Bom pré-feriado, Dropper!!
Hoje eu aprendi: que duas startups de IA (OpenAI e Anthropic) receberam juntas +US$ 250 bilhões em funding nos últimos dois anos. Enquanto isso, o resto da indústria sofre: quase metade dos 857 unicórnios (avaliados em +$1bi) não levantou nenhuma nova rodada de investimentos nos últimos três anos, com +220 delas se tornando ex-unicórnios.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
• Anthropic: enviou a papelada do IPO
• Trending: smartglasses da Apple
• Amazon: a loja de todos os ads
• Stats: US$ 80 bilhões do Google
• Microsoft: um resumo da Build 2026
• Contra Dados Não Há Argumentos: quanto ganham os podcasts

Anthropic: o IPO vem aí!
A primeira startup puramente de IA vai estrear na bolsa

Sam Altman e Dario Amodei fizeram parecer normal uma startup estar às portas do IPO com a expectativa de bater US$ 1 trilhão. A OpenAI de Sam correu quanto pôde para tocar o sino antes, mas quem chegou na frente foram os ex-funcionários desertores e atuais Anthropic - que oficial e confidencialmente enviou a papelada (S1) para abrir capital.
Por que a correria? O povo dos bancos mandou avisar que vai rolar a festa, mas quem chegar primeiro ao mercado definirá o novo setor e terá prioridade para acessar os bolsos fundos que estão esperando uma oportunidade de investir em IA.
Como a papelada foi enviada no sigilo, o mercado só descobrirá os detalhes financeiros reais da startup depois da estreia. Mas não-oficialmente já temos uma prévia de como anda a receita anualizada da startup desde sua fundação:
2021: Fundada
2022: US$ 10 milhões
2023: US$ 100 milhões (+900%)
2024: US$ 1 bilhão (+900%)
2025: US$ 9 bilhões (+800%)
Jan 2026: US$ 13 bilhões (+44% em 1 mês)
Fev 2026: US$ 19 bilhões (+46% em 1 mês)
Mar 2026: US$ 30 bilhões (+58% em 1 mês)
Abr 2026: US$ 44 bilhões (+47% em 1 mês)
Mai 2026: US$ 47 bilhões (+7% em 1 mês)
A startup de crescimento mais rápido da história do capitalismo moderno já provou que consegue crescer, agora falta precificar:
→ De acordo com a última rodada de investimento, o valuation da startup está bem próximo de US$ 1 trilhão, o que implicaria em um múltiplo de 21x.
→ De acordo com as apostas da Polymarket, o valuation da startup deve chegar a US$ 1,8 trilhão, o que implicaria em um múltiplo de 30x.
Como não existem precedentes para tamanho, crescimento, nem de produto, nem de margem, nem de chatbots, ninguém sabe ao certo quanto realmente é um valor justo para a Anthropic. O que todo mundo sabe é que essa festa vai ter senha na porta e uma taxa de oversubscribe bem alta.
→ Um dia depois do anúncio, o chatbot da empresa, Claude, saiu do ar.
Mundo Afora
Softbank: a gigante japonesa surfou o hype da IA nos investimentos e ultrapassou a Toyota para se tornar a maior empresa do Japão.
HPE: também surfa a mesma onda da IA e ações da empresa sobem 28% depois de resultados trimestrais.
Anthropic: está dando acesso ao Mythos para empresas de mais 15 países - e nenhum deles se chama Brasil.
Meta: vai aplicar globalmente os filtros de conteúdo para adolescentes menores de 13 anos.
BYD: anunciou que vai cobrir gastos de acidentes que envolverem seus carros com sistema de direção autônoma na China.
Apple: vendeu 1,1 milhão de unidades do MacBook Neo (o baratex) no trimestre. O laptop se tornou o produto mais vendido da Apple na categoria.
Quais os desafios dos e-commerces para a próxima Black Friday?
Dropped by Google Cloud
Ano após ano, a Black Friday testa a infraestrutura até dos e-commerces mais preparados. E 2026 adiciona uma variável: o uso da IA.
O consumidor mudou e quer uma busca que entenda sua intenção, pesquisar por voz, recomendações realmente personalizadas, um atendimento inteligente e respostas cada vez mais rápidas.
Na 6ª edição do FlashBlack, o Google Cloud analisou 35 dos maiores e-commerces do país e +38 milhões de dados para trazer os principais desafios e oportunidades da temporada de vendas. Algumas empresas já saíram na frente, enquanto outras precisam se adaptar com urgência.
A disputa da próxima Black Friday vai além de preço e entrega: diminuir a fricção é fundamental. Baixe o estudo completo e prepare seu ecommerce →

iGlasses vem aí (mas calma).
Os Apple Fans que aguardam ansiosamente pelo lançamento dos primeiros smartglasses podem sair da fila e voltar para casa… assim como a tão esperada Siri Inteligente, o lançamento dos iGlasses foi postergado para, no mínimo, ano que vem.
A estratégia para competir contra a Meta (e EssilorLuxottica), contra o Google (e Warby Parker), Amazon, Samsung, Snapchat, Alibaba, Xiaomi e possivelmente até a OpenAI é usar algo que só a Apple tem: os 2,5 bilhões de dispositivos Apple já vendidos e funcionando ao redor do mundo.
Os óculos inteligentes estariam nativamente integrado com seu iPhone, com seus AirPods, com o seu MacBook e ainda powered by Gemini.
A Apple não é conhecida por ser a primeira, nem a mais rápida… mas nem por isso deixou de definir as categorias em que decidiu competir:
PCs → Mac
Smartphones → iPhone
Tablets → iPad
Relógios → Apple Watch
Fones → AirPods
Óculos inteligentes → carregando…
Já ficou claro que toda big tech está apostando que o novo gadget da era da inteligência artificial será vestível (wearable), começando pelo artefato usado por mais da metade da população mundial (óculos), mas dessa vez com IA (inteligente).
Amazon: a loja de tudo todos os ads!
O plano da gigante do e-comm para se tornar o posto ipiranga dos anúncios

A Amazon é megalomaníaca até no nome e nem desce pro play se não for para estar entre as maiores. Foi assim com e-comm, cloud, logística e não seria diferente com publicidade digital. A gigante quer ser “A Loja de Todos os Ads”: onde marcas podem comprar anúncios que serão veiculados em tudo, do futebol de quinta-feira ao streaming do Twitch.
Você provavelmente pensa na Meta e no Google quando pensa em publicidade online (e deveria, são as duas maiores plataformas do mundo). Mas em terceira, praticamente invisível no debate e controlando 11% de todo gasto do planeta, está a Amazon - que faturou US$ 68,6 bilhões em ads no ano passado.
Apesar de ter o próprio marketplace (Amazon DSP, Amazon Marketing Cloud, e Amazon Publisher Services) para marcas comprarem espaços publicitários diretamente… a Amazon está quebrando uma regra do playbook de Meta e Google ao permitir que empresas terceiras também vendam ads no seu amplo e fértil terreno publicitário, que inclui:
Amazon.com
Prime TV
Fire TV
Twitch
Goodreads
IMDb
Alexa
Jogos ao vivo da NFL, NBA, Copa do Mundo
Mas o pulo do gato do Jeff Bezos do CEO Andy Jassy é não limitar o inventário somente aos ativos proprietários e se tornar a camada de infraestrutura para compra e venda de ads online abrindo o seu marketplace para que outras empresas como Netflix, Spotify e Roku também listem seus inventários de streaming na plataforma.
Ser esse “marketplace” deu certo no e-commerce (onde + 60% do faturamento vem de terceiros). Se a jogada se repetir na mídia online, a Amazon pode ficar mais perto de ameaçar as gigantes em algum momento no futuro.
Brasil Adentro
Speedbird Aero, a empresa usando drones para delivery, foi a escolhida pelo iFood para as entregas de comida pelos ares em São Paulo.
Strattum, a startup usando IA para organizar os dados corp e transformá-los em inteligência, capta US$3.2mi em pré-seed com a OneVC e Maya Capital.
Move In Tech, a logtech usando IA para otimizar a operação industrial, capta rodada de R$750k com investidores de Boston.
STATS
US$ 80 bilhões
é quanto a Alphabet, empresa-mãe do Google, está levantando em uma rodada de investimentos para financiar os seus planos de expansão de inteligência artificial.
Você não leu isso errado: a empresa que faturou ~US$ 400 bilhões e lucrou ~US$ 130 bilhões no ano passado está em busca de mais dólares.
Isso porque o plano é investir entre US$ 180-190 bilhões em Capex esse ano. Por capex, leia-se construção de data centers, compra de chips, treinamento de modelos, geração de energia e tudo mais atrelado à capacidade computacional de IA.
Parte dessa montanha de zeros no cheque inclui um investimento de US$ 10 bilhões da Berkshire Hathaway, a empresa de investimento de Warren Buffett, que faz sua segunda grande aposta no mercado tech após a Apple.
Microsoft Build: IA pra todo lado
A estratégia da Microsoft foi construída em volta de IA, mas não inclui a OpenAI

Todo ano a Microsoft reúne devs, jornalistas de tecnologia e outros nerds para contar o que tem de novo no seu ecossistema. Pois nessa semana rolou a edição 2026 do Build e o recado central foi claro: chega de depender da OpenAI para tudo.
O CEO Satya Nadella liderou o keynote principal, mostrando que a grande aposta da big tech é na mesma ficha que o resto da indústria: IA pra cá, IA pra lá.
Modelos: foram sete novos modelos treinados dentro de casa, com destaque para o MAI-Thinking-1 - o primeiro de raciocínio com foco em instruções multi-etapa complexas, raciocínio de longo contexto e códigos.
Hardware: para rodar IA localmente, seguindo a aposta-parceria com a Nvidia, o notebook Surface RTX Spark Dev Box foi criado pensando nos devs que buscam independência da nuvem e a segurança do on premise.
Agentes: o Scout é o novo assistente que nunca dorme construído sobre a plataforma open-source OpenClaw e já integrado ao Microsoft 365, operando em segundo plano com emails, despesas, agendas, etc.
Segurança: os Microsoft Execution Containers (MXC) chegam como uma camada de controle sobre o que agentes de IA podem acessar nos dispositivos.
Computação Quântica: o novo super chip quântico Majorana 2 chegou ao mercado com 1000x mais precisão que a geração anterior. A meta é ter um PC quântico funcional até 2029.
Todo anúncio que antes costumava vir acompanhado de OpenAI, dessa vez veio desacompanhado de qualquer menção à startup - que, por sinal, está se preparando para um outro IPO trilionário ainda este ano, e tem a Microsoft como maior acionista.
Além do CEO da Microsoft, o CEO da Microsoft AI (Mustafa Suleyman) também subiu ao palco para soltar suas previsões, afirmando que a capacidade computacional da IA irá crescer 1000x nos próximos 3 anos, saindo de 5e27 FLOPs para 5e30 FLOPs.
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
Quanto os Podcasts faturam?
Faturamento global da indústria de podcasts em 2024 e 2025

via Owl & Co
A indústria dos podcasts continua crescendo de vento em popa, saindo de US$ 7,5 bilhões faturados em 2024 para US$ 9,2 bilhões de dólares faturados em 2025 - um crescimento de 23% ano a ano.
Esse sucesso todo vem de 3 principais formas de monetização:
Receita publicitária: as vendas diretas continuaram sendo a principal forma de monetizar, ultrapassando 50% da receita total gerada globalmente. Já os anúncios programáticos (aqueles inseridos pelas próprias plataformas como YouTube AdSense e o Spotify
spam) retraíram -23% do ano anterior.Receita de consumidores: a segunda maior fonte de receita, puxada principalmente pelas contribuições da Patreon. As assinaturas recorrentes (como Apple Podcasts) estão ganhando força.
Receitas variadas: aqui entram os acordos de licenciamento, produtos proprietários desenvolvidos e vendidos, geração de leads, comercialização de dados, cursos e merchandising.
Outra mudança é sobre a evolução da própria definição do que é um podcast. O que surgiu como uma alternativa para o rádio (áudio) tem aos poucos se transformado em uma alternativa para TV (vídeo) - que são mais facilmente clipáveis e distribuíveis em redes sociais (Shorts, Reels, TikTok) para atrair tráfego.
DROP LIKE IT'S HOT
[para concorrer à canequinha do Drops] responda como você tem usado IA para conversar com seus clientes.
[para cozinhar] um maçarico culinário oficial da SpaceX
[para captar] a estratégia de capital do Google, segundo a Stratchery (ING).
[para admirar] George Lucas, criador de Star Wars, vai abrir seu próprio museu.

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DROPS
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