... são realizados por uma equipe”.
Lembrete: hoje é 1o de abril e o mundo tech adora uma mentirinha. Não acredite em tudo o que vê por aí — mas pode acreditar em tudo que vê por aqui.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• OpenAI: acabando com a memória
• Trending: contagem regressiva para o Q-Day
• Instagram: a versão premium (paga)
• Stats: mais $122 bilhões na OpenAI
• Whoop: a pulseira fitness de $10 bilhões
• Contra Dados Não Há Argumentos: dos foguetes à receita

OpenAI acabando com a memória
A startup reservou 40% dos chips de memória do mercado, depois cancelou!

O complexo de grandiosidade de Sam Altman, o CEO da OpenAI, está enfrentando um choque de realidade. Com ele, quem também acabou eletrocutado foram as ações das empresas de memória (RAM). Senta que lá vem história:
Parte 1: em outubro de 2025, Sam já tem centenas de bilhões em cheques assinados e vai pra Coreia do Sul com a missão de garantir acesso a wafers DRAM suficientes para toda a demanda de data centers e smart devices.
Parte 2: foram negociações com várias fabricantes e tudo em segredo para uma não saber da outra. Assim a OpenAI assinou contratos (não-vinculativos) para 900.000 wafers DRAM por mês com duas das maiores fabricantes do mercado, Samsung e SK Hynix.
Parte 3: em dezembro de 2025, a Micron — uma fabricante que não estava na mesa de negociações — assistiu aos movimentos e cravou "vender DRAM para consumidores não vale a pena, vamos vender só para as hyperscales”.
Parte 4: em março de 2026, a OpenAI decide dar fim ao seu app de vídeos slop de IA (Sora) para poupar poder computacional e cortar custos. O projeto de construção de data centers com a Oracle (Stargate) também é cancelado.
Resumo da ópera: os acordos entre a OpenAI e as sul-coreanas que comprometeriam 40% da oferta global de wafers DRAM, não existem mais. A divisão de negócios da Micron para vender DRAM para fabricação de computadores também não.
Isso enquanto esperava precisar de ~US$ 1,4 trilhão em data centers, que depois caíram para US$ 600 bilhões e agora viraram "melhor só alugar da Amazon".
Mesmo sem a OpenAI na pista, os demais hyperscales (Amazon, Google, Meta, Microsoft, Tesla) mantêm planos agressivos para data centers famintos por memória. Mas o movimento da OpenAI se somou ao novo algoritmo de compressão do Google — que reduz a necessidade de memória para inferência — e ajudou a dar o golpe nas ações do setor.
Mundo Afora
Amazon: venceu uma concorrência na Delta e vai levar internet via satélites LEO para 500 aviões da companhia aérea.
Oracle: fez uma rodada de layoff que pode afetar até 30 mil funcionários — boa parte deles sabendo da novidade por email.
Google: agora permite que você mude o seu endereço de email sem perder os dados da conta.
Microsoft: teve o pior resultado trimestral desde a crise de 2008 — e ações já perderam quase ¼ do seu valor somente este ano.
Apagão é deixar seu cliente no escuro
Dropped by Blip
Pouca gente pensa em utilities até acabar a luz, faltar água ou a internet cair. E é aí que o atendimento é testado: exatamente quando não pode falhar.
O Panorama de Utilities da Blip mostra que 70% das crises de reputação vêm de falhas de comunicação, não de operação.
O problema? Momentos críticos aumentam os chamados 20x. E, sem a estrutura certa, a operação colapsa e o cliente fica no escuro. Mas o mercado já começou a se dividir em dois grupos: operadores inteligentes e operadores de crise. Se você já sabe em qual grupo quer estar, baixe aqui o material completo.

Contagem Regressiva para o Q-Day!
O "Q-Day" é o temido dia em que a computação quântica será capaz de quebrar a criptografia das blockchains. Para quem investe em cripto, isso significa que chaves privadas ficam vulneráveis e grandes roubos de BTC, ETH e tudo mais podem acontecer. Esse dia já foi distante, mas agora o Google está setando uma nova contagem regressiva já em 2029.
O novo estudo do Google Quantum AI mostra que os algoritmos estão avançando rápido e consumindo menos processamento. O chip Willow tem atualmente 105 qubits. Eles precisam de 500.000 para quebrar as chaves BTC em 9 minutos.
Otimistas: dizem que a segurança também quântica resolve tudo.
Pessimistas: dizem que implementar segurança em redes descentralizadas vai levar mais tempo do que temos.
Apocalípticos: já temem que isso também seja um problema para bancos, cartões de crédito, ações e todo mercado digital
Realistas: não tem o que fazer, só resta se adaptar.
O Google sabe do perigo. Além de ter avisado o governo americano, também estão trabalhando ao lado da Coinbase, da Ethereum Foundation e de Stanford para impulsionar todo o ecossistema para a atualização — afinal, são +US$ 2,4 trilhões atrás desses cadeados digitais.
A Versão Premium do Instagram
A Meta está testando uma versão paga do aplicativo em alguns países

Quem viveu os tempos áureos de Orkut se lembra do poder de saber quem visitou o seu perfil. A funcionalidade se perdeu no tempo, mas parece que a Meta acabou de reencontrá-la: a big tech está testando um modelo de assinatura paga no Instagram que dá super-poderes aos usuários, como:
Visualizar stories sem que o publicador saiba que você assistiu.
Saber quantas vezes determinado usuário viu seu story.
Criar listas de audiência ilimitadas (um Close Friends avançado e ilimitado).
Prolongar o tempo de exibição de um story por +24 horas.
Fixar (spotlight) um story por uma semana aumentado a visibilidade.
Dar um super-like animado (a lá Tinder) em outros stories.
Esse não é o primeiro (e provavelmente nem o último) teste de monetização do IG:
→ Meta Verified: assinatura para criadores de conteúdo e contas comerciais com proteção extra contra falsificação de identidade e boost de credibilidade.
→ Ad-free: disponível somente na União Europeia, essa assinatura permite que usuários naveguem por um feed sem anúncios e conteúdos exclusivos.
Qualquer semelhança com o Tinder outras redes sociais não é coincidência. Zuck, o mestre do copia e cola, assistiu à concorrência antes de decidir entrar na moda:
Snapchat+: a assinatura paga já passou dos +25 milhões de usuários pagantes e US$ 1 bilhão de receita recorrente anual.
LinkedIn Premium: mais voltado para os B2B contratantes, cruzou a linha dos US$ 2 bilhões em receita anual.
X: segundo o diretor de produto Nikita Bier, também chegou no primeiro bilhão de receita com assinaturas pagas.
Em 2012 o Instagram foi comprado pela Meta (na época, Facebook) por apenas US$ 1 bilhão e hoje tem o valuation estimado em +US$ 110 bi — com +US$ 80 bi de receita só no ano passado. Tá bom? Tá ótimo! Mas no mercado de hoje qualquer milhão a mais para pagar os compromissos de IA é bem-vindo.
Brasil Adentro
Gestão Sistêmica com IA*: Gerir uma empresa na base do improviso, não tem futuro. Precisa de sistema. E no dia 8 de abril a MATH te conta como fazer isso na prática e usar a IA para acelerar o crescimento do seu negócio. Inscreva-se aqui!
CMO Pulse 2026*: aprofundou os assuntos que estão em pauta na mesa dos líderes de marketing. Além de dados, traz opiniões, contexto e como tornar o aprendizado “do Pulso à Prática”. Baixe o material completo aqui.
Nuvidio: a IDtech que usa vídeos, biometria e IA para validar transações online, capta rodada pós-seed de R$ 6 mi com a DOMO.vc.
Mercado Livre: anunciou o fim da sua Criptomoeda (Mercado Coin) criada em 2022 para fidelização de clientes.
Joga Junto: o projeto da Uniasselvi apoiando iniciativas de esporte para comunidades vulneráveis, recebe R$ 25 mi da Vitru Educação.
Buser: o app das passagens e viagens de ônibus anuncia a aquisição das suas duas primeiras empresas de viação, o Expresso JK e Santa Maria.
TikTok: a rede social busca licença no Brasil para operar como fintech e oferecer crédito por aqui.
*Conteúdo de marca parceira
STATS
US$ 122 bilhões
é quanto a OpenAI captou na maior rodada de investimento privado da história.
A rodada foi liderada por Amazon ($50bi), Nvidia ($30bi) e Softbank ($30bi) — boa parte desse valor em créditos de chips e cloud e condicionado ao atingimento de AGI.
Pode parecer muito (e é), mas no fantástico mundo da OpenAI, os US$ 122 bilhões representam 18 meses de caixa. Ou seja, a startup está queimando ~US$ 6,8 bi por mês… mas pelo menos está entregando:
→ A startup já gera US$ 2 bilhões de receita por mês.
→ ChatGPT atingiu a marca de 900 milhões de usuários ativos por semana.
→ +50 milhões deles assinam algum plano pago
→ ARR dos ads já aponta para US$ 100 milhões
→ Planos enterprise já são 40% do faturamento
→ APIs processam +15 bilhões de tokens por minuto
→ Codex tem 2 milhões de users por semana.
Essa é provavelmente a última pernada privada da OpenAI — que atingiu um valuation post-money de US$ 852 bi — antes de se aventurar no mercado de capitais com o que pode se tornar o maior IPO da história.
Brazil takes Vale do Silício
TechDrop no Brazil at Silicon Valley 2026
O nível subiu (de novo) na BSV Conference, no Vale do Silício. E você vai ter acesso direto de onde as maiores inovações do mundo da tecnologia acontecem.
+30 palestrantes confirmados
Professores Berkeley e Stanford
Founders, investidores e builders brasileiros que estão moldando o mercado
Líderes de tecnologia, negócios e investimento para discutir o futuro do Brasil e o que vem pela frente em inovação global.
E a novidade: Transmissão ao vivo de palestras selecionadas, dias 07 e 08/04
Quem vê palco, não vê backstage, mas o DROPS te coloca pra dentro — sem precisar do crachá. Fique ligado para acompanhar o TechDrop no Brazil at Silicon Valley 2026, junto com nossos parceiros Deel & Conta Simples.
Whoop: a pulseira fitness de US$ 10 bilhões
A startup por trás do wearable para monitoramento de saúde triplicou o valuation

Em vez de disputar espaço com Apple, Google e Samsung nos relógios que fazem tudo, a WHOOP apostou em uma pulseira sem visor focada em saúde. Levou a elite do esporte (LeBron James e Cristiano Ronaldo) para o board e agora levou a elite da grana captando US$ 575 milhões — e triplicou seu valuation para US$ 10 bilhões.
Apesar de fabricar pulseiras, a Whoop vende assinaturas. Os usuários podem escolher entre um dos três planos que vão de US$ 199 a US$ 399 por ano e variam de acordo com as métricas do seu corpo que você quer acompanhar.
→ (one) monitoramento de condicionamento físico, sono e recuperação,
→ (peak) recursos de longevidade e estresse,
→ (life) monitoramento de saúde mais avançado, incluindo eletrocardiograma (ECG) e medição de pressão arterial.
O modelo foi suficiente para a startup chegar aos +2.5 milhões de assinantes, que geraram US$ 1,1 bilhão em bookings em 2025, um crescimento de 103% em relação ao ano anterior.
A tese é simples: os sistemas de saúde em todo o mundo são reativos, esperam as pessoas adoecerem para então intervir, enquanto as doenças e custos continuam subindo. A WHOOP quer inverter essa lógica com uma plataforma preventiva e personalizada.
Depois de entrar em testes sanguíneos, o plano agora é usar as centenas de milhões para expandir para outros países (Brasil?).
PS1: a categoria de wearables fitness furou a bolha no último mês, com a Quince atingindo US$ 10 bi, o Oura Ring outros US$ 11 bi e agora a WHOOP com US$ 10 bi.
PS2: o Google não vai deixar barato e já está trabalhando em uma versão sem telas para o seu smartwatch FitBit .
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
Dos foguetes à receita recorrente.
O crescimento dos assinantes da Starlink: de 0 → 10 milhões em 5 anos

via TEMA ETFs
A SpaceX não só provou ao mundo que foguete dá ré, mas também que um modelo de negócio fora do planeta Terra pode ser recorrente e escalável. A Starlink é o que acontece quando uma empresa espacial pensa como uma startup SaaS:
10 milhões de assinantes em fev 2026
+US$ 15 bilhões em receita estimada em 2025
65% de todos os satélites ativos em órbita
>US$ 1 trilhão de valor de mercado
Em junho a SpaceX vai fazer o tão esperado IPO e permitir que qualquer investidor se torne sócio da empresa que deve estrear com um valor de mercado de +US$ 1,75 trilhão.

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